Arquivo do mês: fevereiro 2009

Receita aperta o cerco contra paraíso fiscal   Empresas brasileiras estão evitando fazer negócios com outras companhias nacionais que têm operações em paraísos fiscais. A restrição começou no início do ano, quando entrou em vigor a lei nº 11.727, que ampliou os ...

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Balança comercial tem 1º déficit em 8 anos   Depois de uma tentativa frustrada de frear importações na semana passada, o governo brasileiro anunciou déficit na balança comercial do país – o que não ocorreria desde março de 2001. Com US$ 9,788 ...

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No túnel do tempo   A volta de Sarney e Temer reabilita alguns velhos conhecidos:   O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou à presidência do Senado para não ser cassado por quebra de decoro parlamentar, só fortaleceu ao aparecer como principal articulador da ...

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  TRIBUNA DA IMPRENSA – Depois da "marolinha", Lula pede "ousadia"    O GLOBO – Déficit comercial volta após oito anos   FOLHA DE SÃO PAULO – Balança comercial tem 1º déficit em 8 anos   VALOR ECONÔMICO - Receita aperta o cerco contra paraíso fiscal    ZERO HORA ...

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Poesia

A Marmita

 

Em sua marmita

não leva o operário

qualquer metafísica.

Leva peixe frito,

arroz e feijão.

Dentro dela tudo

tem lugar marcado.

Tudo é limitado

e nada é infinito.

A caneca d’água

tem espaço apenas

para a sua sede.

E a marmita é igual

à boca do estômago,

feita sob medida

para a sua fome.

E quando termina

sua refeição,

ele ainda cata

todas as migalhas,

todo esse farelo

de um pão que suasse

durante o trabalho.

Tudo quanto ganha

o operário aplica

como um capital

em sua marmita.

E o que ele não ganha

embora trabalhe

é outro capital

que também investe:

palavra que diz

em seu sindicato,

frase que se escreve

no muro da fábrica,

visão do futuro

que nasce em seus olhos

que só com fumaça

se enchem de lágrimas.

Em sua marmita

não leva o operário

o caviar de

qualquer metafísica.

E sendo ele o mais

exato dos homens

tudo nele é físico

e material,

tem seu nome e forma,

seu peso e volume,

pode-se pegar.

Seu amor tem saia

pêlos e mucosas

e, fecundo, faz

novos operários.

As coisas se medem

pelo seu tamanho:

sono, mesa, trave.

No trem ou no bonde

nenhum operário

pode se espalhar

sem fazer esforço.

É como no mundo:

— tem que empurrar.

Vasilhame cheio

de matéria justa,

sua vida é exata

como uma marmita.

Nela cabe apenas

toda a sua vida.

E não cabe a morte

que esta não existe,

não sendo manual,

não sendo uma peça

de recauchutar.

(Artigo infinito,

sem ferro e sem aço,

qualquer um a embrulha

sem usar barbante

ou papel almaço.)

Fabril e imanente

o operário vive

do que sabe e faz

e, sendo vivente,

respira o que vê.

O tempo que o suja

de óleo e fuligem

é o mesmo que o lava,

tempo feito de água

aberta na tarde

e não de relógio.

E a própria marmita

também é lavada.

E quando ele a leva

de volta pra casa

ela, metal, cheira

menos a comida

do que a operário.

 

Ledo Ivo

 

 

O Poeta

 

 

Nasceu no dia 18 de fevereiro de 1924, em Maceió (AL). Em 1940, transferiu-se para Recife, onde passou a contribuir com a imprensa local e a conviver com um grupo literário de que faria parte Willy Lewin, o qual haveria de exercer grande influência em sua formação cultural.

 

Em 1944, estreou na literatura com As Imaginações, poesia, e no ano seguinte publicou Ode e Elegia, distinguido com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Nos anos subseqüentes, sua obra literária avoluma-se com a publicação de obras de poesia, romance, conto, crônica e ensaio.

 

Quinto ocupante da Cadeira nº 10, eleito em 13 de novembro 1986, na sucessão de Orígenes Lessa e recebido em 7 de abril de 1987 pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa. Recebeu os acadêmicos Geraldo França de Lima, Nélida Piñon e Sábato Magaldi.

 

É sócio efetivo da Academia Alagoana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, sócio efetivo da Academia Municipalista de Letras do Brasil, sócio efetivo da Academia Brasileira de Letras do Brasil, sócio honorário da Academia Petropolitana de Letras; sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

 

Gene Kelly – I’m singing in the rain

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=p7QL46cK7B8]

Para lembra-lo no dia de seu falecimento, 2/2/1996. Não seria tão impossível que estivesse entre nós, pois estaria com 97 anos! Vamos lá com o inesquecível “Dançando na chuva” e a genialidade do artista.

 

Não se apressem com o “irritante” mas utilíssimo YouTube, deixem primeiro carregar o vídeo todinho, só depois assistam. ´É muito melhor sem aquelas interrupções. Abaixo uma pequena biografia de Gene Kelly.

 Kelly, na verdade Eugene Curran Kelly, foi um astro dos musicais da década de 50. Entre eles, destacam-se Sinfonia de Paris (1951), baseado num balé de George Gershwin, que recebeu oito Oscars, e Cantando na Chuva (1952), no qual foi protagonista e coreógrafo.

 

Um dos pontos altos de sua carreira ocorreu em 1960, quando colaborou com o balé da Ópera de Paris em Pas de Dieux. Kelly realizou, em 1969, a versão cinematográfica do musical Hello Dolly, com Barbra Streisand.

 

 

Gene Kelly era dono de um histrionismo irrefutável..não obstante a fama de Fred Astaire, que viveu na mesma época, Gene tinha o dom de flutuar romantica e sensivelmente nas telas do mundo..possuia um equilibrio fora dos padrões de todos seus concorrentes.

 

Gene Kelly tinha alma, por isso jamais será esquecido por todas gerações. “Cantando na Chuva” é algo antológico, e, toda vez que chover, alguém se lembrará dele…fantasticamente inesquecível!

 

Gene nasceu na Pensilvânia em 23/08/12, falecendo em Los Angeles em 2/2/1996.

 

 

 

Picasso

A menina com bandolim - 1915

  O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decidiu na noite do último sábado (31) que esta segunda-feira, 2 de fevereiro, deve ser feriado nacional. A data marca os dez anos de sua chegada ao poder, e o feriado criou confusão entre ...

Publicado em por Marjorie Salu | Comentários desativados em Chávez decreta feriado nacional nesta segunda

Primeiros a dar o exemplo    O governo federal precisa fazer sua parte de sacrifícios, reduzindo custos e despesas desnecessárias para enfrentar a crise e garantir o desenvolvimento do País. O presidente Lulla precisa ler e reler a Constituição brasileira, com ou ...

Publicado em por Miranda Sá | Comentários desativados em Comentário (II)

“Com a desculpa da inadimplência, os bancos continuam a cobrar juros pornográficos e batendo recordes de faturamento, sob o olhar impotente do governo Lula”.    Elias Skaf (eskaf@hotmail.com)

Publicado em por Miranda Sá | Comentários desativados em Frase da vez_4/2