Arquivo do mês: agosto 2007

FRASE DA VEZ_5/2

“Em uma resolução de quase duas páginas, o PT fez diversas acusações à mídia, citada diversas vezes no texto. Em uma delas, diz o texto: “A oposição, articulada com setores da mídia, está ‘subindo o tom’ nos ataques ao governo e ao PT, tendo em vista tanto as eleições de 2008 quanto as eleições de 2010”.

Emannuel Marques, jornalista

As vaias, os azares e os sonhos de Jobim

“A vaia e o acidente bateram no fígado do presidente, por mais que as pesquisas não registrem o golpe em sua popularidade. Lula ficou acuado, temeroso, sumiu em meio às chamas e ressurgiu na posse de Jobim com um discurso inacreditavelmente inapropriado, alegrinho e recheado de gafes. O efeito na imagem do governo e de Lula, especialmente entre os mais bem informados, ocupará boa parte do tempo da reunião de hoje no Planalto – a primeira também depois do recesso parlamentar.

Outro dado político importante é a entrada em cena de Jobim, que sonha em disputar a Presidência um dia e que ocupa um claro vácuo de quadros e de candidaturas no PT e no seu próprio partido, o PMDB. Jobim já está se mexendo com incontrolável desenvoltura. Além de esfregar na cara do PT sua intensa ligação com Serra, um dos dois principais candidatos oposicionistas em 2010, ele aparou arestas num almoço ontem com o presidente do PMDB, Michel Temer, e já marcou uma reunião dos que contam no partido. Com Sarney mais conselheiro do que líder de fato e com Renan gravemente ferido habilita-se a ter forte liderança no maior partido, inclusive como principal interlocutor do Planalto e das oposições.
O semestre político está começando e promete calor. Um bom teste será a CPMF”.

Eliane Cantanhêde, jornalista (elianec@uol.com.br)

OPINIÃO: Depois da convocação do PT-partido para as claques mercenárias (a antiga e vigorosa militância se acabou) enfrentarem “os ricos golpistas”, a reunião de hoje no Planalto deverá anunciar algo como uma veemente condenação às vaias espontâneas do povo carioca. E, aproveitando o entusiasmo contra as zelites, começar a campanha eleitoral com Nelson Jobim para suceder Lula da Silva… MIRANDA SÁ

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Em caso de emergência, acuse as elites

“Esse protocolo para reações de última instância, uma marca de estilo do governo Luiz Inácio Lula da Silva, acaba de ser acionado mais uma vez. “Se alguns querem brincar com a democracia, eles sabem que neste país ninguém sabe colocar mais gente na rua do que eu” exagerou o Presidente em Cuiabá. No evento restrito a aduladores em que anunciou verbas do PAC, ganhou uma viola pantaneira e programou uma pescaria com o governador Blairo Maggi (PR), Lula pôs-se a teorizar sobre a fonte das vaias e dos protestos que vem recebendo. Viriam dos que “mais deveriam estar aplaudindo”, pois “ganharam muito dinheiro no meu governo”. “É só ver quanto ganharam os banqueiros, os empresários.”

Na perífrase que fecha a caracterização dos oponentes, Lula atacou “gente que ficou contente com os 23 anos [foram 21] de regime militar e está incomodada com a democracia, porque a democracia pressupõe o pobre ter direitos”. A pior elite – endinheirada, demófoba, golpista e, como se não bastasse, ingrata – conspiraria contra o presidente que veio do povo e faz política “sem discriminação”. Lula acusou o golpe, como se diz no jargão comum à política e ao boxe. Desde o início da campanha do segundo turno -quando ficou claro que ganharia mais quatro anos de mandato com uma margem confortável de votos- até poucas semanas atrás, o Presidente vinha flanando.

(do Editorial da FOLHA)

OPINIÃO: Ganham dinheiro no PT-governo não somente os banqueiros e os empresários, mas a pelegagem dos fundos de pensão, os aparelhados do partido nas diretorias das estatais e nas agências reguladoras, e os lobistas de ocasião que se aproveitam da inapta e negligente da administração de Lula da Silva. As vaias que o PT dava nas lideranças de outros partidos e personalidades da luta contra a ditadura, ainda ecoam nos nossos ouvidos (e não nas nossas “orelhas”). Dá vontade de dizer para o pessoal do lulismo-petismo que deixem de alertar o macaco como fez a cotia, e terminou cotó… E lembrar-lhes que eles, também, são elites, emergentes, que é o pior tipo de elite! MIRANDA SÁ

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As ZPEs, ainda polêmicas

“O projeto de lei que altera as regras para a instalação de Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) se arrastou no Congresso por 11 anos até ser aprovado em caráter definitivo pelo Senado, mas nem assim se pode dizer que a novela terminou – e por isso ainda não se sabe com certeza para quais interessados seu final será mais feliz nem quanto essa felicidade custará para o País. Tema polêmico desde que o então presidente José Sarney as criou em 1988, as ZPEs continuam a provocar debates acirrados.

