Arquivo do mês: maio 2008
POESIA
Poemas aos Homens do nosso tempo
Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.
Hilda Hilst
A Poeta
Hilda de Almeida Prado Hilst mais conhecida como Hilda Hilst, (1930 -2004) foi uma poeta, escritora e dramaturga brasileira. Nasceu na cidade de Jaú, interior do Estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930, filha única do fazendeiro, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso. Com pouco tempo de vida, seus pais se separaram, o que motivou sua mudança, com a mãe, para a cidade de Santos (SP). Seu pai, que sofria de esquizofrenia, foi internado num sanatório em Campinas (SP), tendo nessa época 35 anos de idade. Até sua morte passou longos períodos em sanatórios para doentes mentais.
Em 1946, pela primeira vez, visitou o pai em sua fazenda em sua cidade natal, Jaú. Em apenas três dias, no pouco tempo que passou com ele, perturbou-se com sua loucura. Em “Carta ao Pai” diz a biografada: “Só três noites de amor, só três noites de amor”, implorava o pai, sim, o pai, ele nunca fizera uma coisa como essa, sim, era Jaú, interior de São Paulo, um dia qualquer de 1946, sim, a filha deslumbrante, tremendo em seus 16 anos, sim, o pai a confundia com a mãe, a mão dele fechada sobre a dela, sim, o pai a confundia com a mãe, a confundia, sim?…”
Aconselhada pela mãe, em 1948 inicia seus estudos de Direito na Faculdade do Largo do São Francisco. A partir de então levaria uma vida boêmia que se prolongou até 1963. Moça de rara beleza, Hilda comportava-se de maneira muito avançada, escandalizando a alta sociedade paulista. Despertou paixões em empresários, poetas (inclusive Vinicius de Moraes) e artistas em geral.
Hilda lança, nos dois anos seguintes, seus primeiros livros: “Presságio” (1950), e “Balada de Alzira” (1951). Conclui o curso de Direito em 1952. Três anos depois publica “Balada do Festival”. No ano de 1957 viaja pela Europa por sete meses (junho a dezembro). A escritora ainda participou, a partir de 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Assuntos tidos como socialmente controversos, por exemplo, o lesbianismo e a homossexualidade, foram temas abordados pela autora em várias de suas obras.
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FRASE DA VEZ_3/2
“O governo precisa reduzir o fogo da gastança com que esquenta a inflação”.
Roberto Macedo, jornalista
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3º MANDATO
O que acontecerá depois?
Que o terceiro mandato com o Lula é um golpe, tal como foi o segundo, com Fernando Henrique, nem se duvida. Mudar as regras do jogo depois do jogo começado é malandragem. O problema, no entanto, está em que as mudanças já se colocam. Surgem claras e óbvias, à vista de todos. Fazer o quê? Pegar em armas não dá, seja para mudar um imutável sentimento popular, seja para obstar manobra dos poderosos para manter o poder. Protestar, denunciar e berrar serão sempre possíveis, ao menos enquanto persistir a democracia, mas mudar o rumo dos ventos com um sopro, só o Padre Eterno.
Resta alertar para os males que advirão do terceiro mandato, começando pela sombra do quarto e do quinto. Bem como advertir para o surgimento de uma nova classe, de uma “nomenclatura” que grudará nas instituições como parasitas na floresta. Sempre restará esperar que entrem em conflito, as massas de um lado e o poder econômico de outro, todos com seus penduricalhos. Mas se até hoje, decorridos mais de cinco anos, isso não aconteceu, quem garante que acontecerá depois?
Carlos Chagas, jornalista
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Comentário (II)
Reservas indígenas na Amazônia
A chamada NAÇÃO IANOMÂMI é uma farsa, uma fraude, não existe, não é encontrada por qualquer pesquisador, por mais experiente e profundo que seja. Pois esses IANOMÂMIS (quem? Onde? Quando? De que tamanho? Em que quantidade? Como vivem?) ganharam quilômetros e quilômetros de terras que são ditas contínuas. Nessas terras cabem os mais diversos países da Europa, com a maior tranqüilidade, vivendo da riqueza que é nossa.
Hélio Fernandes, jornalista
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OPINIÃO
O 1º de maio no Brasil foi diferente
Enquanto em todas as comemorações do Dia do Trabalho, com manifestos, protestos e reivindicações, no Brasil foi uma festa de pelegos, com sorteios, shows e exibição de políticos corruptos.
