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NOTICIÁRIO

1 – Após sofrer sua maior derrota, o governo prepara medidas para suprir as perdas de R$ 40 bilhões com o fim da CPMF. O ministro Guido Mantega disse que a meta de superávit primário, de 3,8% do PIB, não muda. Entre as medidas estudadas estão aumento de impostos, como IOF e IPI, e congelamento ou revisão de reajustes salariais para 2008. O governo hesita entre propor a recriação da CPMF ou a reforma tributária. Na Venezuela, o presidente Lula comentou a derrota: “São coisas da democracia”.
2 – O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, atribuiu a derrota à própria base governista. Para ele, será preciso fazer uma “reavaliação” do grupo que negou votos ao governo no Congresso. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), culpou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Foi o mentor”. Ao contrário, ele pediu negociação
3 – Numa quinta-feira de nervosismo nos mercados internacionais por causa da inflação nos EUA, a Bolsa de São Paulo foi atingida ainda pela reação dos investidores à derrubada da CPMF. O temor de que, sem os recursos arrecadados com a contribuição, o governo decida reduzir o superávit fiscal fez a Bovespa fechar em queda de 2,9%.
4 – O risco de inflação, em razão da expansão do consumo, preocupa os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Por isso, decidiram manter a taxa básica de juros em 11,25%. O presidente da Acrefi, José Arthur Assunção, acredita que só será possível cortar juros no segundo semestre de 2008.
5 – O Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, receberá um total de R$ 100 milhões no próximo ano para realização de obras no Terminal 1, segundo o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi. Passarão por obras de reforma o sistema elétrico, os pisos, a climatização e os banheiros. Os juizados especiais do Galeão e do Santos Dumont foram vistoriados ontem.
6 – Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, o Banco Central apontou o perigo da volta da inflação para explicar a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 11,25% ao ano. O temor decorre, segundo a ata, do aumento do consumo dos brasileiros, que reduziu a margem de segurança da política de juros.

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