Por não conseguir chegar a um texto que fosse do agrado da maioria, as lideranças dos partidos no Senado decidiram aprovar o projeto de lei na forma como ele havia sido votado em março passado pela Câmara dos Deputados. Com isso, evitariam que, em razão de alterações aprovadas pelos senadores, o texto tivesse de ser examinado novamente pela Câmara. O texto agora aguarda a sanção do presidente da República.

Mas o fato é que as lideranças no Senado, o relator do projeto na Casa, Tasso Jereissati, e representantes do Ministério da Fazenda chegaram a um acordo pelo qual o presidente da República vetará alguns dispositivos do projeto aprovado e enviará ao Congresso uma Medida Provisória para eliminar dubiedades. O compromisso dos parlamentares é o de acatar os vetos do Executivo. Mas nem esse compromisso parece ser sólido o bastante para se ter certeza de que a polêmica está encerrada”.
(do Editorial do Estadão)

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FRASE DA VEZ_4/2

“Não temos que esperar mais um desastre para corrigir problemas que vêm por décadas. Precisamos aproveitar o tempo e nos unir para cobrar ações que solucionem o caos atual. O que queremos deixar claro, de uma vez por todas, é que o “Cansei” tem o único objetivo de mostrar que nós, brasileiros, gente de carne e osso, ricos ou pobres, estamos descontentes, inconformados, tristes, indignados e cansados do que estamos vendo”.

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo

FRASE DA VEZ_3/2

“Sou eleitor e como tal gostaria de lançar uma campanha para a população cobrar de todo o Congresso Nacional o voto aberto já! Talvez seja pouco, mas seria um começo…”

Edson Funabashi (edson@acteon.com.br)

Comentário (III)

No reino de Lulalá

“Noticiou a imprensa que o senador Renan Calheiros ameaçou criar uma crise institucional caso o Senado venha a condená-lo no Conselho de Ética. Estamos vendo um Senado morrendo de medo de limpar a sujeira e, se não bastasse, o presidente Lula recebeu o dito senador e, visivelmente constrangido, falou em sua defesa. Em minha opinião, há algo de “podre” no reino de Lulalá!”

Marcus Luciano Villar, marcoslvillar@zipmail.com.br)

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FRASE DA VEZ_2/2

“O governo fala em fazer mais uma reforma tributária e a equipe econômica finge não ter tomado conhecimento da sugestão do empresário Jorge Gerdau, que propõe a fixação de um teto para os impostos”.

Sergio Nogueira Lopes, articulista da Tribuna da Imprensa

Lula não é inimputável

Por inteligível até para os analfabetos que formam as claques do PT-partido, este texto de Clóvis Rossi deve ser assimilado como argumento necessário para que os embates políticos sejam devidamente esclarecidos. Sério e analítico, Rossi merece um doutorado (pelo menos honoris causa) da USP, onde a filósofa Marilena Chaui desfila seu sectarismo prepotente, descendo ao nível de Delúbio Soares… Vamos abrir aspas para o articulista da Folha:

“Se vaiar o presidente e promover manifestação contra o governo é “brincar com a democracia”, Luiz Inácio Lula da Silva e o PT brincaram com a democracia durante toda a vida deles. Até, claro, chegar ao poder federal, no qual se consideram inimputáveis. Brincar com a democracia e, pior, desmoralizá-la, é passar a vida criticando os governos que governavam para os ricos e, ao assumir, fazer rigorosamente a mesma coisa e ainda gabar-se de estar dando muito mais para os ricos do que para os pobres. Gabolice, aliás, desnecessária para quem acompanha os números, como os ricos o fazem. Só no primeiro semestre deste ano, os ricos entre os ricos, que são os detentores de títulos da dívida pública, receberam do governo Lula uma doação equivalente a 6,5% do PIB, toda a riqueza que um país produz em dado período.

Trata-se muito provavelmente da maior transferência de renda para os ricos em todo o planeta, constatação, aliás, já feita por Carlos Lessa, que foi presidente do BNDES no início do governo Lula e “cansou” faz tempo deste governo. Também desmoraliza a democracia tolerar que prospere à sombra do governo uma “organização criminosa”, como a batizou, no episódio do mensalão, ninguém menos que o procurador-geral da República, nomeado por Lula. Ou seria conspirador e de direita Frei Betto, confessor do presidente e seu assessor especial durante dois anos, quando classifica a “crise ética de 2005” como “tumor fétido de alianças nefastas que reduziram o contrato programático a um balcão de negócios com moeda suspeita”? O próprio PT, apesar de também usar a descerebrada teoria da conspiração, admite que “os ataques estão concentrados (…) nos flancos que deixamos abertos e nos erros cometidos”. Queriam o quê? Aplausos e flores pelos que chamam de erros (mas foram crimes)?

Clóvis Rossi, jornalista (crossi@uol.com.br)

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INFORMAÇÃO (2)

Schim desmente Veja e o PSOL

“A Cervejaria Schincariol divulgou nota negando que tenha acumulado dívidas de R$ 100 milhões junto ao INSS, como acusou a revista Veja e consta da nova representação do PSOL contra o senador Renan Calheiros e seu irmão, deputado Olavo Calheiros”.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro