Arquivo do mês: fevereiro 2008

O CARNAVAL DOS CORDÕES

De Plínio Marcos, na Folha de São Paulo, 13 de fevereiro de 1977.

A tradição canavalesca de São Paulo era o cordão. Havia algumas escolas de samba, porém (e sempre tem um porém), os bambas, a pesada eram os cordões. Camisa Verde e Branco (branco mesmo), Vai-Vai, Paulistano da Glória, Campos Elíseos, Som de Cristal eram todos famosos cordões. E o cordão paulista tinha batida diferente das escolas de samba, tinha outras figuras e outras mumunhas. Eu disse “tinha”. Porque, que eu saiba, não existe mais nenhum cordão em São Paulo.

Os que não acabaram de vez se transformaram em escolas de samba. Como é o caso do Vai-Vai e do Camisa Verde e Branco, que foram os que mais resistiram, antes de se transformarem em escolas de samba. E o fim dos cordões, sem dúvida nenhuma, se deve ao elitismo, ao paternalismo das autoridades que, quando resolvem incrementar algumas manifestações espontâneas do povo, mesmo quando estão bem intencionadas, só atrapalham. Isso porque as autoridades, sempre tão distantes das bases, tomam suas medidas dentro dos gabinetes, escutando assessores que geralmente se preocupam com o brilhareco que resulte em algum lucro e nunca nos interesses da coletividade.

No caso do samba de São Paulo, não deu outra coisa. O Prefeito Faria Lima resolveu, com a melhor das intenções, oficializar o Carnaval de São Paulo. Mas deve ter consultado gente que sempre achou que nesta cidade não havia samba, nem sambistas. E essa gente, sem vacilar, desconhecendo totalmente o que é Carnaval, desconhecendo que carnaval não se resume apenas em desfiles, nem em escolas de samba, que desfile e escolas de samba são um aspecto do carnaval, que existem vários outros aspéctos que também devem ser considerados, essa gente estava interessada na cascata que podia fazer em torno da oficialização do Carnaval e não na preservação dos costumes carnavalescos do povo desta cidade.

E então, sem nenhuma cerimônia, fizeram a presepada: oficializaram o Carnaval. Mas, na lei, ficou claro que o único evento carnavalesco que a Prefeitura se via obrigada a realizar era o desfile das escolas de samba. Resultado, todo incentivo da Prefeitura para as escolas de samba e nenhum para os cordões que, diante da indiferença das autoridades, foram se extinguindo ou virando escolas de samba, puxadas aos defeitos das escolas do Rio de Janeiro (é mais fácil copiar defeito que virtude) e se desvinculando totalmente das raízes culturais de São Paulo.

O samba paulista é diferente do samba baiano que se instalou no Rio de Janeiro a partir da casa das “tias”. O samba paulista é mais puxado ao batuque, ao samba de trabalho. Do toco, durão. O samba paulista vem das fazendas de café. O crioulo vindo do interior ia se instalando perto dos locais de trabalho: Jardim da Luz, Barra Funda, Largo da Banana, Praça Marechal, Alameda Glete, Bexiga, Rua Direita, Praça da Sé. E aqui, como no Rio de Janeiro, a polícia perseguia o samba e os sambistas. No Rio de Janeiro, os pagodeiros subiam o morro e a polícia se acanhava, e aí, não havia remandiola. O samba era solto, batido na mão, espalhado pelo terreiro.

Aqui, o sambista se recolhia nos porões e lá puxava o samba, mas, naturalmente, não era a mesma coisa. Um samba espalhado debaixo de um céu cheio de estrelas e de luar e um samba espremido em porões, nos quais crioulo de mais de um metro e setenta tinha que mostrar o que sabia todo dobrado, pra não bater com a testa nas vigas. E quando o pagode esquentava, era tanta poeira que subia, que só era possível saber que estava havendo samba pelo ronco da cuíca e pelo gemido do cavaquinho, porque ver, não se via ninguém.

São muitos os grandes sambistas de São Paulo: Vassourinha (Olha aí, carnavalescos de escolas de samba, que andam com mania de enredo com vida de artista: esse foi gente grande e de muita embaixada no rádio), Dionísio Camisa Verde, Marmelada, Jamburá, Feijó, Pato Nágua, Sinval, Inocêncio Mulata, Carlão do Peruche, Nenê da Vila Matilde, Pé Rachado, Zézinho do Morro da Casa Verde, Geraldão da Barra Funda, Chiclete, Zeca da Casa Verde, Toniquinho, Nego Braço, Zoinho, Dona Eunice, Sinhá, Donata. Tudo gente que mantinha o samba na rua na época em que a polícia acabava samba na base do chanfralho.

