Arquivo do mês: agosto 2007

Investigação do Renangate: oposição pressiona pelo afastamento

DEM e PSOL querem que novas denúncias contra presidente do Senado sejam apuradas.
Oposição pediu mais uma vez a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado.

O senador Renan Calheiros continua na mais pura teimosia e anda batendo pé pra não se afastar. Eita apego ao cargo! Não deixa de ser um exemplo da maioria dos políticos brasileiros. Imaginem o que alguns não fazem pra chegar ao Poder. Passam por cima da mãe.

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Fonte: Portal G1

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FRASE DA VEZ_5/7

“A repercussão do ato ditatorial do governo foi péssima. Não só no Brasil, mas no resto do mundo.”

Hélio Fernandes, jornalista e editor da Tribuna da Imprensa

Artigo publicado ontem n’ O JORNAL DE HOJE

As pesquisas e a popularidade de Lula

MIRANDA SÁ

No ano passado, entre os dias 21 e 22 de agosto, Lula da Silva obteve 52% de aprovação numa pesquisa promovida pela Datafolha. Um ano depois, o mesmo instituto ouvindo igual número de brasileiros registrou no levantamento feito semana passada, entre os dias 1º e 2, que o Presidente conquistou 48% de pronunciamentos que o consideram ótimo ou bom.

Como desconfiar dos números recolhidos por uma agência de pesquisa ligada a um grande jornal como a Folha de São Paulo? A gente pode até desconfiar dos quadros apresentados por órgãos ligados ao governo ou que recebem verbas oficiais, mas deste, não. Por isto, o líder dos democratas, o senador José Agripino, se mostra surpreso dizendo que “essa inércia do eleitorado em relação à crise não corresponde ao que eu vejo, ao que eu escuto nas ruas”.

O estranho comportamento de Lula da Silva diante da tragédia do Airbus da TAM, depois de dez meses de crise no tráfego aéreo revelado pelo acidente do Boeing da Gol com um avião Legacy nos céus da Amazônia realmente embaraça e confunde o observador da cena política ao constatar que de 2006 para cá registra-se a perda de apenas quatro pontos de apoio ao governo – que podem entrar na cota na chamada margem de erro.

Do outro lado, círculos oficiais consideram normal o sentimento dos pesquisados que não se angustiam com fatos que condenariam qualquer autoridade responsável, mas não “colam” em Lula. O novo primeiro conselheiro presidencial, Nelson Jobim – ministro da Defesa – explica que as causas negativas não podem ser transferidas, afirmando que “os incidentes não podem ser atribuídos exclusivamente ao presidente, e não o são, e isso mostra que estamos agindo”. Valorizando sua presença no governo, diz: “há uma percepção nítida da população de que o governo não está parado”.

A realidade, porém, mostra que a boa performance da administração federal se limita ao campo das palavras. O discurso de Lula e a massiva propaganda do governo aplainam, de certa maneira, os altibaixos que a população vê e condena, como constata o senador José Agripino e qualquer um de nós que anda pelas ruas, conversa e escuta duras críticas ao Presidente. Principalmente na faixa das classes médias é comum ouvir-se censura e reprovação referindo-se ao PT-governo.

O interessante é que a compreensão popular arranha mais o sistema de poder de que ao seu dirigente máximo. A explicação sociológica é direta; primeiro, que toda ação de Lula e seus auxiliares diretos volta-se permanentemente para aumentar sua popularidade, iludindo quem não tem acesso à informação, por ignorância ou falta de meios para adquiri-la. Segundo, é a habilidade com que o sistema de poder consegue transferir para terceiros seus erros e até crimes cometidos no núcleo íntimo da presidência da República.

Mantendo o jogo fraudulento de transferir para a “herança maldita” e deslocar para a população responsabilidades de governo, o resultado favorável a Lula da Silva não retrata a degradação administrativa, a desídia casada com a impunidade, a incompetência e a sobreposição de agentes públicos, a falta de visão do futuro e a falta de honestidade na retórica vazia de Sua Excelência. Perdoem-me os defensores da pesquisa científica, mas não é possível concordar com a pouca influência da intelligentsia nacional na opinião pública tal como sem sendo auscultada.

Se não é mais uma farsa, entre tantas que o PT-governo nos oferta, faz-se necessário um deslocamento das áreas de audiência, porque as pesquisas impressionam e influenciam a atividade política, dando respaldo – pelo menos nos círculos parlamentares – aos arrivistas, oportunistas e degradados sócios do clube da picaretagem no Congresso Nacional.

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FRASE DA VEZ_4/7

“A CPMF pode ser dividida em duas fases: a dos que a criaram e a dos que querem a sua prorrogação. Porém poderá ser extinta se tivermos maioria honesta no Congresso Nacional. Cansei!!!”

