Arquivo do mês: fevereiro 2008

FRASE DA VEZ_3/3

“Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas.”

Isaac Newton, físico

PAULINHO DA VIOLA

“Foi um rio que passou em minha vida”


Se um dia,

Meu coração for consultado,

Para saber se andou errado,

Será difícil negar,

Meu coração tem mania de amor,

Amor, não é fácil de achar,

A marca dos meus desenganos ficou, ficou,

Só um amor pode apagar,

A marca dos meus desenganos ficou, ficou,

Só um amor pode apagar.

Porém, ai, porém,

Hà um caso diferente, que marcou num breve tempo,

Meu coração para sempre,

Era dia de Carnaval,

Eu carregava uma tristeza,

Não pensava em outro amor,

Quando alguém, que não me lembro anunciou,

Portela, Portela,

O samba trazendo alvorada,

Meu coração conquistou,

A minha Portela, quando ví você passar,

Sentí meu coração apressado,

Todo meu corpo tomado,

Minha alegria voltar,

Não pude distinguir daquele azul,

Não era do céu nem era do mar,

Foi um rio que passou em minha vida,

E meu coração se deixou levar,

Foi um rio que passou em minha vida,

E meu coração se deixou levar,

Foi um rio que passou em minha vida,

E meu coração se deixou levar.

Letra: Paulinho da Viola

Música: Paulinho da Viola

Vai-Vai mostra “ópera” luxuosa para pedir mais educação no país

A Vai-Vai mostrou um dos desfiles mais grandiosos do carnaval de São Paulo até o momento, com direito a um carro alegórico que soltou fogo e outro que trouxe uma orquestra infantil inteira. De acordo com o veterano carnavalesco Chico Spinosa, o desfile poderia ser descrito como uma “ópera em cinco atos”.

Madrinha da bateria da escola, Amanda Françozo, reverencia público nas arquibancadas do Anhembi

MADRINHA DA BATERIA

O samba-enredo “Vai-Vai Acorda Brasil: A saída é ter esperança” tomou seu título da peça homônima do empresário Antônio Ermírio de Moraes, propondo a educação como saída para o desenvolvimento do país. A história do maestro Silvio Baccarelli, criador da Orquestra Sinfônica Heliópolis, foi escolhida para ilustrar as alegorias.

A comissão de frente “O Despertar” trazia três integrantes com fantasias de trombeta para “acordar” o país e convocar o Apolo, o “deus da música”, primeira de várias apropriações da mitologia que seriam vistas no desfile. As ala das baianas, que veio antes do carro abre-alas, fazia referência a Niké, a “deusa da vitória”.

A rainha de bateria Ivi Mesquita chamou atenção ao misturar movimentos de artes marciais à dança. A ala de bateria, com 300 ritmistas, era dividida em “faunos” tocando os instrumentos leves e “guerreiros” nos pesados.

Os carros alegóricos da escola foram grandiosos, especialmente o abre-alas “Cortejo de Apolo, Deus da Música”. O carro apresentava uma grande imagem de Apolo, um chafariz, máquinas de fogo cenográfico, 40 crianças, e um grande pilar para destaque.

Outro carro, “O Talento”, trazia a quinta reprodução de favela já feita por Chico Spinosa para uma escola de samba, com grandes bonecos de meninos de rua tocando violinos.
Na alegoria “A Saída É Ter Esperança“, uma réplica do Teatro Municipal trazia uma orquestra mirim, que foi proibida de ter o som transmitido para o sambódromo pelo regulamento – para desgosto do carnavalesco Spinosa.

No carro “Exemplo” desfilaram o senador Eduardo Suplicy e o rapper Mano Brown, do Racionais MC’s, que evitou aparecer para a imprensa.

O desfile foi iniciado às 3h10 e encerrado às 4h15, dentro dos 65 minutos regulamentares.

Origens do Carnaval – Quarta Parte

CARNAVAL NO RECIFE

Século XVII – De acordo com as antigas tradições, mais ou menos em fins do século XVII, existiam as Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias. Essas companhias geralmente se reuniam para estabelecer acordo no modo de realizar alguns festejos, principalmente para a Festa de Reis.

Esta massa de trabalhadores era constituída, em sua maioria, de pessoas da raça negra, livres ou escravos, que suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior à festa de Reis. Reuniam-se cedo, formando cortejos que consistia de caixões de madeira carregados pelo grupo festejante e, sentado sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. Caminhavam improvisando cantigas em ritmo de marcha, e os foguetes eram ouvidos em grande parte da cidade.

DEMÔNIOS DA GAROA

Cantam “A voz do morro”, composição de 1955 de Zé Keti.


Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro

Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros

Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba
Essa melodia de um Brasil feliz

Zé Keti

Curiosidades sobre o Carnaval

Primeira mulher a tocar surdo numa escola de samba

Dagmar, esposa de Nozinho, irmão de Natal da Portela, foi a primeira mulher a tocar surdo numa bateria de Escola de Samba.

Abrindo aspas para o deputado Fernando Gabeira

CARTÕES, MAIS QUE NA HORA DE APURAR

“Recebi correspondência do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) propondo uma CPI dos cartões corporativos, antes mesmo da renúncia da ministra Matilde Ribeiro. A impressão que muitos podem ter é a de que começamos a discutir isto agora, com os últimos escândalos. Este tema está nas mãos do ministro Ubiratan Aguiar e já o visitamos ainda em 2006 para falar do assunto.

Como ele estava investigando, com as possibilidades de um ministro do Tribunal de Contas, esperávamos apenas um sinal para tratar do assunto publicamente, pelo menos delimitando as regras que devem ser cumpridas em casos como esses. O que conversávamos no passado, eram sobre gastos no Palácio do Planalto. O que estourou foram gastos de ministros de estado. O governo tomou providências rápidas, exatamente, porque não queria discussões sobre os gastos do Planalto.

Temos de encarar esta realidade. O argumento do general Jorge Felix, com quem tenho boas relações, é muito frágil. Diz que os gastos não podem ser divulgados por uma questão de segurança do presidente e de sua família. Se isso é verdade, todos os gastos feitos através de concorrência pública, deveriam ser suspensos. E tratam de alimentos, agasalhos e outros produtos que são consumidos pelo Presidente.

O ministro Ubiratan Aguiar, diante do estouro do caso de Matilde, Gregolin e Orlando Silva (Igualdade Racial, Pesca e Esportes) pediu uma investigação mais ampla sobre o tema. Sabe o que acho, caro Carlos Sampaio: ele está buscando força para tratar daquilo que sempre investigou, os gastos de cartões corporativos no Palácio do Planalto.

E esses gastos, divulgados no Portal Transparência, começam a ser analisados nos e filtram para colunas, colocando o presidente diretamente na berlinda. Ora são gastos feitos em Florianópolis, ora em São Bernardo do Campo, lugares freqüentados pela família presidencial. Mas também são gastos para pagamento de pilotos ou gastos de restaurantes realizados por comandantes militares, ligados à proteção da família presidencial.

Seria interessante que o próprio Jorge Felix definisse claramente para nós quais são as regras.
O problema tornou-se delicado, porque a estrutura militar em torno do presidente acaba sendo usada como biombo. A grande preocupação com a Amazônia e o fato de estarmos todos separado pelo recesso, não significam que estivemos dormindo. Todos os pequenos detalhes dessa trama estão sendo acompanhados. Aliás, o portal Transparência não foi criado apenas por bondade do governo mas por pressão.

Antes dele, estimulados o site Contas Abertas, fornecendo nossas senhas. Dificilmente, a sociedade aceitará contas secretas ou falsos argumentos de segurança. A única coisa que proponho a Carlos Sampaio, antes de trabalhar no tema, é uma nova reunião com o ministro Ubiratan Aguiar para sabermos o que conseguiu descobrir. Apesar da matéria da revista Veja, os estão avançando mais no tema, procurando, a cada instante, novas evidências.

Para saber o que pensa o Planalto, basta ler aquela coluna da página 2 do Globo, que nos últimos anos tem sido uma espécie de porta voz. Ela fala no sepultamento da idéia da CPI. Esse é o desejo do governo. Será também o da sociedade?”

FRASE DA VEZ_1/3

“As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais.”

Woody Allen, cineasta

Carlos Galhardo canta

Alá-la-ô, ô ô ô, ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô, ô ô ô
Atravessamos o deserto do Sahara
O sol estava quente, queimou a nossa cara
Viemos do Egito
E muitas vezes nós tivemos que rezar
Alá-Alá-Alá, meu bom Alá
Mande água pra Ioiô
Mande água pra Iaiá
Alá, meu bom Alaá

No Carnaval de 1947, uma das composições mais cantadas no Carnaval foi a sua Alá-la-ô (com Haroldo Lobo), gravada por Carlos Galhardo com uma célebre orquestração de Pixinguinha.

Fonte: cifrantiga.com

PRAIA DE PARACURU – CEARÁ

Foto: Alex Uchôa