Arquivo do mês: maio 2008

INFORMAÇÃO (II)

A AMAZÔNIA É NOSSA

Foi publicado na imprensa que na terça-feira o Colégio Militar prestaria homenagem e solidariedade ao comandante da Amazônia, general Augusto Heleno. Nenhuma credibilidade ou veracidade. Nenhuma credibilidade ou veracidade. Acontece que 6 de maio é o aniversário do Colégio Militar. Não pode haver outra coisa a não ser festa. Não pode haver manifestação, contra ou a favor, a não ser homenagem à história gloriosa do Colégio Militar.

Hélio Fernandes, jornalista

INFORMAÇÃO

Cai na Bahia avião com empresários ingleses

Os empresários britânicos que estavam no avião modelo Cessna 310Q que desapareceu no final da tarde de sexta-feira entre os aeroportos de Salvador e de Ilhéus, na Bahia, tinham tentado viajar de helicóptero horas antes. O proprietário do helicóptero, Cláudio Soares, da Henrimar Táxi Aéreo, diz que o vôo não ocorreu devido ao mau tempo. Os estrangeiros chegaram à Bahia na quinta-feira (1º). Eles chegariam a Ilhéus ontem e retornariam a Salvador domingo (4), de helicóptero.

GABRIELA MANZINI (Folha Online)

FRASE DA VEZ_3/3

“O jornalismo não produz fatos, os reflete, isso sim, como um espelho da opinião pública. O repórter é um canal entre o que acontece e a sociedade. E assim não deve ocultar sua profissão para penetrar nos labirintos do crime”.

Pedro do Coutto, jornalista

ARTIGO

O degenerado 1º de maio dos pelegos

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


A instituição do Dia Mundial do Trabalho não foi um ato oficial. Nasceu de um processo histórico que começou com uma greve geral deflagrada em Chicago no ano de 1886, reprimida violentamente pela polícia com inúmeras prisões, muitos feridos e 13 mortes.

O sacrifício dos operários – na sua maioria espanhóis, suíços e italianos anarco-sindicalistas – recebeu a solidariedade mundial, e as vítimas fatais nomeadas de “Os mártires de Chicago”, em nome dos quais foram realizadas manifestações em vários países, nos primeiros de maio subseqüentes.

Um congresso semi-clandestino da Internacional Socialista, reunido em 1889 na cidade de Paris, estabeleceu a data como Dia Mundial do Trabalho, com apoio unânime do movimento operário, anarquistas, socialistas, radicais e católicos, estes últimos influenciando a Igreja Católica para adoção do dia como de “São José Operário”.

Além do aspecto político, a data tem uma influência astral. Segundo pesquisadores históricos, o mês de maio e o dia primeiro eram consagrados pelos antigos povos nórdicos e arianos – particularmente os misteriosos celtas – a festas religiosas. O ritual consistia em plantar um grande tronco de árvore enfeitado de flores e fitas coloridas no centro das aldeias, e a comunidade, homens, mulheres e crianças, cantava e dançava à sua volta. Dizia-se o “Dia das Flores”, que chegou até Roma levado supersticiosamente pelos legionários.

Depois da revolução de 1917, a III Internacional (Comunista) adotou a data, herdeira que foi da Internacional Socialista. As centrais internacionais de agitação e propaganda mantidas pela União Soviética, primeiro o Comintern e depois o Cominform, baixavam palavras-de-ordem para os partidos comunistas mobilizarem os trabalhadores em memória dos Mártires, realizando manifestações, passeatas, piquetes e comícios relâmpagos, conforme a realidade nacional de cada país.
Nos países sob regime comunista, URSS, China e democracias populares, o 1º de maio servia, paradoxalmente, para demonstrações de caráter militar, com exibição de disciplina infante e demonstrações de poderio bélico.
No Brasil, os sindicatos de influência anarquista, comunista e socialista, e mais tarde dos trabalhistas, aproveitavam o Dia do Trabalho para fazer um balanço das atividades classistas e levantar reivindicações corporativas e políticas. Depois dos sindicatos ficarem sob o domínio dos pelegos, o primeiro de maio serviu para fazer propaganda político-partidária.
Nada de denúncias às condições de trabalho, nem protestos e reclamos contra os salários injustos. Shows e sorteios substituíram as manifestações de trabalhadores e, com o PT-governo no poder e o pelego Lula da Silva na presidência da República, o oficialismo cooptou as comemorações trabalhistas.
Não se fala mais das necessidades básicas, alimentação, moradia e lazer, reforma agrária, justiça social, educação e saúde accessível a todos. Em defesa dos idosos, aposentados e pensionistas, nada. O silêncio foi comprado pelo roubo de um dia anual de salário, entregue aos pelegos sem necessidade de prestação de contas.
Politicamente o 1º de maio foi degenerado. Exibiu nos palanques da CUT e da Força Sindical corruptos e corruptores, os mensaleiros do PT, réus no STF por formação de quadrilha, e o bando do PDT, envolvido em fraudes no BNDES, denunciados pela PF. Que pena este tempo que atravessamos!