Nilson Barroso (discar@barretos.com.br)

3) Ao Debate:

Crise econômica “importada”

“A maior dúvida no momento é se essa reavaliação de risco e o aumento do custo da dívida vão atingir a economia. Na medida em que se acredita que as empresas estão relativamente sólidas, com dinheiro em caixa e menos necessidade de novos empréstimos, o foco da atenção é no consumidor americano. Este sendo o maior endividado do mundo. As dúvidas atuais são: o consumo nos EUA será afetado pelo novo custo dos empréstimos? Haverá impacto no crescimento da economia americana? O Fed vai interferir nesse processo, com receio de ocorrer crise sistêmica?”

Ilan Goldfajn, professor de Economia da PUC-Rio (igoldfajn@cianoinvest.com.br)

2) Ao Debate:

Importância da privatização

“E pensar que cada trabalhador assalariado, do mais humilde ao mais gabaritado, “nesse país”, tem um dia de trabalho descontado por ano a título do famigerado e antidemocrático Imposto Sindical. Não bastasse o prejuízo causado por mais uma paralisação chantagista dos metroviários, temos de sustentá-los duas vezes: pagando seus salários e suas “folgas remuneradas”, que eles chamam erroneamente de greve. Além, é claro, das multas impostas pela Justiça do Trabalho, que eu duvido que algum dia sejam pagas. Até quando? Privatização já”.

Luiz Nusbaum (lnusbaum@uol.com.br)

1) Ao Debate:

Qual a diferença?

“Semana passada o TRE da Paraíba cassou o mandato do governador Cássio Cunha Lima, acusado de distribuir 35 mil cheques de R$ 150 e R$ 200 a pessoas carentes durante a campanha eleitoral. Alguém poderia dizer-me como o presidente Lulla foi reeleito? Não foi com a distribuição de bolsas a famílias carentes nos quatro anos do seu primeiro mandato? Qual a diferença? Com a palavra a Justiça Eleitoral”.

José Carlos Degaspare (degaspare@uol.com.b)

Renan vai ser investigado pelo STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem à noite inquérito para investigar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O pedido havia sido feito horas antes pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. O objetivo é apurar suspeitas de enriquecimento ilícito, uso de documento falso, prevaricação e crimes financeiros atribuídos a Renan.

O procurador quer saber se o senador usou notas fiscais frias para justificar a origem dos recursos para pagamento de pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Souza disse que baseou o pedido de investigação nos autos do processo de quebra de decoro que Renan responde no Conselho de Ética, sob a acusação de ter as despesas pessoais com a filha pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.

Editorial da Tribuna da Imprensa aqui

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Concepção que temos de Estado

“O Estado brasileiro vive ainda, neste início do século 21, uma forte crise em seu modelo de gestão. Parte dela resulta da concepção que temos de Estado. Ainda o vemos como mero gerador de emprego e renda, intimamente vinculado ao sistema clientelista, e a principal demanda que lhe colocamos é a moralização de suas práticas. Acredita-se que, impondo-se-lhe regras cada vez mais detalhadas e de difícil monitoramento, se pode garantir ética em sua forma de atuação. Nada mais ilusório, como mostram episódios recentes.

Não é o número de regras e controles burocráticos que vai assegurar a lisura nos procedimentos. Ao contrário, quando o processo é artificialmente complicado, alguém se lembra de vender uma via rápida. Além disso, a regra não aprisiona a cultura. Se tivermos valores associados à obtenção de caminhos exclusivos, privilégios inaceitáveis para os outros, mas defensáveis no caso particular, e os praticamos em todos os domínios da vida, não será um conjunto intrincado de normas que irá, sozinho, evitar o mau uso de recursos públicos.

Claudia Costin, professora do Ibmec-SP e da Universidade de Quebec (Canadá)

OPINIÃO: A doutora Costin continua mais tucana do que nunca! Responsabilizar – em linguagem acadêmica – o “Modelo de Estado” pela frouxidão da ética, chega a ser engraçado… Adiante, fala em acabar com os “privilégios” para evitar o mau uso dos recursos públicos, o que é hilário! O que ocorre, Doutora, é que os pelegos no poder estão indo com muita sede ao pote, praticando em proveito próprio a “política de resultados” inventada nos sindicatos do ABC paulista… MIRANDA

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FRASE DA VEZ_3/7

“É inconveniente que o senador Renan continue presidindo a Casa no momento em que está sendo investigado. Não é bom para ele. Não é bom para esta Casa. Não é normal vivermos uma crise dessas. Não é”.

Arthur Virgílio, senador