Arquivo do mês: agosto 2007

QUEM SOU, ONDE ESTOU, PRA ONDE VOU???

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FRASE DA VEZ_6/3

“É possível responsabilizar a mídia pela insatisfação decorrente da tragédia de Congonhas?”

Robert Ménard, do Repórteres Sem Froneiras

Comentário (VII)

“Pequenos problemas”

O país vive de crises. A última é a recorrente crise aérea. Infelizmente estas crises roubam a cena nos noticiários e outras questões também importantes acabam não vindo à tona. Um exemplo talvez seja o caso do senador Renan Calheiros. O assunto anda sumido dos noticiários. Outro, que é o meu assunto, é uma greve dos agentes do ministério da agricultura, que não aparece nos noticiários. Isso impacta muito o país. Explico: sou produtor rural de flores e exporto minha produção.

As exportações de flores não acontecem sem a fiscalização dos agentes do ministério da agricultura. Resultado: a carga fica no aeroporto (ou nos portos, no caso de frutas) e estraga sem embarcar!!! Um prejuízo insustentável para pequenos produtores como é o meu caso e muito grande para os produtores maiores e para o país. Nem sei se os agentes tem razão em suas reclamações, mas ninguém faz nada! Meu último pedido no ministério foi respondido assim: “entre com um mandado judicial, porque senão nós não fazemos nada”. É difícil ser produtivo neste país.Em tempo, hoje, a greve dos agentes foi suspensa até 16 de agosto, para negociações”.

Antonio Carlos Prado, de Natal (e-mail via CBN para o Blog de Carlos Sardenberg)

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FRASE DA VEZ_5/3

“Não acho boa política o presidente virar um eterno palanqueiro, mas, se for necessário, eu vou virar”

Lula da Silva, presidente da República

Comentário (VI)

“Fora com eles”

“Considero o (des)governo Lula um séqüito de parasitas que vieram para alastrar em nosso país um turbilhão de mentiras, falcatruas, desmandos, e com o objetivo maior de aliciar os pobres com Bolsa-Família, Fome Zero, etc. Pobres de nós se continuarmos sem tomar uma atitude do tipo “fora com eles”.

Claudia Marina Marques Rebello (claudia@betorebello.arq.br)

A quebra do sigilo da caixa-preta

“Duas catástrofes aéreas em 10 meses, além da escandalosa incapacidade do Planalto de enfrentar, antes que a segunda se consumasse, o que já se havia transformado numa crise sem precedentes na aviação nacional, danificaram seriamente a imagem do País no exterior. Foi como se tivesse sido posto novamente a circular o famoso veredicto do general De Gaulle de que “o Brasil não é um país sério”, com a agravante de que, no mundo globalizado de hoje, uma avaliação de tal modo destrutiva tende a repercutir e a prejudicar o país avaliado muito mais do que nos anos 1960, quando o presidente francês a expressou.

Não bastasse esse primeiro rebaixamento, o Brasil tornou a cair pesadamente no conceito estrangeiro com a inédita divulgação dos trechos mais chocantes dos diálogos registrados na cabine de comando do Airbus da TAM que se espatifou duas semanas atrás em Congonhas, nos momentos que precederam a tragédia. Isso simplesmente não acontece em países sérios, muito menos quando a aguardada investigação de um evento do gênero está longe de terminar.

Existe até mesmo uma norma a respeito: o Anexo 13 da Convenção de Chicago, que, sob os auspícios da ONU, regulamenta a aviação internacional e da qual o Brasil é signatário, admite a divulgação do conteúdo das caixas-pretas de um avião acidentado apenas quando se suspeita de que o desastre tenha sido provocado deliberadamente pelo piloto. Embora não estipule punições formais aos transgressores, a norma é sensata e civilizada. Sensata porque a liberação de dados confidenciais pode prejudicar as investigações. Civilizada porque visa a proteger a privacidade das vítimas. As reações foram as esperadas. O presidente da Federação Internacional de Controladores Aéreos, Marc Baumgartner, ficou aturdido. “Essas informações deveriam ser as mais protegidas de todas”, protestou.

