Arquivo do mês: julho 2007

BRASIL GOLEIA DOMINICANAS

A seleção feminina de handebol passeou em sua semifinal contra a República Dominicana e, com vitória por 46 a 13, aguarda seu adversário na final do torneio dos Jogos Pan-Americanos.

A outra semifinal será ainda nesta quinta-feira, entre Cuba e Argentina, às 22h. As cubanas terminaram a fase de grupos em segundo lugar, com apenas uma derrota, justamente para o Brasil. Do outro lado da chave, a Argentina terminou a fase inicial invicta.

Se Argentina vencer, o Brasil repetirá a final de Santo Domingo-03, quando conquistou o bicampeonato da competição.

Desestruturada, a República Dominicana dnão ofereceu perigo às brasileiras desde o início da partida, e o Brasil abriu 5 a 0 nos primeiros minutos de jogo. Com total controle do jogo, as brasileiras abriram 15 a 4 na primeira metade do primeiro tempo.

Com espaços, as jogadoras investiram em chutes com belos saltos e lançamentos longos certeiros da goleira Darly para Dani Piedade e Viviane Jacques. Sem estatura, as dominicanas fizeram com que o técnico Juan Oliver até alternasse Duda Amorim e Aline em quadra, as mais altas da equipe. Do lado dominicano, Sem passar nenhum aperto, o Braisl fechou a primeira etapa com 24 a 6.

Fonte: Uol News

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Acidente ou assassinato?

Assassinato. É assim que defino o que aconteceu em Congonhas. Todos os que tiveram a vida ceifada foram vítimas do descaso, da incompetência, da ganância e da corrupção. O descaso, todos sabemos, levou o sistema aéreo brasileiro à falência. A incompetência liberou uma pista que não poderia jamais ser utilizada. A ganância e a corrupção levaram para mãos de poucos o dinheiro que poderia ter sido usado em equipamentos, salários dignos, reformas que proporcionassem maior segurança a todos.

Estes mesmos assassinos já fizeram outras vítimas – pessoas que deviam estar dormindo, conversando, rindo ou trabalhando – a bordo do avião da Gol e as que seguiam seu destino quando o buraco do Metrô soterrou seus sonhos. Estamos mesmo reféns da violência. De um lado, bandidos com armas prontos para roubar e matar em qualquer esquina da vida. De outro, assassinos sem armas que tramam pelos corredores do poder. Ao menos aqueles se arriscam, põem sua cara para bater, assumem o que são e ponto final. Os demais nunca têm culpa, são sempre vítimas e culpam pelos seus crimes os que já morreram e jamais se poderão defender. Que pena que chegamos aonde chegamos!

Franz Keppler (franzkeppler@hotmail.com)

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POLÊMICA NA VITÓRIA DE CUBANO

Juiz cubano, naturalizado americano, tira vitória de Schlittler Hector Estevez. Ele foi um dos pivôs da polêmica decisão dos pesos pesados do judô nesta quinta-feira, no Riocentro.
O brasileiro João Gabriel Schlittler acabou com a medalha de prata, atrás do cubano Oscar Brayson.

Após empate na luta e no desempate, Brayson foi declarado vencedor por dois dos três árbitros. Estevez foi um dos que escolheu o cubano como vencedor. Insatisfeito, Schlittler reclamou do fato após a premiação.

“Isso é um problema, sim. Se pelas regras os árbitros não deveriam ser dos países que estão lutando, então é um problema que ele tenha trabalhado na final”, disse o brasileiro, de 22 anos.

Brayson preferiu não continuar a polêmica. “Não vejo problema nenhum (no fato de Estevez ter nascido em Cuba). O árbitro fez o trabalho dele e viu que eu ganhei”, disse o cubano, que logo após o combate tinha reclamado. “Eu deveria ter ganhado no tempo normal de qualquer jeito”.

Técnico da equipe masculina do Brasil, Luiz Shinohara evitou criticar ainda mais a arbitragens, mas deu a entender que, em sua opinião, Schlitter também merecia ter pontuado no tempo normal, que terminou sem pontos.

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Lula vai à TV anunciar novo pacote

“Amanhã à noite em rede nacional de rádio e TV Lula da Silva vai expressar novamente seu pesar pelo acidente com o Airbus da TAM, e, na oportunidade, deverá anunciar medidas para reforçar a segurança aérea no Aeroporto de Congonhas, cujos problemas simbolizam a crise geral do tráfego aéreo nacional. Lula fechou-se no Palácio do Planalto após seu porta-voz apresentar condolências às famílias das vítimas e coordenou diversas reuniões com assessores, analisando as responsabilidades administrativas do governo e buscando soluções para os problemas mais visíveis. Mostrou o interesse de só aparecer em público levando propostas concretas para oferecer. Hoje, no final da tarde, o novo pacote ficou pronto.

As medidas serão anunciadas amanhã à noite por Lula, depois de discutidas pelo Conselho Nacional de Aviação Civil, que estará reunido especialmente para ouvir o relatório presidencial. São membros do Conac os ministros da Defesa (Presidente), Relações Exteriores, Fazenda, Turismo, Indústria e Comércio Exterior, além do chefe da Casa Civil e do comandante da Aeronáutica. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que ajudou a formular parte das medidas, não participa desse órgão.

