Arquivo do mês: julho 2007
UOL: Vaia e quebra de protocolo no PAN
Os repórteres Bruno Doro e Rodrigo Bertolotto, enviados especiais do UOL para cobrir o PAN no Rio de Janeiro, enviaram esta matéria que bate com o noticiário que exibimos. Confira:
O presidente Lula foi ao Maracanã, acabou vaiado todas as vezes em que apareceu no telão ou foi anunciado. E ainda não cumpriu sua parte no protocolo: fazer o pronunciamento de abertura dos Jogos Pan-Americanos, nesta sexta-feira à noite. Com o microfone na mão na tribuna de honra do estádio carioca e anunciado pelo presidente da Odepa, o mexicano Mario Vasquez Raña, o mandatário brasileiro foi substituído no papel por Carlos Arthur Nuszman, o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).
A cerimônia começou atrasada em meia-hora. Estava marcada para as 17h30, mas iniciou às 18h00. Pelo trânsito em volta do Maracanã, muitas delegações chegaram em cima da hora para a celebração..Apesar da confirmação do comitê organizador, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, não veio para o Rio. Vieram sim os mandatários de Canadá, Panamá, Honduras, Antígua e Barbuda, Aruba e Antilhas Holandesas.Se, nos desfiles das delegações, sobraram vaias para os EUA, a Venezuela e a Bolívia, a Argentina foi poupada. E os aplausos foram para os campeões em simpatia Cuba, Jamaica e México. Os mais animados pareciam os membros das Antilhas Holandesas, pulando o tempo todo.Com um fundo musical de chorinhos, o desfile dos atletas durou 50 minutos. Começou com os argentinos, obedeceu a ordem alfabética, mas encerrou com os anfitriões.A música parou e recomeçou acelerada para o grand finale do desfile brasileiro. O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima entrou pulando portando a bandeira nacional. O público respondeu cantando em coro: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Alguns voluntários pulavam na frente da delegação, mas foram afugentados pelo chefe da delegação brasileira, Marcus Vinicius Freire.A parte musical teve um desfile da chamada “nova MPB”, com Arnaldo Antunes (autor da canção-tema do Pan), Chico César e Adriana Calcanhoto, Cordel do Fogo Encantado e Daniela Mercury. Já a veterana Elsa Soares ficou com a incumbência de cantar o hino brasileiro em versão personalizada. O play-back imperou na cerimônia, mesmo na parte em que a batucada da Beija Flor participou, encobrindo o som ao vivo. No segmento artístico, ao som de músicas clássicas, as apresentações mostraram a floresta (peças de Vila Lobos) com um carro alegórico em forma de jacaré dando a volta no Maracanã. Depois veio um trecho que representou o mar, com bailarinos simulando as ondas e dois barcos, o tema foi a carioquíssima bossa nova, Tom Jobim e Vinicius de Morais. Entraram dançarinos como fantasiados de banhistas e outros segurando bandeiras com o desenho do calçadão de orla.O momento de descanso veio com a gaúcha Adriana Calcanhoto cantando músicas de ninar, sentada com violão em um carro alegórico em forma de cadeira. Na seqüência, veio a parte nordestina com bonecos de Olinda, maracatu e o grupo Cordel do Fogo Encantado.Ao final, veio discurso de Carlos Arthur Nuszman (presidente do COB) defendendo a realização das Olimpíadas no Brasil, em um discurso longo entrecortando em três idiomas (português, espanhol e inglês). A atleta de taekwondo, Natália Falavigna fez o juramento do atleta. Outras duas xarás participaram também da festa. A atriz Nathalia Timberg recitou poema de Arnaldo Antunes, enquanto a miss Brasil 2007, Nathalia Guimarães, portou a bandeira brasileira no centro do palco montado no Maracanã.Na saída, Lula saiu no mesmo carro do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho. A fisionomia dos dois contrastava muito. O presidente cabisbaixo, e o governador sorridente. Lula almoçou nesta sexta com os atletas na Vila Pan-Americana e era esperado que ele entregasse a primeira medalha a ser dada, neste sábado, na prova da maratona aquática – o que pode não acontecer.
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Cariocas vaiam Lula da Silva
Pela primeira vez na história dos Jogos Panamericanos um presidente de país sede deixa de declarar solenemente os jogos, como ocorreu no início da noite de hoje no Maracanã, quando o Brasil inteiro assistiu pela televisão Lula da Silva de microfone na mão sem falar. Foi aconselhado por Sérgio Cabral a não fazê-lo para impedir a personalização das vaias que por quatro vezes foram dadas à menção do nome do Presidente. Na foto (Portal Terra) nota-se o constrangimento de Sua Excelência, ao lado da primeira dama, Marisa.
