Arquivo do mês: julho 2007

Em defesa das minorias

Pela coragem de enfrentar as farisáicas patrulhas do “politicamente correto”, trouxe aos amigos e amigas deste Blog, um delicioso comentário do jornalista honesto e meu amigo Carlos Chagas. Abre aspas:

O século XXI destina-se a passar à História como o século das minorias. negros, índios, idosos, deficientes físicos, homossexuais e outras categorias do gênero humano jamais se viram tão protegidos como agora. Só que há uma exceção. Perseguidos, discriminados, humilhados, estão sendo os fumantes, apontados como réprobos, criminosos, cidadãos de segunda classe.
Fumar faz mal à saúde? Faz. Fumar mata? Mata. Mas automóvel também mata, e bem mais. Por causa disso, vamos voltar ao tempo das carruagens? Até livro mata: basta passar debaixo de uma estante quando ela estiver desabando.
Durante séculos fomos nós, os fumantes, estimulados a fumar. Fumar era o sucesso. Era elegante. E rendia lucros fabulosos aos fabricantes de cigarros, como ainda rende até hoje. É lógico que não se deve fumar em ambientes fechados, como elevadores, salas de cinema, locais refrigerados e hospitais.
Mas obrigar a que não se fume nas ruas, em nossas casas, em nossos carros, em bares e restaurantes onde se estabelecem áreas para fumantes e para não fumantes, isso é perseguição, discriminação e humilhação.
Além de tudo, é farisaísmo, porque se querem mesmo acabar com os fumantes, que acabem primeiro com as fábricas de cigarros. Mas aí, não. Elas pagam mais impostos do que qualquer outra atividade econômica. Mexer no pulmão dos outros pode, mas mexer no bolso, de jeito nenhum.
Fumantes de todo o mundo, uni-vos. E, por sinal, alguém tem fogo?

10_FRASE DA VEZ

“Os últimos dias demonstraram que sua (dele, Renan) presença no cargo acaba interferindo no Conselho. Continuo achando que é uma decisão pessoal, mas já está na hora de ele começar a pensar um pouco na instituição”

Renato Casagrande, senador

Novo ataque do PT-governo à liberdade dos brasileiros

Encontra-se na Presidência da República um documento encaminhado pelo Gabinete de Segurança Institucional – GSI e sua subordinada Agência Brasileira de Inteligência – Abin, que será analisado pelo presidente Lula da Silva, dirigentes dos órgãos peticionários e assessores designados para tratar dos rumos do serviço brasileiro de inteligência. O material traz as justificativas de uma proposta de mudanças na legislação que permita aos agentes da Abin fazer escutas em telefones e ambientes.

Entre os considerandos, imaginem, fala em prevenção para que o PT-governo não seja pego de surpresa por ações “subversivas”, como a invasão da usina hidroelétrica de Tucurui por militantes da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens. Anote-se que a investigação inicialmente se destina aos movimentos populares, mas fatalmente virá depois aos intelectuais, personalidades políticos,professores, artistas e escritores. Originariamente, também, o compromisso do general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que quer dotar a Abin de ouvidos, de que “não queremos acesso à escuta ambiental indiscriminada. Queremos ter essa capacidade para combater, por exemplo, a espionagem”.

A Abin é subordinada ao GSI. Agradecido pelo apoio, Márcio Buzanelli, presidente da agência herdeira do SNI fala com entusiasmo que a autorização para escutas legais “será um marco na evolução do trabalho da Abin”. No começo, claro, as escutas não serão indiscriminadas, mas na medida em que os espiões pegarem gosto pela coisa, o leque vai se abrir. Além de monitorar às ameaças de espionagem industrial nas empresas estratégicas, e para defender a agricultura e a pecuária contra sabotagens, vão querer saber onde andam, de quem se acompanham e o que falam e escrevem os opositores do PT-governo. Não é por acaso que GSI e Abin solicitam também a ampliação dos quadros funcionais, aumento de salários e proteção da identidade dos agentes… Herr Goebles começou assim. De mansinho.

