Arquivo do mês: fevereiro 2008
Matilde entrega o cargo e admite uso irregular do cartão corporativo
Matilde Ribeiro anunciou hoje a saída da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Social após ser acusada de usar irregularmente o cartão corporativo do governo. O desligamento foi comunicado logo depois de um encontro entre Matilde e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. “Diante dos fatos, solicito meu desligamento”, afirmou.
Ela admitiu que usou indevidamente o cartão. “Assumo o erro administrativo no uso do cartão. Os fatos partiram da dificuldade com deslocamento e hospedagem fora de Brasília”, disse ela. “Foi um erro administrativo que pode e deve ser corrigido.”
Ao tentar justificar o uso indevido do cartão, Matilde disse que foi mal orientada por dois funcionários da secretaria. “Não estou arrependida. Fui orientada a usar o cartão”, disse ela, afimando depois que esses funcionários já foram demitidos.
Matilde atribuiu parte do problema do uso irregular do cartão à falta de estrutura da pasta. No entanto, ela fez questão de destacar que outros ministros também erraram. “Este erro não foi cometido exclusivamente por mim.”
Segundo ela, o trabalho de uma agente política, as vezes, continua no almoço ou no jantar.
A permanência de Matilde no governo passou a ser questionada após o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades no uso do cartão de crédito corporativo.
Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.
Um dos gastos considerados suspeitos foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um free shop. A assessoria da ex-ministra disse que ela usou o cartão corporativo por engano e que já teria devolvido o montante para os cofres públicos.
Apesar das justificativas, assessores do Planalto consideraram que a permanência de Matilde na secretaria mantinha as denúncias de irregularidades no noticiário e prejudicava o governo.
Reportagem publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL) informa que o Planalto esperava que a própria Matilde Ribeiro tomasse a iniciativa de deixar o cargo para evitar um desgaste ainda maior.
De acordo com a reportagem, o presidente Lula relatou ontem a assessores estar “incomodado” com o caso e avaliava que a melhor saída seria ela colocar o cargo à disposição.
Fonte: Folha Online
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FRASE DA VEZ_1/1
“Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.”
Nelson Rodrigues, teatrólogo
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MÁSCARA NEGRA
Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão
Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
A mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval
Zé Kéti e Pereira Matos
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Origens do Carnaval – Primeira Parte
O Carnaval Pagão
(Do século VII a.C. ao século VI d.C.)
O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja adota, oficialmente, o carnaval, em 590 d.C.
O SEGUNDO CENTRO DE EXCELÊNCIA DO CARNAVAL
O Segundo Centro de Excelência do Carnaval localiza-se na Grécia e em Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C.. Com as sociedades já organizadas em castas e rígidas hierarquias, com a nobreza, o campesinato e os escravos, nitidamente separados por classes acentuam-se as libertinagens e licenciosidades, provocadas, ao que se supõem, pela necessidade de válvulas de escape (era o culto ao corpo sem culpa da filosofia escoástica).
Sexo, bebidas e orgias incorporam-se, definitivamente, às festas que, juntamente com o elemento processional e a inversão de classes, compõem o modelo que alguns autores consideram o fulcro estético e etimológico do carnaval.
Do livro de Hiram Araújo “Carnaval”
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BASTIDORES
A aliança entre PT e PMDB em 2010, como defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, precisa passar no teste das eleições municipais de 2008, segundo avaliação feita na cúpula pemedebista, para deixar de ser político-administrativa e se transformar em coligação eleitoral. O PMDB entende que alianças em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, capitais dos maiores colégios eleitorais do país, devem sedimentar a aliança. Os pemedebistas acreditam que Lula e o PT estão atrasados nas articulações.
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ARTIGO PARA O JORNAL DE NATAL
Cartões corporativos. A folia dos pelegos
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
Enfim a Controladoria Geral da União – CGU, através do ministro Jorge Hage, considerou despesas irregulares de cartões corporativos em vários ministérios, embora sem encontrar base para enquadrá-las no código penal, “pois não há previsão na lei para esses tipos de pagamento”. Mas o Ministro deixa claro que o uso dos cartões no Distrito Federal deve ser restrito a pequenos gastos, como serviços de manutenção e material de escritório.
