Arquivo do mês: maio 2008

ELEIÇÕES

Ficha criminal impedirá registro

Os juízes eleitorais prometem recorde de impugnações de candidaturas nas eleições deste ano, com a aplicação de resolução que impede o registro de quem tiver ficha criminal, informa O Globo. Eles seguem decisão do presidente do TRE-RJ, Roberto Wider, que já alertou os partidos para os riscos de perderem as vagas.

REVISTAS SEMANAIS



VEJA

Capa:
Ronaldo é o falso vilão * Enfim, um país normal * Isso é que é genro… * Defesa da liberdade * Tosto foi tostado * As embrionárias é que curam * As drogas ameaçam a democracia.



CARTA CAPITAL

Capa: Só falta beatificar Dantas * O general, os índios, a reserva * Na penumbra do prostíbulo * O velho discurso da autonomia parlamentar * O professor e o cálculo do Q.I. * Um fascista volta a Roma * Energia mais cara.



ÉPOCA

Capa: O mineiro foi Serra * O doutor está preso * “O combate ao mosquito é ruim”: é como proibir a chuva * Duda com nota fiscal * Discriminação não é solução * Muitas outras Isabellas * A força e a fragilidade da nova superpotência.

ISTOÉ

Capa:
Os segredos do espólio de ACM * A polêmica de Itaipu * Alckmin busca saída honrosa * A inteligência do PCC * A hora e a vez do realismo * Presos suspeitos de desviarem dinheiro do BNDES * Gilmar Mendes assume presidência do STF, bate duro nas medidas provisórias e exige respeito às leis.



ISTOÉ DINHEIRO

Capa:
Entrevista com Miguel Rugeroni : “O Brasil tem uma visão pequena de turismo” * Esso movida a álcool * Militares na trincheira * O preço da liderança * Delfim, aos 80 e totalmente em forma * O grito empresarial do Pará.

EXAME

Capa: Os cofres estão cheios * O país que virou refém * A história se repete? * Só falta o leite * O livre comércio é uma falácia * O grande erro da Volks * Água, o novo negócio da China * Prepare-se. Eles estão chegando.

MANCHETES do dia_4.mai.08

FOLHA DE SÃO PAULO – Violência é o principal medo
dos paulistanos

A TARDE – Taxa sindical pode deixar de ser compulsória

JORNAL DO BRASIL – O poderoso Meirelles

ZERO HORA – Planalto aceita negociar regras da Previdência

DIÁRIO DE NATAL – Wilma, Garibaldi e Henrique oficializam
aliança e Fátima

ESTADO DE MINAS – Os tentáculos da máfia das prefeituras

TRIBUNA DO NORTE – Palanque do PT terá Carlos, Garibaldi,
Henrique e Wilma

CORREIO BRAZILIENSE – Papeleiras mudam a paisagem gaúcha

O ESTADO DE SÃO PAULO – Governo analisa restrição à entrada
de dólar especulativo

O GLOBO – Eleições terão recorde de impugnações no Rio

POESIA

Mors — Amor

Esse negro corcel, cujas passadas

Escuto em sonhos, quando a sombra desce,

E, passando a galope, me aparece

Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas

E terríveis cruzou, que assim parece

Tenebroso e sublime, e lhe estremece

Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,

Formidável, mas plácido, no porte,

Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:

E o corcel negro diz: “Eu sou a morte!”

Responde o cavaleiro: “Eu sou o Amor!”


Antero de Quental

O Poeta

Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 1842- 1891) Nasceu na ilha de S. Miguel, Açores e desde de jovem destacou-se pelas suas opiniões revolucionárias e pela forma de estar na vida. Lutador e muito congruente com os seus ideais socialistas.

Antero espalhou saber pela poesia, filosofia e política. Estudou direito em Coimbra, onde brilhou como líder estudantil. Foi o guia espiritual da geração de 70, um agitador político a “tempo inteiro”, que se afirmou pelo desejo de intervenção e renovação da vida política e cultural portuguesa.

Tinha uma personalidade complexa, que oscilava entre a euforia e a mais profunda depressão, acabando em suicido. Antero de Quental herdou em 1873 uma quantia considerável de dinheiro, o que lhe permitiu viver desafogadamente, dos rendimentos dessa fortuna.

Em Julho de 1858 matriculou-se na Faculdade de Direito, de Coimbra. Em 1865, foi um dos principais envolvidos na polêmica conhecida por Questão Coimbrã, em que humilhou António Feliciano de Castilho, seu antigo professor e renomado crítico literário que se tinha por cânone para os escritores nacionais: ao livro Odes modernas de Antero, Castilho respondeu com críticas duras sobre o aventureirismo de um jovem tolo que escrevia de forma assaz estranha e de gosto muito duvidoso.

