Ao Debate:
Sem notícias de Lancelotti
Sumiram da mídia. Se tiverem tempo, procurem o volume de notícias que se produziu sobre as gravatas de Henry Sobel e depois comparem com o caso do padre “progressista”. Não! Isso nada tem a ver com o “catolicismo” da mídia, como poderia dizer algum estafeta de Edir Macedo, líder daquela seita, a Universal. Até porque a média dos jornalistas é anticatólica.
A blindagem é ideológica. Se Lancelotti fosse um padre ligado ao Opus Dei ou ao grupo Comunhão e Libertação, estaria em óleo fervente. De fato, estaria destruído. Mas ele é o santo da Pastoral do Povo de Rua. Ele é o homem que denuncia o “higienismo”, os “bancos antimendigos”, as rampas que impedem que as pessoas morem debaixo dos viadutos. Ele é o Anatole France do Belenzinho, como poderia dizer Marcelo Coelho… Por essa razão, é protegido.
Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro
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