Arquivo do mês: agosto 2007

COMENTÁRIO (IV)

“O presidente Lula voltou a se esconder, novamente, atrás do “eu não sabia de nada”. Agora, por causa da crise da aviação brasileira.
Como Lula adora fazer comparações tolas, e não podia se refugiar no futebol, usou o câncer como metáfora, usando a metástase. Disse: “A gente só sabe do câncer depois que ele se espalhou”.

Acho que o presidente está precisando de férias, de preferência num lugar bem deserto onde não possa ser vaiado. Ia conversar com os governadores nos estados, medrou. Chamou os governadores para recinto fechado. Onde aparecer será vaiado, até na convenção do PT-PT. “

Hélio Fernandes, editor da Tribuna da Imprensa

ALGUÉM TINHA QUE SER DEMITIDO!

Essa frase foi dita pelo ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, á Folha Online. Ele admitiu que na próxima reunião do CONAC (Conselho de Aviação Civil) na próxima segunda-feira .
O Brigadeiro ainda disse que o próprio ministro da Defesa, Jobim, não queria demiti-lo. Mas, afinal, alguém tem que ser demitido.

Leia a matéria completa aqui

Fonte: Folha Online

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Artigo para o JORNAL DE NATAL da segunda-feira

Nunca, neste País, tanto cinismo

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br


O Brasil assistiu quinta–feira passada Lula da Silva declarar, de público, não saber da gravidade dos problemas no setor aéreo, atingindo o extremo limite do descaramento. Somente os aparelhados do PT-governo que substituíram mercenariamente a antiga e gloriosa militância do partido antes de chegar ao poder, podem aceitar essa desfaçatez; ou os comunistas dos irmãos Marx, satisfeitíssimos com as boquinhas que assumem na administração pública.

Nos círculos da imprensa televisiva os jornalistas lulistas-petistas se mostraram “surpresos” com as declarações do Presidente que, aliás, falou difícil, dizendo que a crise da aviação comercial, para ele, foi como “uma metástase que o paciente não sabia”… Metástase é o seu fracasso como governante, somente descoberta depois que o povo carioca, no Maracanã, cobriu-o de vaias.

Não satisfeito com tanta hipocrisia e oportunismo, Lula da Silva teve o despudor de comentar que só foi tomando um pouco mais de conhecimento sobre o assunto a partir do acidente com o avião da Gol, que matou 154 pessoas, em setembro do ano passado. Ele fala como se fosse uma ilha inóspita, e não um Presidente da República – supõe-se um administrador da coisa pública – cercado de auxiliares por todos os lados: Ministério da Defesa, Força Aérea Brasileira, Conac, Infraero, Cenip e a Anac, além do seu bem pago e melhor aparelhado Serviço Nacional de Informações.

Isso, para “corporativamente” deixar de lado sua Secretaria de Imprensa, ocupada por um dos mais inteligentes e eficazes jornalistas da velha guarda, Franklin Martins e ter ao seu lado a habilitada, capaz, proficiente, dinâmica, agitada e onipresente ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Dez meses se passaram do choque do Boeing da Gol com um avião Legacy em agosto do ano passado. De lá para o segundo desastre em Congonhas, com um Airbus da TAM, de frente das Câmeras de televisão que o povão assiste, Lula da Silva prometeu oito vezes que o tráfego aéreo seria normalizado e ainda não faz dez dias falou solenemente que assumia a administração da crise. Trocou o ministro Waldir Pires por Nelson Jobim; está fritando (até este momento em que escrevo o artigo) o brigadeiro Pereira, presidente da Infraero, e defendeu mudanças na agência reguladora do setor, a Anac.

Como então não tomou conhecimento da crise? Será que pensa estar falando para a fração de pelegos que dirigia em São Bernardo do Campo nos tempos de sindicalismo ou para os ignorantes garroteados na escravidão do Bolsa Família?

Lula da Silva diz besteiras diante de aspones aparelhados no governo ou claques organizadas a peso de ouro pelo agit-prop do Palácio do Planalto, e todo mundo gargalha às escâncaras. O primarismo de matuto inteligente se soma ao riso frouxo dos arrivistas que afogueiam ao pé da lareira do poder.

Depois de assumir e desassumir a promessa de fazer um novo aeroporto em São Paulo – embora não soubesse de nada sobre a crise aeronáutica – o Presidente defende agora mudanças nas agências reguladoras para permitir demissões dos comissionados indicados pelo Poder Executivo e aprovados pelo Senado Federal. O argumento é rudimentar: “Quem nomeia tem de ter o poder de demitir”, falou com o cenho cerrado no Conselho Político do Governo, diante de representantes de 11 partidos da base de sustentação.