Antero respondeu com o opúsculo Bom senso e bom gosto, a que definia a sua literatura por oposição à instituída: ao Ultra-Romantismo decadente, torpe, beato, estupidificante e moralmente degradado, Antero opunha o Realismo, a exposição da vida tal como ela era, das chagas da sociedade, da pobreza, da exploração: estas preocupações sociais levaram-no a co-fundar o Partido Socialista Português: Antero defendia a poesia como Voz da Revolução, como forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.

A polêmica só terminou com um duelo entre Antero de Quental e Ramalho Ortigão travado, a 6 de Fevereiro de 1866, no Jardim de Arca d’Água, no Porto, que se saldou por ferimentos ligeiros.
Ainda em 1866 foi viver em Lisboa, onde experimentou a vida de operário, trabalhando como tipógrafo. Uma profissão que exerceu também em Paris, em janeiro e fevereiro de 1867. Em 1868 regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.

Em 1890, devido à reação nacional contra o ultimato inglês, de 11 de Janeiro, aceita presidir à Liga Patriótica do Norte, mas a existência da Liga é efêmera. Quando regressou a Lisboa, em Maio de 1891, instalou-se em casa da irmã, Ana de Quental. Neste momento o seu estado de depressão era permanente. Passado um mês, em Junho de 1891, regressa a Ponta Delgada, acabando por suicidar-se dia 11 de Setembro de 1891, com um tiro na cabeça, disparado num banco de jardim.

Para Antero de Quental, os ideais da fraternidade e solidariedade não poderiam ser em vão. Foi dos primeiros a trazer o socialismo, o republicanismo e o marxismo para a discussão pública



Brasil fatura três ouros no 1.º dia da Copa do Mundo de judô

Edinanci Silva foi a que mais se destacou, com conquistas de Denílson Lourenço e Priscilla Marques

Edinanci Silva voltou a mostrar, neste sábado, que não tem adversária no Brasil. Com uma vitória sobre Claudirene Cezar na final, ela conquistou a medalha de ouro da categoria até 78 quilos da etapa de Belo Horizonte da Copa do Mundo de Judô. Gláucia Lima e a italiana Lucia Morico ficaram com o bronze.

Fonte: Estadão Online

Frase da vez_4/3

“Odeio esse acidental arrependimento que vem com a idade.”

Montaigne, escritor e ensaísta francês

Aos pouquinhos, Lula prova que ridículo não existe

Neste domingo (4), a Stock Car realiza uma de suas provas no autódromo de Brasília. Vão à pista 34 pilotos. Envergam as cores de 17 equipes.

Ao lado de sua mulher, Marisa, Lula recebeu os automobilistas em palácio. Envergava um paletó adornado com bordado indígena -presente do companheiro Evo Morales. Instado um dos visitantes, levou à cabeça o boné de uma equipe.

Como que enciumado, um outro piloto reivindicou o mesmo privilégio. Depois dele, outro… E mais outro… E outro mais… Súbito, o presidente da República pôs-se a experimentar, um após o outro, os bonés de todas as 17 equipes.

Entre risos, Lula recordou a polêmica que ateará nos meios políticos ao deixar-se fotografar, no primeiro reinado, com um boné do sempre controverso MST. “Será que agora [os jornalistas] vão ter argumento para me criticar?”

Ainda outro dia, o presidente brincava com uma bola de basquete ao lado do cestinha Oscar Schmidt, no Itamaraty. Agora, mais essa. Pendurado em índices lunares de popularidade, Lula vai demonstrando ao país, aos pouquinhos, que o ridículo não passa de ficção. Quem ousa desafiá-lo conquista a glória.

Fonte: Josias de Souza

Homenagem aos 50 anos da Bossa Nova

Astrud Gilberto – Googbye Sadness (Tristeza)

CONFIDENCIAL

PT quer levar vantagem em tudo

Lula prometeu ouvir e consultar o PMDB. Fez logo uma primeira reunião, mas, ao que consta, o resultado não foi animador. Ouviu que o PT não é digno de confiança (vindo de quem vem, há conhecimento de causa na avaliação) porque só quer levar vantagem nas parcerias e teve logo duas péssimas notícias.

Dora Kramer, jornalista

OPINIÃO

Números incompreensíveis

O dólar continua em baixa, mas o preço do trigo aumenta. Do trigo e de outros produtos que necessariamente precisamos importar. Outro dia um gaiato reclamou que até o uísque, em vez de ficar mais barato, anda mais caro.

O ministro Guido Mantega atribui ao feijão os índices um pouco acima do previsto, em termos de inflação. O governo não fala nos juros e, muito menos, nos estratosféricos lucros dos bancos e dos especuladores.

Carlos Chagas, jornalista