O pacote deve incluir, entre outros itens, redução dos vôos em Congonhas; transferência das operações com jatinhos executivos para outros aeroportos; diminuir a tonelagem das aeronaves usadas em vôos comerciais e restringir o desembarque, embarque e armazenagem de carga em Congonhas. Outras propostas poderão ser apresentadas, correndo o boato da demissão dos dirigentes da Anac, Infraero e do próprio ministro da Defesa, Waldir Pires”.

(Uol News, BBC/BR, AE, MS)

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FRASE DA VEZ_13/18

“Independentemente do que causou o acidente, o governo precisa rever o sistema de gestão aérea do país. O presidente Lula tem de achar soluções. Do jeito que está, em termos de gestão interna, não pode ficar”

Renato Casagrande, senador

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Fosse este país mais civilizado…

“Incrível o que acontece atualmente no Brasil. A imprensa denuncia os mais escabrosos escândalos, as mais descaradas maracutaias, os mais perigosos problemas, lista os riscos, antecipa as conseqüências, e as autoridades nada fazem, não tomam outra atitude senão tentar desmerecer e desqualificar os assuntos ou a pauta na mídia nacional. Tratam os jornalistas e suas fontes como ignóbeis, débeis mentais, e todo mundo engole a manobra. No caso da mais recente tragédia com o avião da TAM, uma avalanche de discursos e anúncios de “medidas emergenciais” deve ser ouvida, principalmente vinda de Brasília, que, com certeza, mais uma vez repetirá um filme a que assistimos há anos e pode ser classificado como drama ou terror. Fosse este um país mais civilizado, culto e com um povo menos anestesiado, tudo o que a imprensa já denunciou teria resultado em mudanças drásticas – democráticas, mas drásticas e sérias, o que, infelizmente, não veremos, mais uma vez…”

Paulo Sérgio do Vale Quaresma, (paulodovale@uol.com.br)

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Nunca antes na história deste país…

“É grave a sucessão de escândalos que se abate sobre o país. Não me refiro apenas ao prejuízo material causado pela corrupção, que desvia verbas de setores tão importantes e carentes como educação, saúde e infra-estrutura, mas também aos danos morais. Constatar que “políticos não têm jeito mesmo” é o primeiro passo para garantir que políticos não tenham jeito mesmo –e que o país permaneça como e onde está.

O desencanto com a política, à medida em que nos torna cada vez mais céticos em relação à viabilidade do sistema representativo e à própria natureza humana, ganha força de profecia auto-realizável. E não é necessário puxar pela memória para perceber que a coisa está feia: mensalão, vampiros, sanguessugas, caso Renan, caso Roriz, para citar apenas os mais ilustres e recentes. Não sou daqueles que idealizam uma Idade de Ouro perdida. Embora a sensação seja a de que “nunca antes na história este país foi tão corrupto”, creio que as coisas são um pouco mais complicadas”.

Hélio Schwartsman, jornalista

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Juiz federal intima Anac e Infraero

“O juiz federal Clécio Braschi, da 8ª Vara Cível de São Paulo, decidiu intimar a Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a se manifestarem sobre a ação civil pública proposta ontem pelo Ministério Público Federal que pede o fechamento total do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) até que a perícia ateste as condições de segurança do terminal.
Segundo a Justiça Federal, em razão da urgência, o magistrado determinou a expedição de uma carta precatória à Justiça Federal de Brasília (DF) –onde os representantes dos dois órgãos devem ser ouvidos. O prazo para Infraero e Anac responderem à intimação é de 72 horas a partir do primeiro dia útil após o recebimento da intimação, o que pode ocorrer ainda hoje, 19.jul.07″.

Folha On-line

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FRASE DA VEZ_12/18

“Em termos práticos e objetivos, mais condizentes com o espírito de São Paulo, o que houve em Congonhas não parece parte da crise aérea, cuja solução não está nem ao menos encaminhada – quase um ano depois de sua evidência mais gritante”

Jânio de Freitas, jornalista

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Procuradoria-geral: Anac e Infraero são as responsáveis

“O procurador da República Márcio Schusterschitz afirmou que o acidente com o vôo JJ-3054 da TAM, independentemente das causas, foi uma tragédia típica do Aeroporto de Congonhas. “Dentro desse contexto o Ministério Público atribui as responsabilidades do acidente a quem tem o aeroporto nas mãos, ou seja, a Anac e a Infraero”. Schusterschitz enviou ontem, junto com a procuradora Fernanda Taubemblatt, um pedido para o que a Justiça interdite Congonhas.

Para ele, é necessário fechar o Aeroporto porque o terminal tornou-se “uma aventura arriscada” e também porque as causas do acidente ainda não foram determinadas e assim ninguém poderá predizer se as pistas voltarão a provocar acidentes. “Isso, dentro de um contexto muito perigoso, porque o Aeroporto está localizado em uma zona urbana, que tem excesso de vôos e é vítima de falta de atitudes na resolução dos problemas que apresenta”, afirma.

Schusterschitz comenta que não tem condições de avaliar se a Justiça acatará o pedido do Ministério Público Federal, e negou que o acidente seja usado pelo órgão como argumento para o pedido de fechamento do terminal. “O que queremos é evitar que outros acidentes ocorram novamente. Não sei se o acidente aumenta a possibilidade de sucesso na Justiça, mas aumenta a necessidade de ação do MP. O acidente infelizmente mostrou que mais do que dinheiro e mais do que retórica, o Aeroporto de Congonhas mata”, concluiu”.

(Portal Terra, Agência Brasil, MS)

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