No convescote da CUT estiveram presentes, fagueiros e risonhos, José Genoíno, ex-presidente e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, no tempo do mensalão e hoje réus de um processo no Supremo Tribunal Federal. Ninguém falou sobre os projetos aprovados no Senado Federal em defesa dos aposentados que Lula da Silva quer derrubar.
Noutra praça os festejos da Força Sindical empalideceram com as denúncias de que o presidente da Central, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, recebia propinas num esquema de corrupção montado no BNDES. Ali os discursos foram defensivos tentando minimizar o escândalo; não se falou dois aposentados, o tema reivindicatório foi a redução da jornada de trabalho.
MIRANDA SÁ, jornalista
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Deputado Ricardo Izar morre em São Paulo
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), 69, morreu na tarde desta sexta-feira em São Paulo, vítima de falência múltipla dos órgãos.
O deputado estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo desde 28 de março. Ele deu entrada no hospital com fortes dores no peito. Após passar por exame de cateterismo, ele foi submetido a uma cirurgia para “correção de aneurisma da aorta ascendente”, segundo o HCor.
Segundo boletim divulgado hoje pelo hospital, Izar morreu de falência de múltiplos órgãos, em decorrência de complicações no processo de pós-operatório da cirurgia realizada no dia 28 de março. De acordo com a Câmara dos Deputados, o velório será realizado na Assembléia Legislativa de São Paulo, hoje à noite.
O sepultamento será amanhã, no cemitério São Paulo, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, às 15h.
Fonte: Folha Online
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Homenagem aos 50 anos da Bossa Nova
Leny Andrade – Você
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Frase da vez_2/5
“Nunca coloquei a Igreja debaixo do braço para me eleger.”
Leonel Brizola (RS 1922-RJ 2004), ex-governador do RJ
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Francisco Rebolo
O Pintor
Francisco Rebolo González (SP, 1902- SP, 1980) foi um pintor brasileiro. Era filho de imigrantes espanhóis que chegaram ao Brasil no fim do século XIX.
Inicia sua trajetória artística em 1934, época em que uma nova geração emerge no meio cultural brasileiro. É uma geração de artistas que não procede da classe social mais privilegiada, mas sim de famílias de trabalhadores que chegam a São Paulo como imigrantes; são, em geral, seus descendentes diretos.
Viveu intensamente duas trajetórias. Primeiramente, foi jogador de futebol, de 1917 a 1932. Atuou no Corinthians de 1921 a 1927 e no Ypiranga, ambos clubes da cidade de São Paulo. A partir de 1934, tornou-se pintor. Rebolo é um dos poucos, nessa geração, que descende de espanhóis, enquanto a maioria é de origem italiana.
Quase à mesma época, surgem no cenário artístico, também, artistas japoneses ou descendentes. A presença do imigrante marca fortemente o momento artístico das décadas de 1930 e 1940. Como Rebolo, tais artistas participam, muitas vezes, de sua organização, ao lado de críticos e poetas. Ressentem-se da falta de um espaço para a arte moderna na cidade de São Paulo e no País.
Rebolo começa sua carreira como pintor, no início dos anos 1930, quando abandona a atividade de jogador de futebol, ao mesmo tempo em que trabalha como pintor-decorador de residências. É nesta sala que se aglutina o chamado grupo Santa Helena, a partir de 1935. No ateliê, o grupo realiza sessões coletivas de trabalho para pintar e para desenhar modelo vivo.
Logo que se constitui e começa a marcar presença em exposições coletivas, o Grupo Santa Helena chama a atenção dos principais críticos atuantes na época, como Mário de Andrade e Sérgio Milliet. Rebolo está presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integra, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertence ao grupo de artistas que defende a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos na cronologia de sua vida artística.
Em 1985, cinco anos após seu falecimento, o Museu Lasar Segall expõe cerca de 80 trabalhos de sua produção e, em 1986, foi lançado um livro que, igualmente, põe em destaque seu percurso artístico e sua obra (edição MWM/IFK). Sua obra vem participando de jostras coletivas voltadas para a história da arte moderna no Brasil e está presente nos acervos dos principais museus de arte do País.
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