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Vaiar ou não vaiar, eis a questão do Morumbi

Dunga disse que espera que o Morumbi se comporte amanhã como o Maracanã se comportou no jogo contra o Equador.
Dunga talvez tenha se esquecido que houve duas ameaças de vaias, antes do primeiro gol e antes do segundo.
Depois, de fato, tudo foi só festa.
Mas o Uruguai não é o Equador, coisa que a torcida paulista fará bem se levar em conta.
Não custa lembrar que também o Paraguai enfiou cinco gols no Equador.
Por outro lado, é fácil saber como o Morumbi irá se comportar.
Dependerá do comportamento da Seleção.

Se o time jogar como contra o Peru, será vaia na certa.
Se se comportar bem, será aplaudida.
A disposição para vaias mora, ao menos, no coração dos são paulinos, pela ausência de Rogério Ceni.
Mas é bom lembrar que Júlio César não tem nada com isso e não pode ser vítima, como um dia foi, em 1970, seu meio xará, Paulo César, escalado no lugar de Pelé.
Até porque Rogério Ceni é o que é, mas não é Pelé.
E Paulo César Caju era craque, craquíssimo.
Que a porção tricolor do Morumbi não se esqueça, também, das injustas vaias com que parte dela contemplou Kaká, taxando-o até de pipoqueiro.
Vaiar é um direito do torcedor, mas devagar com o andor porque o Uruguai sempre merece respeito.
E, mais ainda, a Seleção Brasileira, apesar da irritante atuação em Lima.

Fonte: Juca Kfouri

COMENTÁRIO: Estou totalmente de acordo. O Uruguai merece respeito!

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