CONVITE
PRÊMIO FAPERN DE JORNALISMO
O Governo do Estado do RN, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Fundação de Apoio à Pesquisa do RN – FAPERN convidam para o lançamento do Prêmio FAPERN de Jornalismo, dia 17 de julho de 2007, às 8h30 no requinte Buffet – Rua Dracon de Albuquerque, 113 – Abolição – Mossoró/RN O Prêmio FAPERN de Jornalismo foi criado com o objetivo de estimular o trabalho jornalístico de divulgação da ciência, da tecnologia e da invenção e reconhecer sua importância na difusão do saber científico.
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FRASE DA VEZ_9/13
“Sem cair no hábito brasileiro de ser mal-agradecido, no Rio temos o direito de perguntar: por que foi necessário o Pan, um evento de duas semanas, para Lula autorizar o gasto e o Tesouro Nacional a liberar o dinheiro?”
Jânio de Freitas, jornalista
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Quem vaiou Lula da Silva na abertura do PAN?
Várias frações do movimento popular carioca aproveitaram a oportunidade para se manifestar: protestos, apelos e conclamações várias foram levantados pacificamente. Até os integrantes do movimento anti-pan, que por volta de 11h da manhã, saíram ruidosamente das calçadas da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegaram às 16h30 ao Maracanã manifestaram-se dentro da ordem. Eram em sua maioria de jovens que gritaram “Pra rico Pan é esporte, pra favelado é porrada e morte.
Destacaram-se membros dos movimento sem terra e movimento dos sem teto. Vieram também os militantes do Movimento Bolivariano, tendo à frente o Círculo Bolivariano Leonel Brizola; os defensores das nações indígenas do Instituto Tamoio, que ocupa desde 1996 a antiga sede do Museu do Índio e grupos religiosos como o Jocum – Jovens com uma missão –, que soltaram balões com a frase “O que é integração para você?”; e o “PAN” – Presbiterianos Abençoando Nações.
Quando a multidão vaiou Lula da Silva, um repórter entrevistou o índio Luiz Xohã, um dos mais antigos ocupantes do Museu do Índio, que pareceu contrariado quando perguntado sobre o PAN, respondeu: “Para o comércio, acho que o Pan é bom. Mas eles estão gastando um absurdo de dinheiro e não tenho certeza se essa verba vai retornar para a população”.
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O povo carioca não deixou Lula da Silva falar
Todo mundo viu Lula da Silva com o microfone na mão para dar como abertos os jogos do PAN, mas ele não falou. As vaias não deixaram, e desta vez dirigidas explícitamente. Até Galvão Bueno, o maior babão do mundo, não entendeu. Nem justificou. (MS)
PAN: Vaias para Lula da Silva, Sérgio Cabral e César Maia
Quando discursou na abertura solene o presidente do comitê, Arthur Nuszmann, repetiu-se a grande vaia – maior do que a primeira – no momento em que o orador se referiu às autoridades presentes. Ao citar o nome de Lula, os apupos foram ensurdecedores e veio mostrar a habilidade política do Presidente: ele deveria, pela programação ir ao centro do campo, mas desistiu. À última hora a programação foi adaptada ao “recuo” de Lula, temeroso de uma vaia que seria pessoal e intransferível. Sérgio Cabral e César Maia receberam também o seu quinhão de repúdio. Esta é a verdadeira pesquisa. Quem não acredita na propaganda, ficou satisfeito. (MS)
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FRASE DA VEZ_9/13
“O Pan chegou em boa hora de estresse nacional, e esperamos que seja um veranico carioca, férias alegres e tudo o esplendor do sol, areia e mar”.
José Sarney, da Academia Brasileira de Letras
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Lula vaiado. Até a Argentina passou incólume…
A vibração popular com o desfile das 43 representações de nações das três Américas e do Caribe foi num crescendo impressionante. A maior alegoria da abertura do PAN foi, sem dúvida, a massa que lotou o Maracanã. Com a entrada da delegação brasileira, o povo foi ao delírio, com aplausos e vivas. A vaia foi só para Lula da Silva. Até a Argentina – eterna rival do Brasil – foi poupada. Quem assistiu comprova. (MS)
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FRASE DA VEZ_8/13
“Para a América Latina, a opção é clara: integração ou atraso”
André Franco Montoro, ex-ministro de Estado
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