Tudo gente de valor provado no meio das batalhas. Tudo gente que saía nos cordões pelo prazer de sair, por gostar de samba, por querer sambar. No centro da cidade, muitas vezes, um cordão que ía encontrava um cordão que vinha. Então, era coisa pra valente. Ninguém recuava. Os cordões se cruzavam. Tinha um ritual todo cheio de parangolé. O baliza de pau de um cordão protegia a porta-estandarte do outro cordão. Os estandartes (ou bandeiras) eram trocados com muita gentileza e muito respeito. Depois de um tempo, se destrocavam os estandartes (ou bandeiras) e aí o pau comia. Navalha, tamanco, porrete entravam na fita pra bagunçar o pagode.

Pato Nágua foi levar uma cabrochinha lá pras bandas de Suzano. Amanheceu boiando numa lagoa, comido de peixe e de bala. Dizem que foi a primeira vítima do Esquadrão da Morte. Ninguém sabe direito. Defunto não fala. O que se sabe é que a notícia chegou no Bexiga à tardinha, na hora da Ave-Maria, e logo correu pelos estreitos, escamosos e esquisitos caminhos do roçado do bom Deus. E por todas as quebradas do mundaréu, desde onde o vento encosta o lixo e as pragas botam os ovos, o povão chorou a morte do sambista Pato Nágua. E o Geraldão da Barra Funda, legítimo poeta do povo, chorou por todos num bonito samba chamado Silêncio no Bexiga.

O Largo da Banana era o lugar onde os caminhões que vinham do interior encostavam pra descarregar. Ali se juntava a curriola. Enquanto não vinha caminhão se armava o samba duro. Se jogava a tiririca:

É tumba, moleque, é tumba
é tumba pra derrubar
tiririca, faca de ponta
capoeira vai te pegar
Dona Rita do Tabuleiro
quem derrubou meu companheiro
Abre a roda, minha gente
que comigo é diferente.

E só parava na roda quem se garantia. E o Inocêncio Mulata (hoje presidente do Camisa Verde e Branco da Barra Funda) sabia tudo. Tudo e mais alguma coisa. E no Carnaval, puxava no surdão um famoso trio de couro. Ele no surdão, o Feijó na caixa de guerra e o Zoinha no tamborim. Paravam num boteco qualquer e começavam a zoar. Ia juntando gente, juntando gente e aí o rio saía pela Barra Funda, com uns duzentos sambando atrás. Na Praça Marechal, já eram dois mil, na Glete, cinco mil. Aí, era zorra, zorra total, até a polícia chegar. Foi nesse trio de couro que o Inocêncio ganhou o apelido de Mulata. Logo ele, que não é de fazer careta pra cego, resolveu aprontar pro Feijó, que não podia ver rabo de saia.

O Inocêncio pegou um vestido da Dona Sinhá, meteu um turbante, se embonecou e ficou na moita. O Feijó e o Zoinha, que estavam no boteco esperando o companheiro de trio, foram tomando todas. Quando já estavam bem bebuns, e achando que o Inocêncio não viria mais, ele se apresentou vestido de mulher. Fez sucesso pro Feijó, que achou aquilo uma tremenda mulata e foi logo pagando cerveja. Mais encantado ainda ficou o Feijó quando aquela mulata pegou no surdo e mandou ver. O trio saiu.

O Feijó todo preocupado com a mulata e alimentando ela com cerveja até a Glete. Aí, o Feijó resolveu partir com tudo. Se entortou. O Inocêncio tirou o turbante e se apresentou. O patuá do Feijó entortou. Mas o Inocêncio ganhou pra sempre o apelido de Mulata.Mas a guerra se avacalhou. Não existe mais trio de couro, nem bloco de sujo, nem vai-quem-quer. Essas manifestações espontâneas do povo, que sempre a polícia tentou acabar sem conseguir, acabaram graças às promoções carnavalescas da Prefeitura. No lugar dessas coisas todas, a Prefeitura meteu o Trio Elétrico. A própria poluição sonora, que com guitarras elétricas e grandes aparelhos de som, esmagam, apagam qualquer instrumento de couro batido por um sambista.

Alguns músicos defendem essa jeringonça como mercado de trabalho, mas esquecem que um toca-fitas e uma Kombi fazem o mesmo efeito que esse trio elétrico. E esquecem que falta mercado de trabalho porque muitos bailes de Carnaval em São Paulo são animados por toca-fitas e que a própria Prefeitura promove um bailão pra quarenta mil pessoas, com toca-fitas.São Paulo sempre teve muito carnaval. Mas hoje está tudo resumido no desfile das escolas de samba e nos bailes dos clubes.

E isso tudo é muito triste. Porque o Carnaval sempre serviu pras manifestações espontâneas do povo. E tudo agora vai se resumindo num espetáculo pra atrair turista. Feito no gosto dos turistas e avaliado pelos padrões culturais das elites. E isso dói. Porque um povo que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será um povo livre.

