Arquivo do mês: julho 2007
PF autorizada a investigar provas de Renan
Depois de várias manobras protelatórias, a Polícia Federal recebeu finalmente o ofício do ministro da Justiça, Tarso Genro, autorizando o início da nova perícia nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para provar a origem dos recursos da pensão paga à jornalista Mônica Veloso, com a qual tem uma filha.
O trabalho, porém, não pôde começar ainda porque a Mesa do Senado não anexou ao pedido o principal os documentos a serem periciados; esta omissão deu mais um fôlego aos aliados de Renan que têm adiado ao máximo a análise dos documentos. Na primeira perícia, realizada há três semanas, a PF considerou inconsistentes os documentos – notas fiscais, faturas e guias de transporte de animais – com os quais Renan alega ter faturado R$ 1,9 milhão com a venda de gado nos últimos quatro anos.
Pelos termos do ofício, assinado pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana, a Polícia Federal deve responder 30 questões relacionadas aos documentos e a legalidade das operações de venda de gado de Renan. O Ministro da Justiça repassou na íntegra o pedido do Senado à PF;. a investigação ficará restrita aos apontados pelo Conselho de Ética. A PF sugeriu um prazo de 20 dias a começar do recebimento de todo o material a ser periciado, inclusive os novos documentos anexados por Renan. (Pelos jornais)
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CPI DO APAGÃO
Falta coordenação no governo, diz relator da CPI, que vai analisar acidente da TAM
O relator da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, Marco Maia (PT-RS), criticou nesta quinta-feira o que chamou de falta de coordenação e articulação do governo para lidar com a crise aérea, agravada com o acidente do avião da TAM.
– O nosso limite já foi ultrapassado. Está faltando coordenação, articulação. Não há mais como suportar essa situação e a indecisão por parte do governo. A crise chegou ao limite máximo. O governo precisa retomar o controle na questão da infra-estrutura aeroportuária – disse.
O deputado também comentou possíveis demissões no comando do setor aéreo do país:
– Quem decide sobre demissões é o governo. O papel de coordenação (da crise) é do Ministério da Defesa. Se o ministro não tem instrumentos para isso, talvez esse seja o problema – disse Marco Maia, que pediu ainda uma solução para o aeroporto de Congonhas:
– Ele precisa passar por reformulação urgente. É preciso novos investimentos que dêem conta do presente e do futuro.
Os integrantes da CPI do Apagão na Câmara vão se reunir na sexta-feira, mesmo com o recesso do Congresso. A pauta, segundo o relator, incluirá a convocação de depoimentos.
Deverão ser convocados o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Kersul Filho, e o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, além de controladores do tráfego aéreo que trabalhavam em Congonhas no momento do acidente.
O relator também avalia a possibilidade de integrantes da comissão viajarem para Washington para acompanharem a análise das caixas-pretas.
Fonte: Agência Câmara
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FABÍOLA MOLINA É PRATA NOS 100 m COSTAS
A brasileira Fabíola Molina conquistou a medalha de prata nos 100 m costas da natação. Com o tempo de 1min02s18, ela melhorou o recorde sul-americana que já lhe pertencia. A marca anterior era de 1min02s26.
Fonte: Fernanda Brambilla
Enviada Especial do UOL
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FRASE DA VEZ_6/19
“Perguntar não ofende: ministra Marta, e agora, dá para relaxar e gozar? Diga isso aos parentes dos passageiros do vôo 3054. Ah, senhor. presidente, aproveitando, qual era mesmo o dia e a hora para a crise acabar? Infelizmente, um pouco tarde, não?
Joaquim Ferraz Junqueira, (kimjunqueira@gta.com.br)
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Mais uma vez…
“O governo do presidente Lula está subestimando a crise do transporte aéreo brasileiro. No espaço de dez meses ocorreram dois acidentes gravíssimos, em que centenas de vidas foram ceifadas por incompetência das nossas autoridades. E o presidente, seus assessores e partidários ainda dizem que as vaias no Pan foram orquestradas. Os três dias de luto decretados pelo presidente, em homenagem aos mortos, não farão diferença nenhuma: nem a eles, nem aos seus familiares, nem a nós, que continuaremos reféns desse governo omisso que nada vê, nada ouve, nada sabe e nada faz. Chega de mortes!”
