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PAZ NA AMÉRICA DO SUL

Acordo diplomático minimiza problemas

Ofensiva diplomática promovida por Brasil, Chile e Argentina levou os governos do Equador e da Colômbia a fecharem ontem um acordo. A Colômbia pediu desculpas e admitiu ter desrespeitado a soberania do Equador ao invadir o território do país vizinho durante ataque a guerrilheiros das Farc. Os termos do acordo, aprovado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), definem que o território de um país é inviolável “qualquer que seja o motivo”. Em contrapartida, o Equador desistiu de pedir sanções internacionais contra a Colômbia. O esforço diplomático teve participação decisiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conversou com o colombiano Álvaro Uribe e o equatoriano Rafael Correa. Em movimento coordenado, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, fez o primeiro pronunciamento público sobre a crise, condenando a ação da Colômbia. Coube à presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acalmar o venezuelano Hugo Chávez, adversário de Uribe. Chávez disse que tem vocação pacifista e por isso quer a paz, mas segundo a rádio colombiana RCN, o líder das FARC, Manuel Marulanda, está na Venezuela e a mobilização de tropas e Chávez é destinada a protegê-lo.

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