Abrindo aspas para André Petry

O QI dos baianos

O professor Dantas é livre para dizer a besteira que quiser, como essa de explicar a burrice pela geografia, mas por que está sendo acusado de racista? Porque, sendo baiano, é branco?

O professor Antônio Natalino Manta Dantas, que coordena o curso de medicina da Universidade Federal da Bahia, foi amarrado no pelourinho porque chamou os baianos de burros. Ele atribuiu o mau resultado da faculdade no teste do Ministério da Educação ao “baixo QI dos baianos” e, como prova da escassa inteligência dos locais, citou a popularização do berimbau. “O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria.” Outra evidência da burrice dos baianos é o Olodum, cujo batuque, de acordo com o professor, é um exemplo de primarismo musical.

O chicote cantou – e cantou na melodia do racismo. O Ministério Público abriu inquérito para investigar “suspeita de crime de racismo”. O presidente do Olodum, João Jorge Santos, disse que o discurso do professor é nazista e defendeu a “qualidade internacionalmente reconhecida” do seu batuque. O pessoal do diretório acadêmico de medicina bateu no professor dizendo que era tecnicamente incapaz, “além de racista”. O reitor da universidade, Naomar Almeida, acusou-o de “racista e ignorante”.

O professor Dantas é livre para dizer a besteira que quiser, como essa de explicar a burrice pela geografia, mas por que está sendo acusado de racista? Porque, sendo baiano, é branco? O professor falou dos “baianos” em geral, categoria que inclui negros e brancos. Entre os alunos do curso de medicina, cujo QI seria excepcionalmente baixo, também há baianos negros e brancos. Provavelmente, há ainda baianos pardos, claros, escuros, canela, café-com-leite e – para seguir nas definições de raça que os censos já colheram – torrados, encardidos, azuis.

Por que, então, o professor é racista?
Uma universidade pode achar inconveniente ter entre seus acadêmicos alguém com pensamento pedestre, mas é preciso entender onde está o pé. Há três anos, o mundo desabou sobre a cabeça de Larry Summers, reitor de Harvard, quando disse que as mulheres são menos aptas que os homens para as ciências exatas. Foi acusado de misoginia. É pantanoso o terreno das diferenças entre negros e brancos ou mulheres e homens, mas, quando alguém diz que os jovens são mais burros que os velhos, não pode ser acusado de racismo. É o caso baiano.

Tendo criticado os procedentes da Bahia, o professor passou a ser tratado como se tivesse criticado os negros da Bahia por motivos que talvez estejam sutilmente hospedados na estupidez da política de cotas raciais. Como a universidade brasileira se tornou cobaia da política de cotas, é nela que o ódio racial começa a dar o ar de sua graça.

A Universidade Federal da Bahia está entre as primeiras que adotaram as cotas. Por trás de tudo pode estar a seguinte distorção: é racismo chamar de burros os alunos de uma universidade cotista instalada num estado com expressiva população negra.
Talvez o país devesse dar mais atenção ao manifesto que 113 personalidades entregaram ao Supremo Tribunal Federal contra a adoção de cotas raciais. São 113 personalidades anti-racistas. Entre elas, Caetano Veloso.


Ele é baiano, é brilhante e está a anos-luz de qualquer coisa que possa ser remotamente caracterizada como primarismo musical. E, inteligente como é, Caetano Veloso quer toda a distância possível da estupidez da política de cotas raciais.