Plínio Marcos nasceu em Santos (SP) a 29 de setembro de 1935 e morreu em São Paulo (SP) a 19 de novembro de 1999.

FRASE DA VEZ_1/5

“Essa CPI está mais para CPI do 171 (mil) – gastos pela ex-ministra – do que para CPI da tapioca”.

Túlio Yamada (tulio@enfmedic.com.br)

AO DEBATE

CPI da tapioca

O ministro Paulo Bernardo disse que daqui a pouco teremos uma CPI da tapioca. Pois eu acho que ninguém tem o direito de comprar nem tapioca com o meu dinheiro! Quem rouba um tostão rouba um milhão! Onde está a OAB, para defender os direitos dos cidadãos? Está mais ocupada defendendo os direitos de presos e de sonegadores nos EUA? Que tal arregaçar as mangas e fazer o que fez ao lutar pelo impeachment de Collor, por muito menos do que estamos vendo hoje?

Marcos Coltro (marcus@femorale.com)

Comentário (I)

Preconceito da Receita

A ex-ministra Matilde Ribeiro, através da mídia nacional e internacional, justificou que seus gastos se deram em função de erros administrativos, pois ela foi induzida a engano por dois assessores, que até demitiu. Eles a induziram a retirar enorme quantidade de dinheiro vivo diretamente no caixa eletrônico. Outro erro foi aceitar que seus assessores a colocassem em carros alugados. Em São Paulo, a Hertz aluga um Vectra automático por R$ 250/dia. Como ela gastou R$ 110 mil em aluguel de carros, isso significa que ficou mais de um ano dentro de veículos. Absurdo, concluímos então, que em nome da igualdade racial ela deve ter alugado coisa muito melhor, mas mesmo assim deve ter ficado quase um ano, dentro de carros, longe de Brasília. É caso de Ministério móvel.

Como ela gastou R$ 5 mil em refeições, se levarmos em conta que com R$ 150 já se faz uma refeição em muitos bons restaurantes, chegamos à conclusão de que a abnegada ministra passou fome, pois fez apenas 33 refeições. Nos outros mais de 20 Ministérios completamente inúteis, ocupados por companheiros ávidos e interessados em questões financeiras, incondicionais defensores de melhor qualidade de vida, todos inquestionáveis defensores de uma Pátria justa e igualitária, é bem possível que eles também estejam incorrendo em erros administrativos semelhantes.

Tem um pescando churrasco; outro pratica o esporte da compra de tapioca. O que nós queremos não são os esclarecimentos de ministros perdulários, mas saber se a Receita Federal não vai ser preconceituosa ou usar de igualdade de tratamento, quebrando o sigilo bancário e fiscal de ministros, a exemplo do que fez com o caseiro Francenildo, no caso do ex-ministro Palocci. O assunto é gravíssimo, merece CPI.

JOÃO HENRIQUE RIEDER (rieder@uol.com.br)

C A R N A V A L

Viradouro “arrepia” na Sapucaí

A Unidos do Viradouro foi o grande destaque da primeira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio e já surge como forte candidata ao título. Com muita criatividade e ousadia, o carnavalesco Paulo Barros levou para a avenida alegorias impactantes e alas muito bem estruturadas para justificar o enredo É de Arrepiar. O carro Holocausto, impedido de desfilar por causa de uma decisão judicial, deu lugar a outro menos polêmico, com a figura de Tiradentes tendo em torno cerca de 70 pessoas vestidas de branco e com a bocas tapadas por faixas, pedindo liberdade de expressão. Duas frases estampavam o carro: “Liberdade ainda que tardia” e “Não se constrói o futuro enterrando a história”. O mais espantoso, porém, foi a pista de esqui montada no abre-alas – uma das alegorias mais aplaudidas, com gelo e esquiadores de verdade.

Clarissa Thomé, Mônica Ciarelli e Roberta Pennafort (Agência Folha)

NOTICIÁRIO

PESSOAL DE CASA – Há cerca de 150 cartões corporativos distribuídos entre servidores da Presidência da República. É o caso do tenente-coronel de Infantaria Rawlinson Souza, ajudante-de-ordem do gabinete da Presidência. Segundo informações do Portal da Transparência, ele gastou R$ 5,1 mil com papelaria e compras em supermercados em 2007 no ABC, onde fica a casa do presidente.

INVASÕES DE TERRAS – O Movimento dos Sem-Terra aproveitou o carnaval para promover uma onde de invasões no Pontal do Paranapanema, no interior de São Paulo. Os sem-terra querem, com o ‘carnaval vermelho’, pressionar o governo do Estado a acelerar a desapropriação de terras.

FISIOLOGISMO IMPUDICO – Não foi o governo do PT que inaugurou a prática do loteamento de cargos na administração pública em troca de apoio no Congresso… o que distingue este governo é a sua impudicícia. (Editorial do Estadão)

LEI SECA – A proibição da venda de bebidas nas estradas tem sua legalidade discutida. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso acredita na constitucionalidade da Medida Provisória 415. Paulo Castelo Branco, ex-secretário de Segurança do DF, a acusa de ser carnavalesca e inócua.

ABAFA DA CPI – Preocupado com a possibilidade de a oposição insistir na abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar gastos com cartões corporativos, Planalto age nos bastidores e conta com o apoio de governadores na estratégia de evitar uma investigação. Presidente em exercício do TCU defende devolução do dinheiro usado indevidamente por ministros.

VÍTIMAS DO TRÂNSITOEstado com maior número de vítimas nas estradas é Santa Catarina, que registrou 11 mortes – quatro em uma mesma família. Polícia Rodoviária intensificou fiscalização da venda de bebidas alcoólicas e multou 650 estabelecimentos nas vias.

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Produtos brasileiros para o Irã

Por intermédio de uma triangulação comercial, empresas brasileiras driblam as sanções da Organização das Nações Unidas contra o Irã e vendem produtos brasileiros no mercado local como se fossem nos Emirados Árabes Unidos, informa Jamil Chade. O embaixador brasileiros nos Emirados, Flávio Sapha, não revela nomes de empresas que mandam produtos ao Irã, mas garante que açúcar e carne do Brasil estão chegando àquele país por Dubai. “Cada vez que há uma sanção contra o Irã, há empresas brasileiras que comemoram”, afirma o diplomata. O comércio bilateral é de US$ 2 bilhões/ano e, além dos brasileiros, outros traders internacionais, com medo de sofrerem sanções de bancos, especialmente dos americanos, também driblam a vigilância e fazem negócios usando a triangulação com Dubai. O Irã está sob embargo comercial há meses porque se recusa a divulgar o conteúdo de seu programa nuclear.

CARTÕES CORPORATIVOS

Gastos com a Família Lula da Silva

Pelo menos dois seguranças da equipe que protege a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo (ABC paulista) gastaram nos últimos três anos R$ 149,2 mil com cartões de crédito corporativos do governo. Além de despesas com manutenção de veículos e materiais de construção, eles pagaram contas de churrascaria, magazines, lavanderia e até construíram e equiparam academia de ginástica privativa. No ABC moram os filhos de Lula e suas respectivas famílias. A segurança é feita por uma equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ontem, a Folha revelou que um segurança gastou nos últimos nove meses R$ 55 mil no cartão corporativo em Florianópolis, onde é feita a proteção da filha do presidente, Lurian. Segundo o chefe do GSI, general Jorge Félix, os gastos desses funcionários são sigilosos e não deveriam estar no Portal da Transparência.

MANCHETES do dia_05.jan.08

ZERO HORA – Polêmica dos cartões envolve a filha de Lula

A TARDE – Chuva desabriga 300 famílias

JORNAL DO COMMERCIO (PE) –

ESTADO DE MINAS – Governo teme CPI e Tribunal de Contas exige a devolução

DIÁRIO DE NATAL – Homem é alvejado por três tiros na Zona Norte

CORREIO BRAZILIENSE – O enredo contra a CPI dos Cartões

JORNAL DO BRASIL – Bebida na estrada divide especialistas

FOLHA DE SÃO PAULO – Liberdade ainda que tardia

O ESTADO DE SÃO PAULO – Apesar de veto da ONU, Brasil vende ao Irã

O GLOBO – Bebida em estradas: 600 multas no país

POESIA

A UMA PASSANTE

A rua, em torno, era ensurdecedora vaia
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
uma mulher passou, com sua mão vaidosa
erguendo e balançando a barra alva da saia;

Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como um basbaque extravagante,
no tempestuoso céu do seu olhar distante,
a doçura que encanta e o prazer que assassina.

Brilho… e a noite depois! – Fugitiva beldade
de um olhar que me fez nascer segunda vez,
não mais te hei de rever senão na eternidade?

Longe daqui ! Tarde demais! Nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!


Baudelaire

Poeta e crítico francês, Charles-Pierre Baudelaire nasceu em Paris em 9 de abril de 1821, na Rua Hautefeuille, nº 13 (casa já demolida; localização atual da Livraria Hachette, Boulev. St. Germain). No dia 31 de agosto de 1867, morreu de paralisia geral nos braços da sua mãe.

Baudelaire é considerado freqüentemente um dos maiores poetas do Século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De seu estilo de vida originaram-se na França os chamados poetas “malditos”.