Arquivo do mês: julho 2007

Brasil derrota os EUA e se classifica para a final

Brasileiras comemoram vitória que valeu a classificação para a final do Pan!
Em sua melhor apresentação nos Pan-Americanos do Rio de Janeiro até agora, a seleção brasileira feminina de vôlei derrotou os Estados Unidos por 3 a 0 (parciais de 25-13, 25-20 e 25-20) no ginásio do Maracanãzinho pelas semifinais e se classificou para a decisão do torneio. Nesta quinta, o Brasil vai enfrentar o ganhador do confronto entre Cuba e Peru.

Fonte: Uol News

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“É pior do que se imagina”

Vejam a intensidade da emoção de Gilberto Dimenstein, que vai do particular para o geral, levantando a causa “oficial” – sem trocadilho – das mortes por omissão do governo “neste País”. Aspas para Gilberto:

“Raras vezes em nossa história vimos um acidente tão espetacularmente trágico como o choque do avião em Congonhas, mas, de certa forma, é uma rotina brasileira. Somos vítimas diárias dos mais diferentes tipos de descuidos e de irresponsabilidades que conduzem a pequenas, grandes e médias tragédias, devido basicamente à nossa baixa de cidadania –o que se traduz em irresponsabilidade.

Morrem milhares de pessoas nas estradas simplesmente porque a sinalização não é boa, as pistas não estão bem conservadas ou não se fiscaliza quem está com alto teor alcoólico no sangue. Vemos, neste momento, a dificuldade que é limitar a propaganda de cerveja. Vivemos um clima de guerra civil nas cidades porque não se prestou a atenção na educação, na inclusão de jovens e no aperfeiçoamento da segurança. Morrem milhares de crianças por falta de condições básicas de saúde, fáceis de serem atendidas. Estamos vendo a volta de doenças como tuberculose. A cada dia, só na cidade de São Paulo, morre um motoboy, vítima não só dele próprio, mas também da selvageria da falta de controle.

Se formos olhar porque somos um país tão potencialmente rico, mas tão pobre, veremos que temos tragédias evitáveis apenas porque deixamos para depois o conserto de uma pista.

Gilberto Dimenstein, do Conselho Editorial da FSP

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ALEGRIAS E TRISTEZAS

Antes do início da partida, as jogadoras e o público fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM que se chocou com um prédio na tarde de terça-feira em São Paulo. Por um minuto, todo o Maracanãzinho ficou calado. As atletas brasileiras atuaram com uma fita preta amarrada ao braço esquerdo.

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FRASE DA VEZ_12/18

“Quem quer o poder tem o dever e a obrigação de dar total segurança, em qualquer área, à população. A corrupção está acabando com as esperanças do povo brasileiro e esta tragédia é uma das conseqüências. Fora, Lulla, com seus asseclas e todos os políticos que rezam pela mesma cartilha. Meus sentimentos aos familiares das vítimas deste acidente”.

Eduardo Resstom, (fazcar@uol.com.br)

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Quando vai ser o próximo?

Vamos abrir aspas para a jornalista Eliane Cantanhêde, da Folha OnLine, analisando com lucidez a tragédia anunciada com o Airbus da TAM e os atores políticos na cena:

“A cada nova crise nos aeroportos, a cada novo movimento dos controladores, a cada derrapada de avião, a cada pane no sistema de rádio ou nos radares, uns sempre diziam e outros sempre pensavam: “Quando vai ser o próximo acidente?” Foi na terça-feira, menos de dez meses depois da queda do Boeing da Gol que se chocou com o jato Legacy nos céus de Mato Grosso, matando 154 pessoas e implodindo a credibilidade do sistema aéreo no Brasil. Até hoje, era o maior acidente da história da aviação brasileira. Não é mais.

O controle de aproximação autorizou o pouso, o avião tocou o solo e não parou. As circunstâncias eram todas desfavoráveis: chovia, a pista estava escorregadia, a reforma mal (em duplo sentido) terminou e, afinal das contas, não pode ser pura coincidência que o maior acidente da história acontecer exatamente em Congonhas, no dia seguinte à derrapagem de um pequeno avião da Pantanal. É o aeroporto mais congestionado do país, há décadas se sabe que é inviável e os relatórios oficiais já acendiam o sinal amarelo havia meses. Qualquer um sabe disso, no governo civil, na Aeronáutica, na Infraero, na Anac, nas companhias. Mas ficaram todos esperando ocorrer o pior. Ocorreu.

