Arquivo do mês: agosto 2007
EDITORA ABRIL É ATACADA POR RENAN
Alegando o “dever de prestar esclarecimentos à nação”, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partiu para o ataque contra a revista “Veja” e a editora Abril durante sessão plenária na tarde desta quinta-feira.
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FRASE DA VEZ_5/9
“A exemplo dos últimos anos, os bancos vêm anunciando lucros bilionários. Então, como se justifica a cobrança de tantas tarifas pelos serviços bancários? Com a palavra o Banco Central”.
Sebastião F. A. de Castro Rangel (sfrangel@uol.com.br)
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Canteiro de obras nada. Basta investir em infra-estrutura
“Lula não mostrou o “espetáculo do crescimento” e não vai transformar o País num canteiro de obras, simplesmente porque não tem recursos. Quer dizer: a arrecadação cada vez maior e mais cruel contra o cidadão é praticamente gasta (ou desgastada) com o pagamento dos juros de uma “DÍVIDA” que não devemos. E apesar de divulgar que ECONOMIZAM 4,5% por cento do PIB, na verdade não ECONOMIZAM coisa alguma, é tudo farsa.
O secretário do Tesouro, Altamir Lopes (que não conheço pessoalmente, mas me parece homem sério e correto), deu os últimos números sobre o PIB e a “DÍVIDA” interna. PIB: 1 TRILHÃO e 900 BILHÕES de reais. DÍVIDA interna: 1 TRILHÃO, 440 BILHÕES de reais. Deixo para o leitor o assombro com as declarações oficiais.
Agora o pagamento dos juros, perdão, amortização, pois o que o governo diz que ECONOMIZA (e que é simplesmente para esses juros) está em 90 BILHÕES anuais. Os juros (arredondando para 10% e facilitar os cálculos): 140 BILHÕES. Dessa forma, faltarão no mínimo, anualmente, 50 BILHÕES. Esse dinheiro “QUE FALTA” é colocado em cima da DÍVIDA, que acaba crescendo mais do que o PIB, por mais que o governo tripudie aumentando os impostos.
Portanto, ninguém acredita que Lula vá fazer do País “um canteiro de obras”. Nem precisaria. Basta investir em infra-estrutura, como fazem a China e a Índia, espantando os próprios americanos. Basta Lula investir em Ferrovias, Saúde, Educação, Hidrovia, Aviação, Habitação. Está tudo aí”.
Helio Fernandes, jornalista
OPINIÃO: Este texto de Hélio Fernandes recusa qualquer comentário. Fala por si mesmo e pelos milhões de brasileiros que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, aprendendo o que este ícone do jornalismo ensina, com conhecimento de causa e lucidez. Hélio pratica aquilo que os velhos profissionais de imprensa ensinam: “Jornalismo é oposição; o resto é armazém de secos e molhados”… MIRANDA SÁ
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FRASE DA VEZ_4/9
“Não sou capaz de praticar atos ilícitos contra meu maior inimigo, assim como não faria um conluio nem com meu maior amigo”
Heloísa Helena, professora e presidente do PSOL
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Comentário (IV)
Pauta parada
“Sinto-me, por mais estranho que isso pareça, muito feliz com a paralisação da pauta de votação do Senado para pressionar a saída de Calheiros. Tomara o caudilho agüente só mais um pouquinho e fique até meados de janeiro, assim essa pouca-vergonha que se convencionou chamar de CPMF não será prorrogada. Acredito que a totalidade dos que vivem do fruto do próprio trabalho, lutando a cada dia para manter uma vida decente para sua família, concordará com esta idéia”.
Giovanna Giorgetti (giovannagiorgetti@hotmail.com)
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ARTIGO PARA “O METROPOLITANO”
Renan Calheiros apodrece a olhos vistos
MIRANDA SÁ, jornalista
Renan Calheiros quase ex-futuro presidente do Senado Federal e ex-senador, apodrece a olhos vistos. Embora recebendo o apoio descarado de Lula da Silva e do peleguismo degenerado pela ausência de ideologia e pelo puxa-saquismo corrompido e indigno, Renan é um cadáver putrefato, mas ainda insepulto. Por não ter descido ainda à cova, é um zumbi que se move sem alma; e a maior prova disso é ter subido – pela primeira vez – à tribuna da sessão senatorial descendo da posição privilegiada da cadeira da presidência.