A CGU ainda não se posicionou oficialmente – somente no dia 29 pp. foi aberta a investigação nos gastos dos ministros Gregolin (Pesca), Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) e Orlando Silva (Esporte) – mas deflagrou a discussão nacional sobre o tema e conseqüentemente muita pressão sobre o PT-governo, que se apressa em reagir à idéia da convocação de uma CPI para investigar o caso.
Será certamente danosa para os pelegos uma vistoria parlamentar nos 11.500 cartões corporativos distribuídos entre os aparelhados do PT-partido, até porque baterá às portas de Lula da Silva, já que os assessores da Primeira-Dama são useiros e vezeiros em sacar dinheiro vivo na boca dos caixas eletrônicos. O líder do PT-partido na Câmara dos Deputados, Maurício Rands, correu para explicar que “A CGU e outros órgãos de controle interno dos ministérios são as instâncias para investigar. O Brasil não é uma republiqueta, tem instituições funcionando. Não precisa paralisar o Congresso por causa disso”.
Trata-se evidentemente de mais uma das costumeiras evasivas do lulismo-petismo para impedir o aprofundamento de investigações sobre corrupção, caminhando na contramão da opinião pública, que a oposição recebe e começa a mobilizar suas bancadas para instalar uma CPI mista na Câmara e no Senado.
A partir da Quarta-Feira de Cinzas, com a volta dos trabalhos legislativos, a movimentação no Congresso vai girar em torno deste tema e o recolhimento de assinaturas para efetivar a instalação da CPI. Será o primeiro choque entre governistas e oposicionistas, depois que o governo traiu o acordo para a aprovação da DRU.
Conforme declarações do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, o partido vai cobrar uma investigação rigorosa da Controladoria-Geral da União e aguardar as conclusões. É uma tática procrastinadora para esfriar os ânimos, e Henrique Eduardo não esconde isto, dizendo que “a CPI é uma conflagração, ganha uma dimensão muito maior do que deveria, portanto não é o momento de falar em CPI”. Menos sutis, ou mais comprometidos, outros partidos da base aliada já falam em bloquear a criação da Comissão.
Entretanto a idéia da investigação parlamentar ganha força, principalmente após a aprovação do Tribunal de Contas da União para criar uma auditoria nos gastos com cartões corporativos por funcionários do governo desde 2001. A iniciativa é do ministro Ubiratan Aguiar, presidente em exercício do Tribunal, e tem como principal objetivo verificar, por meio do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal), se existe desvio de função.
Talvez esta posição venha constranger os correligionários de Fernando Henrique Cardoso, que criou os cartões e deixou-os como uma herança bendita para os pelegos do lulismo-petismo. Mas é isto que o povo quer. Os contribuintes exigem que os ladrões do dinheiro público sejam encontrados e punidos exemplarmente, pertençam a que partido for.
Com sensibilidade, a ministra Dilma Rousseff quer que a auditoria examine a natureza das despesas efetivadas, o volume dos saques em dinheiro por pasta ministerial ou órgão envolvido e a pertinência dos pagamentos; pede também que verifique se houve aumento dos gastos ou apenas a gradativa mudança da forma como as despesas são efetuadas. Por orientação de Dilma, o PT-governo deverá anunciar medidas que ampliem a transparência dos gastos públicos.
Dessa maneira, entre o ataque e a defesa – principalmente a defesa preventiva antes do ataque – se desenrola a novela da folia dos pelegos com o dinheiro público, tão caro a quem paga impostos. Lula da Silva, como sempre, não sabe de nada. Desta vez, porém, de acordo com a legislação vigente no país, a omissão da autoridade tipifica crime. Vale dizer: Lula, como chefe, não precisa usar o cartão, mas deixar que seus ministros, seus assessores e os assessores da sua esposa, o façam, é crime. E o pior de tudo é que parece não haver interesse do PT-governo para controlar a gastança dos cartões de crédito corporativos; por motivos óbvios.
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NOTICIÁRIO
VESTIBULAR – Até 2012, as 53 universidades federais pretendem quase duplicar o número de vagas em vestibulares. O total deverá passar dos atuais 133 mil por ano para 229 mil, em conseqüência de programa do MEC que transfere recursos conforme os planos de crescimento de cada instituição.