De acordo, Lula da Silva. O povo que elege um presidente da República também deve ter o direito de derrubá-lo.

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Lula joga a responsabilidade para trás

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou ontem a justificativa do presidente Lula de que, nas cinco eleições em que concorreu, o assunto “crise aérea” não foi mencionado. “Ele sempre costuma jogar a responsabilidade para trás. Certamente, há dez meses ele sabia, porque todos sabiam. O problema não é histórico, é do momento”, disse, após evento em São Paulo.

FHC comparou o “apagão aéreo” ao “apagão energético”, de 2001. “Enfrentei uma crise energética. Não disse que foi o governo anterior. Chamamos a responsabilidade”, disse. “Quem resolve é quem está no governo.” Sobre a nomeação de Nelson Jobim para a Defesa , comentou: “Torço para que ele tenha a capacidade de pôr ordem na casa. Está precisando em toda parte, não só lá”.

(Agência Folha)

OPINIÃO: Candidato à Presidência da República em 2002, Lula da Silva escreveu um artigo na Gazeta Mercantil, abordando os problemas do tráfego aéreo. Então houve, pelo menos da parte dele, quem falasse sobre o prolema na campanha eleitoral. Ocorre que Lula “esqueceu” que já conhecia os problemas e agora diz que só tomou conhecimento do assunto depois do choque entre o Boeing da Gol e o Legacy, em outubro do anos passado. Não dá para saber se o Presidente é “esquecido” ou “mentiroso”. MIRANDA SÁ

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Mobilização contra Lula não é “golpismo”

O historiador britânico Kenneth Maxwell afirma que a mobilização de setores da classe média brasileira contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é “golpismo”, mas sim algo comum em uma sociedade civil forte. “Devemos lembrar que houve um movimento muito forte contra, por exemplo, outros presidentes”, disse o diretor do Programa de Estudos Brasileiros do Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

“O problema é a capacidade do governo de reagir com competência a uma situação de crise em um setor que, em última análise, é responsabilidade dele”, acrescentou o brasilianista, se referindo aos problemas no setor aéreo. Maxwell, porém, diz que não vê uma “grande mobilização no país em geral” contra o presidente Lula.

(BBC/BR)

OPINIÃO: Essa história de “golpismo”, nem para inglês ver! Trata-se de uma tática traçada pelo PT-partido para justificar a falta de autocrítica de Lula da Silva, cuja displicência diante dos problemas do tráfego aéreo e a complacência com seus auxiliares incompetentes para encontrar soluções para normalizar o funcionamento da aviação comercial. MIRANDA SÁ

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Informação (3)

Rádio digital deve funcionar em 2008

“Até setembro, as emissoras de rádio apresentarão ao governo um relatório sobre o teste que estão fazendo com o modelo digital americano. A expectativa é que em 2008 os primeiros serviços de rádio digital comecem a funcionar. Carros farão a estréia”.

Mônica Tavares, repórter do Globo especializada em telecomunicações.

Informação (2)

Jobim não liga para fabricante de Airbus

“O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou neste sábado, no Amazonas, que não levará em conta a nota da Airbus que descarta a possibilidade de falha mecânica no avião da empresa que explodiu em Congonhas depois de pousar e colidir com um prédio da TAM. Para Jobim, nenhuma hipótese pode ser descartada neste momento”.

(Rádio CBN)

Comentário (III)

Pouca vergonha

“Em raro discurso na Câmara, no dia 30 de setembro de 1987, o deputado Lula atacou o fisiologismo do PMDB, na era José Sarney, atual aliado: “O governo está mentindo, está tentando apagar a crise da pouca vergonha”.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro

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Lula e o “super PAC”

“Quantas vezes o PAC será lançado? Impossível saber. Ontem, o presidente recebeu 13 governadores ou representantes de Estados (AM, AP, AC, RO, RR, TO, ES, GO, DF, PA, MA, AL e SC) para o “lançamento” do PAC do saneamento e urbanização. Na agenda do petista constou também um encontro com os atletas participantes do PAN articulados por Carlos Nuszman para “desagravar” Lula das vaias sofridas na abertura dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro”.

Fernando Rodrigues, jornalista e blogueiro

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E aí?

“O problema do movimento “Cansei” qual era? João Dória Jr.? Os ricos de Campos do Jordão? Pois é. Se o empresário estava entre as milhares de pessoas, neste sábado, em São Paulo, permaneceu incógnito. A acusação de que o movimento de protesto a Lula é “burguês”, coisa de “ricos”, é das coisas mais torpes que a imprensa do nariz marrom fez até hoje. É uma tentativa de amordaçar os que se opõem a Lula”.

Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro