BASTIDORES
Idas e vindas no plenário do Senado
O governo usou todos os recursos, lícitos e ilícitos. passou os últimos dias blefando sobre as próprias possibilidaddes de prorrogar a CPMF, mas, na hora “H”, aconteceu o que a DEM previu e alertou para os colegas do PSDB: as bancadas governistas no Senado não reuniram os votos necessários para aprovar a proposta de emenda constitucional.
Após quase dez horas de discussão no plenário do Senado, o governo não conseguiu o número mínimo de votos – 49; aprovou a emenda por 45×34 votos, mas conseguiu o número necessário de votos para que a CPMF fosse prorrogada até 2011. Foi quando através do líder do governo, Romero Jucá, penúltimo orador inscrito, Lula da Silva tentou uma manobra garantindo por escrito que todos os R$ 40 bilhões arrecadados pela CPMF seriam destinados exclusivamente a Saúde.
A falcatrua foi denunciada pelo último orador, o tucano Tasso Jereissati, que leu o documento assinado pelo ministro Mantega, apontando que a transferência de recursos não seria imediata, mas escalonada até 2010. Isso não atendia a exigência do PSDB para apoiar a matéria. E assim, alguns elementos da oposição que se surpreenderam com o discurso de Romero, apoiado “pela ordem” por Pedro Simon, se refizeram e abjuraram a proposta presidencial.
…Assim Lula da Silva perdeu a guerra: a CPMF foi sepultada.
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