CARNAVAL – A Unidos do Viradouro foi proibida pela Justiça de exibir um carro alegórico que retrata o Holocausto e teria sambista vestido como Hitler. O pedido foi feito pela Federação Israelita. Por ordem da juíza Juliana Kalichsztein, a Viradouro desmontou a alegoria sobre o Holocausto. A escola alega que queria denunciar o nazismo e por isso desfilará com um carro dedicado à ‘Liberdade de expressão’.
FECHANDO A PORTA – Após suspeitas de pagamentos irregulares de ministros, o governo mudou as regras de uso do cartão corporativo, restringindo saques em dinheiro. A ministra Matilde Ribeiro, cuja média de gastos é 14 vezes maior, foi avisada de que ou se demite ou será demitida.
CARNE BARATA – A possibilidade de sobrar carne bovina no mercado brasileiro com a suspensão das compras pela União Européia (UE) fez os preços do boi despencarem aqui desde a última terça-feira (29). Em alguns locais como a capital de Goiás, estado que tinha oito frigoríficos habilitados a vender ao bloco europeu, o recuo chegou a quase 14%, de R$ 73 para R$ 63 a arroba. Na maioria das praças, a desvalorização ficou em 5%.
INFORMÁTICA – O mercado de computadores pessoais espera para 2008 o começo de uma consolidação, depois de dois anos de forte expansão incentivada por benefícios fiscais, fortalecimento do real e perda de participação das máquinas ilegais. “Apareceram novas empresas de uma hora para outra, e agora vai acontecer uma seleção natural”, afirma o consultor da IT Data, Ivair Rodrigues.
TURISMO – Aumento dos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil proporcionou receita recorde de US$ 4,9 bilhões em 2007, apesar de o número de visitantes ter ficado estável em 5 milhões.
TELECOMUNICAÇÕES – A compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar) terá de passar pelo crivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foi esvaziada ao longo do tempo. O órgão precisa de maioria simples para tomar qualquer tipo de deliberação, mas, das 12 vagas do conselho consultivo, só cinco estão ocupadas.
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BANCO CENTRAL
Juros podem subir
O Banco Central avisou, por meio da ata da última reunião do Copom, que pode subir os juros, hoje em 11,25% ao ano, caso a inflação não desacelere. Desde maio de 2005, a taxa não sobe. Preocupado com o consumo e a pressão sobre os preços, o BC anunciou ontem mesmo medidas para reduzir oferta de crédito: foi criado o recolhimento compulsório de até 25% sobre o que empresas de leasing aplicam nos bancos. Com isso, devem ser “enxugados” do mercado R$ 40 bilhões, reduzindo empréstimos.
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CADERNETA DE POUPANÇA
Rendimento mínimo de 0,5%
A partir de fevereiro, o rendimento da poupança está garantido em, no mínimo, 0,5% ao mês, independentemente da variação da TR (Taxa Referencial). Com a possibilidade de variação negativa da TR já neste mês, o governo instituiu ontem uma norma para que, sempre que isso acontecer, o valor da taxa será fixado em zero. A rentabilidade da poupança é calculada pela TR mais 0,5% ao mês. Em um ano, mesmo com a taxa referencial fixada em zero, a poupança vai render 6,17%, acima, portanto, da inflação esperada para o ano. Outro rendimento que ganha com a nova regra é o FGTS, que rende a TR mais 3% ao ano. Saíram perdendo os mutuários da casa própria e todos os que têm dívida corrigida pela TR.
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TRÂNSITO
Punições mais rigorosas
Está em consulta pública um projeto de lei que, se aprovado, tornará crime dirigir sob efeito de bebida alcoólica, mesmo que não haja excesso de velocidade ou acidente – bastará o motorista ter tomado uma lata de cerveja. O projeto também aumenta o valor das multas em média em 63%: a mais alta hoje, de R$ 190, passará a R$ 315, podendo ser multiplicada por cinco. A Justiça terá a possibilidade de calcular o valor da multa com base no preço do carro e os motoristas terão a carteira recolhida. Segundo o ministro Tarso Genro (Justiça), o anteprojeto será submetido a consulta pública por 30 dias, e depois será enviado à Câmara dos Deputados.
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