Fonte: Veja

Na Veja

Isso é que é genro…

O governador do Ceará, Cid Gomes, é muito família. Ele não agrada apenas à sogra, mas também ao sogro, aos irmãos, aos sobrinhos…

O governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, é um genro exemplar. Nesta segunda, ele comemora dois anos de casado com a advogada Maria Célia Moura. Nesse período, Cid fez de tudo para agradar à família de sua mulher. No Carnaval, fretou um avião no qual levou a sogra, Pauline Habib Moura, em uma excursão “a trabalho” pela Europa. O jato foi alugado à empresa de um dos correligionários do governador e pago com 388.000 reais dos cofres cearenses.

Na semana passada, Cid justificou a carona. “Foi um pedido da minha mulher. Peço desculpas, mas quero deixar bem claro que não existe nenhuma norma que impeça esse tipo de procedimento. Minha esposa tem 27 anos e uma ligação muito estreita com a mãe”, disse. Não foi o único mimo que o governador fez à sua sogra. Em 2007, o primeiro ano de sua gestão, Cid empenhou 2,6 milhões de reais à Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do Ceará, uma ONG presidida por ela, a sogra do coração, Pauline Moura.

Clique aqui para ler na íntegra.

Fonte: Veja/Leonardo Coutinho

Charge do Flávio

Fonte: chargeonline.com.br/Flávio

HISTÓRIA – há 75 anos…

03/05/1933 – Brasileiras, eleitoras e eleitas

“O dia de hoje marca, para a mulher brasileira a data histórica de um triunfo memorável: pela primeira vez vai ela exercer o direito do voto. Pela primeira vez, politicamente emancipada, vai a mulher colaborar com o homem na escolha de uma Assembléia Constituinte e, eleitora e elegível, pela primeira vez, vem ela trazer o apoio, consciente e livre, de sua opinião, cooperando ativa e diretamente na organização da vida política do país”. Jornal do Brasil

Os brasileiros foram às urnas para eleger a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma nova Carta Magna para o país. Em virtude do Código Eleitoral promulgado em fevereiro de 1932, pela primeira vez em âmbito nacional as mulheres puderam participar tanto na qualidade de eleitoras como na de candidatas. Muitas se candidataram. As eleitoras, no entanto, não demonstraram com os seus votos confiança na força feminina.

Apenas uma deputada foi eleita, por São Paulo: a médica Carlota Pereira de Queiróz. A feminista Berta Lutz ficou na suplência, pelo Distrito Federal. Além dos deputados eleitos, a Assembléia contou com 40 representantes classistas, escolhidos de sindicatos de trabalhadores e patronais. Dentre eles, pelo Distrito Federal, Almerinda Farias Gama assegurou a participação feminina como delegada sindical.

A primeira experiência de participação política feminina que se tem conhecimento no país remete a 1928, no Rio Grande do Norte, quando foi eleita a primeira prefeita da América do Sul, Alzira Soriano. Tomou posse em 1º de janeiro do ano seguinte, mas não levou a diante o seu mandato, interrompido após a Revolução de 30, por divergências com as normas estabelecidas pelo Governo Vargas.

A projeção da mulher na vida pública

Historicamente, a emancipação feminina nunca despertou consenso nacional, sempre tida como uma ameaça à estabilidade familiar. Com a intensificação da sua projeção pública no início dos anos 30, a mulher passou a alvo de continuado constrangimento, tendo sua imagem extra-doméstica perversamente ridicularizada. Ainda assim, a aguerrida luta feminina seguiu em frente e conquistou considerável impulso na Constituição de 1934. Vários artigos beneficiaram a mulher, entre eles os que estabeleciam a regulamentação do trabalho feminino, a igualdade salarial e a proibição de demissão por gravidez.

Fonte: CPDoc/JB

FRASE DA VEZ 2/3

“O homem de duas caras geralmente usa a pior.”

Stanislaw Ponte Preta – Sérgio Porto, cronista e escritor brasileiro

Tronconero, Estado Carabobo, Venezuela

Pedras Pintadas - Venezuela

Na localidade de Tronconero, a 10 Km. ao norte da população de Guacara, dentro do Parque Nacional San Esteban existe um lugar chamado Piedras Pintadas, onde os índios Caribes deixaram uma mostra de sua cultura escrita sobre lajes de pedras.