Resultado: em Brasília, o clima é de total empurra-empurra. O ministro da Defesa, Waldir Pires, estava justamente numa audiência com Lula para discutir o orçamento da Força Aérea, mas, como sempre, foi o último a saber do acidente. Já em casa, teve de voltar ao Planalto. A Aeronáutica diz que não tem nada a ver, porque desta vez o controle de tráfego aéreo não tem nenhuma responsabilidade. E joga a culpa na Infraero, que cuida da infra-estrutura dos aeroportos, e na Anac, a agência civil que substituiu o antigo DAC e que não tem força -talvez nem vontade – de enfrentar as companhias para de fato regulamentar o setor e definir a malha aérea brasileira.

O que explodiu não foi só o Airbus da TAM. Foi também o resquício de credibilidade que ainda sobrava do sistema de vôo no país e a capacidade de o governo, no seu conjunto de órgãos responsáveis, gerir a situação. O que há é o caos. Junto com a dor, a perplexidade e a sensação de que não tem mais conserto. Desculpe, mas o que todo mundo agora se pergunta é: “Quando vai ser o próximo?”

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FRASE DA VEZ_11/18

“Mais de 300 pessoas morrem em conseqüência de acidentes aéreos em curto espaço de tempo. Fatalidade? Absolutamente, não! Foram previsíveis e, por isso, evitáveis. Há cinco anos o Brasil sofre com desgoverno, infiltrado que está por incompetentes em todos os níveis. Não se contentaram em cobrar os maiores impostos do mundo para encherem os próprios bolsos. Agora são vidas! Mais três anos…” “Nunca antes nesse país”…

Fernando de Mattos Barretto (fmbar@terra.com.br)

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INTERNAUTAS SE PRONUNCIAM

Será que a Marta está “relaxando e gozando”?

Essa foi a pergunta de uma internauta do grupo Yahoo/governo e política. Recebeu várias respostas, mas uma delas resolvemos publicar. Eis:

“Assim como as estradas do Brasil, a pista foi liberada para fins eleitoreiros – não estava pronta, mas para mostrar trabalho , libera.

PRAZO, DIA E HORA! Quantas vezes você ouviu essa fala esse ano e ano passado?
Essa é a nossa vergonha, estamos nas mãos de pessoas frias e cínicas!” (MS/Yahoo)

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Lula da Silva se esconde, José Serra aparece

Coincidência ou não, Lula da Silva mandou a Polícia Federal investigar as obras de recuperação da pista de Congonhas. A PF, apesar de se envolver em polêmicas, consegue ao meio de tanta incompetência governamental impor-se como um dos órgãos mais eficientes do Estado Brasileiro. A medida arma os aliados do PT-governo de argumento contra a acusação de inação do governo no tráfego aéreo, cujos órgãos condutores, Anac e Infraero estão aparelhados pelos petistas.

Apesar das tentativas de eximir o governo de responsabilidades na tragédia do Airbus, o Presidente sofre a acusação de omissão, quando outra personalidade política participa do cenário aberto pelo desastre: o governador tucano José Serra, potencial candidato à eleição presidencial de 2010. Nas primeiras horas do acidente, enquanto Lula se fechava no Palácio com ministros e deixava a tarefa de enfrentar as câmeras para seu porta-voz, Serra estava na cena do desastre, ao vivo, nas TVs, lamentando que as chances de sobreviventes fossem quase zero. Além disso, o Governador de São Paulo tem a seu favor declarações defendendo o fechamento do Aeroporto durante as investigações, que cobrou ser “rigorosas” por parte do PT-governo, como determinou que a Polícia de São Paulo o fizesse.

(BBC/BR, Portal Terra, MS)

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FRASE DA VEZ_10/18

“O acidente com o Airbus da TAM em São Paulo tem potencial de provocar estragos políticos e de imagem inéditos no governo Lula”.

Asdrúbal Figueiró, jornalista

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Voamos com menos segurança neste (des)governo

“São os tempos petistas. Chegou a hora de morrer calado. Chegou a hora de sofrer em silêncio. O curioso é que o próprio Lula, a despeito do que dizem os seus puxa-sacos, sentiu à distância o calor das chamas e se apressou em reunir o tal gabinete de crise. É claro que ele sabe ter tudo a ver com isso. Com isso o quê? Com a tragédia? Em certa medida, sim. Os brasileiros passaram a voar com muito menos segurança no seu governo. E as respostas ficaram todas entre a inércia e o cinismo”.

Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro

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