M. Quitéria de Medeiros S. Joaquim (puraci@yahoo.com.br)
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Thiago Pereira é ouro nos 200m costas
O nadador Thiago Pereira falou que o esforço foi recompensado. “Não tem como ser melhor do que isso. Meu primeiro objetivo era chegar ao Pan e conquistar ao menos um ouro. Já consegui três e estou bastante feliz”, disse.Com mais quatro provas pela frente, Thiago Pereira promete superação, mas já pensa no descanso. “No domingo, a única coisa que eu vou querer é descansar. Não vou agüentar nem sair do quarto”, disse.
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Crime monstruoso em Congonhas
Anac + Infraero + companhias aéreas gananciosas = 200 mortos. Como piloto, desejo que as “autoridades” e “empresários” que por desinteresse, incompetência, corrupção e ambição causaram este crime monstruoso que foi o acidente em Congonhas sofram todas as conseqüências. Ao menos uma vez, que recebam a mais severa punição e carreguem pelo resto da vida a responsabilidade por tantas mortes.
LUIZ SOUZA (airluizcarlos@bol.com.br)
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FRASE DA VEZ_5/19
“E agora? Nenhuma investigação ressuscitará os 200 mortos, mas poderemos evitar as mortes em série de outros 200 por dia. Já se sabia que o grande vilão (ou vilã) era o que se chamava de “ranhura” da pista de Congonhas. A Infraero e a Anac estão cheias de relatórios sobre o perigo e a insegurança dos vôos em Congonhas”.
Hélio Fernandes, jornalista
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Brasil fecha participação no remo com prata
O remo brasileiro encerra a sua participação no Rio-2007 com três medalhas, sendo a prata do oito com e os bronzes no skiff simples, com Marcelus Marcili, e no dois sem, com Anderson Nocetti e Allan Bittencourt. O desempenho, porém, é pior em relação a Santo Domingo-2003, quando os remadores voltaram da República Dominicana com seis medalhas. O Brasil não conquista ouro na categoria desde 1987.
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O sistema aeronáutico brasileiro
A crise no transporte aéreo brasileiro tem suscitado críticas e opiniões de toda ordem, algumas sensatas, outras interesseiras ou sem base racional. Poucas abordam sua razão estrutural: a desarmonia entre as várias interveniências no setor.O sistema aeronáutico brasileiro nasceu por volta de 1940 e, por se tratar de inovação a ser desenvolvida a partir do quase nada, suas várias vertentes foram agrupadas no Ministério da Aeronáutica, então criado: defesa nacional (a união das aviações militar e naval), aeroportos, linhas aéreas, indústria (precaríssima à época), formação de pessoal, segurança e até aeroclubes, tudo no esquema doutrinário da unificação, cuja lógica respondia ao problema e por mais de 60 anos prestou bons serviços ao País no multifacetado campo aeronáutico. Era de esperar que algum dia esse esquema viesse a sofrer ajustes, e realmente os sofreu, mas de forma imperfeita: substituímos uma concepção basicamente correta pela desarmonia que vem gerando dificuldades.
De fato, a ajustagem ao novo Brasil deveria ter sido feita no respeito a um parâmetro fundamental: a manutenção institucional da coordenação integradora – o que não ocorreu. Três organizações, na prática autônomas, dividem hoje a responsabilidade pelo sistema aeronáutico civil: o Comando da Aeronáutica (controle do espaço aéreo, investigação de acidentes, pesquisa e desenvolvimento), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac – regulação técnica e econômica) e a Infraero (infra-estrutura aeroportuária). Essa organização não é irracional em tese: desde que o planejamento do todo seja coordenado, a execução do planejado admite autonomia administrativa. Mas na situação criada as três organizações não parecem estar sendo de fato coordenadas, aparentam agir em função de suas perspectivas e interpretações.
Washington Carlos de Campos Machado, major brigadeiro-do-ar (R1)
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