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9_FRASE DA VEZ

Muitos dos que falam hoje em nome de uma causa pública — seja no Congresso, seja na imprensa, para citar dois palcos importantes — começam por não permitir que a luz da razão distinga as diferenças

Reinaldo Azevedo, articulista e blogueiro

Ongs assaltam verbas do Ministério da Educação

Um esquema de desvio de verba que envolve organizações não-governamentais credenciadas pelo Ministério da Educação foi descoberto pela reportagem investigativa do Jornal da Tarde. Crédito para os repórteres Álvaro Magalhães e Josmar Jozino que fizeram uma compensadora garimpagem na liberação de R$ 20 milhões para entidades que se propõem erradicar o analfabetismo para delapidar o Erário. Análise das contas do ministério foi acompanhada pelo exame de 130 das 241 turmas montadas pelo Centro de Educação, Cultura e Integração Social de São Paulo – uma dessas ONGs, com sede em Guaianases, Zona Leste de São Paulo; 65 delas são fantasmas. Há educadores contratados para alfabetizar em três lugares ao mesmo tempo e duplicidade de turmas.

Para ser cadastrada, a Ong precisa ter o seu projeto aprovado pelo MEC. Esse Centro de Educação, Cultura de Integração Social de São Paulo recebeu sinal verde em 2006. Outras associações congêneres na capital paulista foram também reconhecidas e destas, 11 já receberam verbas para cumprir a meta ministerial de acabar com o analfabetismo e já contrataram cerca de 68 mil alfabetizadores, que reclamam não ter recebidos os salários combinados com os dirigentes (donos?) das Ongs.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação já liberou R$ 632.887,20 para o Centro d Educação, Cultura e Integração Social de São Paulo,
Que tem como dirigente (dono?) Adaílton Marques Jordão, filiado ao PT, que no dia 3 de abril, teve a verba depositada na conta 000041493X, agência 1267, do Banco do Brasil. Só pelo grupo de 65 turmas fantasmas, a entidade recebeu pelo menos R$ 98.800,00 e deixou de alfabetizar um mínimo de 650 alunos. Dele, os educadores Marilza Aparecida Santos e Gilmar Dias Souza reclamaram que desde fevereiro alfabetizam quatro turmas em um sala de aula improvisada na garagem e não receberam o salário. Ao tomar conhecimento que a reclamação caiu na mídia, o Petista Ongueiro repassou parte do que deve a Marilza, Souza não recebeu nada, e outros 20 alfabetizadores na mesma situação.

Em tempo: nos endereços listados pelo MEC , há terrenos baldios e residências, em vez de salas de aula. A Abin, que quer investigar a cidadania deveria ser acionada para fichar os assaltantes do Erário.

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Lula e o açougue de Renan

Vamos agraciar àqueles que nos prestigiam acessando este Blog, trazendo nesta segunda-feira de esperanças renovadas um artigo de Fernando de Barros e Silva que expressa sem asperezas nossa indignação ao constatar que nosso país é uma nau sem rumo enfrentando grave tormenta. Abre aspas:

“”Antigamente as coisas eram piores, mas foram piorando“. Talvez seja um pouco impróprio trazer uma alma sofisticada como a de Paulo Mendes Campos (1922-1991) para perto do Conselho de Ética do Senado. Sua frase, porém, resume com ironia desiludida a procissão de horrores do Congresso nas últimas semanas.
As coisas só pioraram entre a farsa do relatório Cafeteira e o surgimento triunfal do senador Quintanilha nessa “ópera bufalina”. O Conselho de Ética avacalhou-se de vez. Está à mercê das chicanas de Renan Calheiros, que manipula seus títeres sem muita preocupação de ocultar as manobras.
Renan é suspeito de falsificar notas fiscais de açougue para explicar um patrimônio que pudesse justificar o uso de um lobista como intermediário do dinheiro que destinava à mãe de sua filha. A isso chegamos. É conversa demais para boi dormir.
As chantagens, os comprometimentos recíprocos, o compadrio dos parlamentares explicam só parte dos esforços por Renan. Há pelo menos outros dois ingredientes da crise que vão além do Congresso.
O primeiro, já anotado ontem por Elio Gaspari, é a atuação do Planalto. A blindagem de Renan é uma demonstração da força e das proezas de que é capaz a aliança lulista entre PT e PMDB -essa mãe generosa, na casa de quem “todos são inocentes, até prova em contrário”, como gosta de repetir o presidente. A defesa retórica do Estado de Direito funciona como apologia velada da impunidade para o aliado político.
Além disso, a ausência de oposição a Lula facilita a vida de Renan. O PSOL atua como grilo falante, mas nem de longe tem densidade ou força para fazer o papel do antigo PT. Indignação? Também foi privatizada, é espasmódica, está atrelada às oscilações da mídia. Sob o lulismo, é quase nula a mobilização social, os grupos de pressão cuidam de seus interesses dentro ou nas bordas do Estado, os partidos se acomodam até 2010. Não há mais conflitos à vista. Lula anestesiou o país.
Podemos todos dormir em paz: boi, boi, boi, boi da cara preta…”