(Agência Estado)

OPINIÃO: De onde saíram as traduções da fita da caixa-preta? Quem foram os responsáveis ou “o” responsável? Foi aberta uma auditoria para responder estas perguntas? Enfim, algo deve ser feito para limpar o nome do Brasil no concerto internacional, e cabe ao Governo Federal agir nesse sentido, pois já bastam as vergonhas que passamos por causa da inaptidão, desídia e indiferença dos “companheiros” no enfrentamento dos problemas da aviação comercial brasileira. MIRANDA SÁ

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Comentário (V)

Com democracia não se brinca

“Diante de tantas afirmações do presidente de que nada sabia do que se passa neste país, é lícito que se comece a pensar que o Brasil está completamente à deriva no que diz respeito à sua governabilidade. Mas muito pior do que isso é a demonstração, cada vez mais clara nos seus últimos pronunciamentos, de que tende a incitar uma perigosa animosidade regionalista ao estabelecer um confronto entre os cidadãos do Norte e do Sul, e uma indiscutível vontade de ressuscitar a luta de classes num país que sempre a abominou. Ao separar a população em ricos e pobres, “nós” e “essa gente” e outros que tais, o presidente, que vem de dizer que “com a democracia não se brinca”, o que está fazendo é, na verdade, colocá-la num risco que há muito não se via”.

Roque Gomes de Almeida (almeidaroque@bol.com.br)

FRASE DA VEZ_3/2

“O Lula é o Luiz XIV do século 21: Não me vaiem porque depois de mim virá a ditadura…”

Octaciano Nogueira, cientista político

Operação Selo prende quadrilha nos Correios

“Passaram-se 810 dias entre a filmagem de Maurício Marinho e a Operação Selo, período que ficou marcado por uma das mais tumultuadas crises políticas do País – o escândalo do mensalão. A câmera oculta que flagrou o então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios recebendo R$ 3 mil de propina levou à abertura de uma CPI e culminou, em 30 de março de 2006, na denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas. Até agora, porém, ninguém foi condenado.

Sem saber que estava sendo filmado, Marinho pediu um “adiantamento” de R$ 3 mil para que o interlocutor – enviado pelo empresário Arthur Wascheck Neto – entrasse no “rol de fornecedores”. Desenvolto, o funcionário dos Correios relatou que o dinheiro iria para um esquema operado pelo PTB na estatal. O achaque, revelado pela revista Veja em 14 de maio de 2005, atingiu em cheio o presidente do partido, Roberto Jefferson, à época deputado. Sentindo-se traído pelo governo, ele reagiu com uma entrevista bombástica, em 6 de junho.

Jefferson contou que o governo havia montado um esquema no Congresso e, mediante o pagamento de mesada a parlamentares, garantia a aprovação de projetos do seu interesse. Ele dizia que a filmagem havia sido feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a mando do então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Virou um inimigo encarniçado e perseguiu Dirceu até 1º de dezembro de 2005, quando o petista foi cassado.

Guilherme Scarance, jornalista

OPINIÃO: Matérias como esta têm o valor de preservação da memória histórica. A guerra da contra-informação mantida pelo PT-governo lembra as histórias que lemos sobre herr Goebles, ministro da Propaganda de Hitler, distorcendo o noticiário na própria imprensa controlada pela ditadura nazista. Aqui e agora, aproveitando-se da memória curta das massas, a intelligêntsia petista nega todos os fatos que comprometem as atividades corruptas dos “companheiros”, culpando jornais e jornalistas de “inventarem” as coisas. A “filósofa” Marilena Chauí culpa a mídia de “urdir” o apagão aéreo para alicerçar o golpe da zelite contra o Nosso Guia. MIRANDA SÁ

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Comentário (IV)

Ministério apenas no “papel”

“Lula voltou a atribuir boa parte do problema às gestões anteriores, pela falta de planejamento e investimentos. E isentou Pires, ao dizer que, da maneira como o ministério foi concebido, ele tinha pouca “mobilidade”. Na reunião, Lula afirmou que Jobim foi designado para “criar” o Ministério da Defesa, que até hoje “não existia”. Segundo ele, só existia “no papel”. Jobim assumiu com a clara intenção de dar uma sensação de que a pasta agora tem pulso firme”.

Pedro dias Leite, jornalista