Já não é o mesmo dos primeiros dias, quando pensou enganar o povo brasileiro, com apoio dos caudatários do poder e os paus-mandados do Palácio do Planalto. Desceu aos fuxicos alagoanos acusando nominalmente seus adversários regionais, Heloísa Helena e João Lira, atirando a esmo para atingir a Editora Abril, cuja revista semanal “Veja” é severa no levantamento da sua história política pregressa, das suas atitudes ilícitas e da personalidade abastardada pela ganância pessoal e as vantagens que o poder oferece.
Em curto discurso de 20 minutos Renan aventurou-se a se passar por vítima, quando é na verdade suspeito de espertezas como aproveitador dos cargos políticos para o enriquecimento pessoal. Por isso silenciou sem desconsiderar a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal, a partir de 2000, concedida pelo Supremo Tribunal Federal por intervenção do ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito que investiga suas despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior.
A decisão de Lewandowski atende ao pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza; e solicita à mesa do Senado para providenciar uma cópia da representação do PSOL contra Renan. Outro castigo veio do próprio Senado, com a Mesa Diretora decidindo encaminhar ao Conselho de Ética abertura do novo processo por quebra de decoro parlamentar de Renan por atuar em favor da cervejaria Schincariol.
A decisão foi tomada por 5 votos a 2, com a maioria composta pelos senadores Álvaro Dias (PSDB), Magno Malta (PR), César Borges (DEM), Antônio Carlos Valadares (PSB) e Gérson Camata (PMDB). Vergonhosamente, votou pelo arquivamento do processo o senador Tião Viana, do PT, associando seu nome a um fato escabroso que deslustra o Congresso Nacional. O subalterno representante do Acre foi acompanhado pelo senador Papaléo Paes que discrepou da orientação do seu partido, o PSDB.
O parecer do advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, sugerindo o arquivamento do requerimento do PSOL foi derrotado, abrindo as investigações sobre a denúncia da revista “Veja” da intervenção de Renan no INSS e na Receita Federal, em defesa da Schincariol. Logrando êxito, a empresa pagou em troca R$ 27 milhões por uma fábrica de refrigerantes do deputado Olavo Calheiros.
Este é o começo do fim, porque está chegando a hora de enterrar Renan Calheiros e com ele o desgaste que o Congresso Nacional está passando.
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Ao Debate (4):
Simples Nacional
“Mais uma palhaçada no circo chamado Brasil! O governo faz os pequenos e microempresários (perdendo um tempo enorme para juntar documentos e em longas filas para a análise deles) aderirem ao Simples Nacional com promessas de diminuição da carga tributária. E nós, os trouxas, acreditamos. Sabem qual o valor da conta a pagar? O INSS da minha empresa pulou de R$ 1.200 por mês para R$ 4.700, tudo porque o Senado não pode votar o complemento de lei, pois está ocupado com as roubalheiras do senhor Renan Calheiros. E nós? Top, top, top… Isto é que eu chamo de incentivo à informalidade”.
Paula de Ribamar (paula.ribamar@gmail.com)
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Comentário (III)
Golpismo
“Dirceu vê tentação golpista na oposição! Isso é que é enxergar o mundo através de tapa-olhos. Tentação golpista, todos nós vemos, é no PT, lançando essa idéia de instalar uma Constituinte para viabilizar reforma política visando a mudar as regras do jogo e tentar perpetuar o “nunca antes nesse país” Lula no poder”.
Laiz Rodrigues Gonçalves Landi (lrglandi@terra.com.br)
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Comentário (II)
Extradição
“Vamos ver se Ramirez Abadía, o maior traficante do mundo, preso em São Paulo, vai ser extraditado para os EUA (a pedido) com a mesma estranha (?) rapidez com que o governo deportou os dois pugilistas cubanos. Ou se ele vai ficar por aqui em stand by até surgir uma fórmula jurídica que lhe permita não cumprir sua pena, que nem ocorreu com os seqüestradores de Abílio Diniz”.
L. C. Veiga (lc_veiga@ajato.com.br)
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Ao Debate (3):
Contra os trabalhadores
“Enquanto os bancos privados estão acelerando os acordos com os mutuários das cadernetas de poupança, a Caixa Econômica Federal (CEF) procura atrasar ao máximo os acertos de contas e os pagamentos finais. Para agravar a situação temos dois gargalos evidentes na Justiça: o sistema de cálculo usado pelos peritos, contrariando decisão do Superior Tribunal de Justiça, que ordena o pagamento de juros reais, e não os simples; e também nas contas de liquidação final a CEF está depositando apenas 30% das diferenças dos Planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Só para lembrar: não foram o PT e o Lula que prometeram corrigir as injustiças contra os trabalhadores?”
Geraldo Gattolini (gattolini@uol.com.br)
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