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8_FRASE DA VEZ

“Lula da Silva se encontrando com Bush e com Chaves: a vitória da contra cultura”.

Millôr Fernandes, é o Millôr

Manchetes do Dia

Diário de Natal – Wilma tem aprovação de 62% em Natal

Estado de São Paulo – Emergentes agora poluem tanto quanto os ricos

Folha de São Paulo – PF prende 4 por dia em operações no governo Lula

Tribuna de Imprensa – Renan agora aposta em manobras jurídicas

Tribuna do Norte – Anxo Anton e Patrícia sentam no banco dos réus na próxima quarta

7_FRASE DA VEZ

“Como disse Rousseau, a representação parlamentar está longe de ser verdadeiramente representativa. Exemplo escandaloso disso é esse Senado brasileiro, que transita entre o inútil e o perigoso”.

Pedro Porfírio, jornalista

Quem chefia a Consultoria Legislativa do Senado Federal?

A Consultoria Legislativa do Senado encontrou irregularidades no processo contra o senador Renan Calheiros. Isso se deve a uma consulta jurídica solicitada pelo quase-futuro-ex presidente do Conselho de “Ética”, Senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). De acordo com a consultoria uma das falhas ocorreu por pura questão burocrática, ou seja, para protelar ainda mais o andamento desse processo tragicômico. Eles avaliaram que a perícia feita pela PF deveria ter sido solicitada pela Mesa Diretora do Senado e não pelo Conselho de Ética.

O mais intrigante desse circo de horrores é que fica difícil acreditar que o Senador Leomar Quintanilha, com todos os problemas que desabaram em sua cabeça desde que foi eleito presidente do Conselho de “Ética”, ainda teve tempo de estudar e enviar o processo para parecer jurídico. A Consultoria Legislativa não deixou por menos: analisou 14 páginas do processo e “encontrou” pelo menos duas falhas, já detectadas e devolvidas no mesmo dia do recebimento. Com isso mais uma vez tentam atrasar o resultado final. Protelam, protelam, mentem, falsificam, chantageiam, etc e tal.

E aí, cara pálida? Será que só a meia dúzia de mosqueteiros do Congresso – como diz a Veja – (Jéfferson Péres, Fernando Gabeira, Jarbas Vasconcelos e Demóstenes Torres) e mais uma meia dúzia de jornalistas sérios enxergam essa farsa? Não chegou a hora do eleitor, do povo em geral, se indignar com essa palhaçada e dar um basta? Ou será que de tantos escândalos já não há lugar para indignação?

O que mais preocupa é que eles, os legisladores, encenam essa farsa para um só público. O deles próprios. Não dão a mínima para os senhores eleitores que os colocaram lá. Pouco se importam com a opinião pública, com as suas caras cínicas estampadas nos jornais diariamente, com as ofensas que recebem nas ruas. Para eles, o mundo real não existe. Vivem isolados em Brasília e pouco convivem com o nosso dia-a-dia. Por tudo isso e por o que ainda há de vir é que a impunidade reina em todos os setores da sociedade.

Acorda Brasil!!!

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