Arquivo do mês: julho 2007

3/6_FRASE DA VEZ

Causa espanto a notícia de que o Brasil atingiu a marca de 120,4 mil milionários em 2006, cerca de 10% a mais que em 2005, segundo levantamento das consultorias Merrill Lynch e Cap Gemini”.

Sérgio Nogueira Lopes, economista, colunista da Tribuna de Imprensa

Mais seis controladores de vôo são punidos

Mais seis controladores de vôo do Cindacta-4, sediado em Manaus, foram punidos com remanejamento por serem considerados pela FAB “lideranças negativas”. Para os oficiais da Aeronáutica essa medida não irá sobrecarregar os que ficaram e tem o aspecto positivo de resgatar o comando hierárquico. O coronel Eduardo Raulino, comandante do Cindacta-1, disse na CPI do Apagão que sua liderança foi resgatada após o afastamento de 14 controladores.

Mesmo com as medidas duras para enquadrar os controladores, a Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, através da sua diretora Denise Abreu, pede o prazo de um mês para solucionar a crise a partir da normalização no eixo Brasília-Rio-São Paulo. Dona Denise adianta que a Agência empreende múltiplas ações em parceria com a Infraero e as companhias de transporte aéreo, buscando estabelecer rotinas principalmente nos terminais paulistas, que apresentam 80% dos problemas.

Há nove meses são anunciadas medidas e ações conjuntas dos órgãos governamentais, particularmente da Anac, cujo ritmo de trabalho parece caminhar a passos de tartaruga. Isso que está sendo anunciado, por exemplo, faz parte de um plano de emergência apresentado pela FAB há mais de um mês, onde a participação da Anac é apenas disciplinar os vôos para evitar atrasos e decidir quais poderão ser cancelados ou transferidos. Ainda bem que Lula da Silva está calado, depois de prometer sete vezes que resolveria o desequilíbrio no tráfego aéreo.

2/6_FRASE DA VEZ

“O Brasil é o único país do mundo que tem uma esquerda perfeitamente confortável na extrema direita”

Millôr Fernandes, é o Millôr

Descobri o porquê do sumiço de Waldir Pires

Comentei no programa Encontro com a Notícia, da TV – Tropical, que o ministro Waldir Pires, da Defesa, andava sumido neste retorno da crise do tráfego aéreo. Dois e-mails e três telefonemas – para mostrar a audiência do Programa – intervieram sobre a minha divagação. A um dos internautas, que achou interessante o meu achado do sumiço ministerial que ninguém comentava, respondi com ironia que não foi só Waldir que escafedeu.

Também o Paulo Bernardo – que levou o recado de Lula da Silva para os controladores de vôo garantindo que não seriam punidos e a sexóloga-ministra Marta Suplicy que aconselhou os passageiros a “relaxar e gozar” no auge da situação caótica dos aeroportos.

Para melhor informar os que me honram com o acesso ao nosso Blog, descobri que o venerando baiano Waldir Pires está sendo cozinhado em banho-maria por Lula da Silva.
O Presidente está preparando aquela punhalada pelas costas a que se refere a presidente do PSOL, Heloísa Helena; faz consultas em segredo há mais de um mês de alguém para assumir o Ministério da Defesa. Dizem que suas preferências se voltam para Aldo Rebelo, como mais forma de sacanear o Exército, pois Aldo quando jovem e idealista apoiou a Guerrilha do Araguaia. O outro nome que aparece como “zebra” é o criminalista Ives Gandra Martins.

PELA IMPRENSA

“São de Brasília 3 dos 5 senadores da República que até hoje deixaram o Congresso acusados de corrupção. Luiz Estevão foi cassado em 2000 sob suspeita de ter desviado recursos do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e de ter mentido ao Senado. Em 2001, José Roberto Arruda fez um discurso choroso, jurando em nome de seus filhos, que não havia participado da violação do painel de votação secreta do Senado. Mentiu”.

Fernando Rodrigues, jornalista e blogueiro

“Mesmo que Lula não apareça, chova ou faça sol, Congonhas mantém reservadas duas posições (espaço no pátio) à espera do Air Force 51.
No espaço vago, reservado 24 h ao Air Force 51 em Congonhas, poderia operar até 30 aviões por dia. Mas ninguém ousa sugerir. Morrem de medo”.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro

“Se faltasse motivo para punir o presidente do Senado, Renan Calheiros, ele próprio o forneceu, na forma de excesso de falta de decoro. Essa é a única qualificação publicável para a sua teoria da conspiração da mídia para “vingar-se de Lula”, derrubando o próprio Calheiros. Ridículo, grotesco e caricato, como dizia há meio século um velho cronista esportivo”.

Clóvis Rossi, jornalista

“Era só o que faltava: a greve dos funcionários da Infraero em Guarulhos a partir de quarta. Agora é que a coisa vai ficar boa. E é assim que, tal como os escândalos de corrupção, os lances da crise aérea vão se sobrepondo numa velocidade e numa complexidade tais que o que era importante ontem não é mais hoje e será esquecido amanhã”.

Eliane Catanhede, jornalista

“Os atuais problemas nos aeroportos brasileiros são sinais claros de que a economia não está prosperando. O crescimento econômico sustentável não vai ocorrer enquanto houver setores importantes sem marco regulatório estável e bem definido e sem regras claras para a utilização e investimento nas infra-estruturas. Ao contrário de um atestado de que a economia brasileira vai bem, os problemas do setor aéreo apontam as razões de nossa economia não conseguir alçar um vôo com trajetória ininterrupta de crescimento e prosperidade – e sem atrasos”.

Alessandro Oliveira, coordenador do Núcleo de Estudos em Competição e Regulação do Transporte Aéreo

“No Brasil , as autoridades que ocupam posições elevadas no âmbito dos três Poderes têm direito ao assim denominado “foro privilegiado”. Isso significa que não são processadas criminalmente como os demais cidadãos, ou seja, por meio de uma ação criminal na primeira instância e com direito a recursos para as instâncias superiores”.

Sérgio Fernando Moro
, mestre e doutor em direito pela UFPR

1/6_FRASE DA VEZ

Renomeando Silas Rondeau para o cargo de ministro de Minas e Energia ou atrasando a liberação do aumento prometido à tão elogiada Polícia Federal, de um modo ou de outro o presidente Lula vingará o irmão Vavá”.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro

MANCHETES DO DIA_ 5 de junho de 2007

Jornal do Brasil – Guerra no Alemão: acuada, PM mata 5

Folha de São Paulo – Dividido, BC reduz queda de juros

Estadão – Dividido, BC reduz o ritmo do corte de juro

O Globo – Juros caem pouco apesar do esforço para crescer

Gazeta Mercantil – PAC precisa de prorrogação da CPMF e DRU

Correio Braziliense – BC contraria pacote e juro só cai 0,25 ponto

Valor Econômico – BC frustra as expectativas da Fazenda e reduz corte de juro

Diário de Natal – Júri condena Anxo e Patrícia a 19 e 16 anos respectivamente

Jornal de Hoje – Confirmafos casos de aftosa em gado de assentamento rm Mossotó

Tribuna do Norte – Júri popular JÚRI condena Anxo Anton a 19 anos de prisão

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6/5_FRASE DA VEZ

“… Da década de 90 para cá, nosso país e as elites brasileiras abandonaram o projeto nacional. O que está em curso é um projeto popularmente conhecido como neoliberalismo, que subordina a economia brasileira ao capital internacional e financeiro…”

João Pedro Stédille, líder camponês

Carta aberta ao Senador Renan Calheiros

A senhora Thereza Collor está recomendando pela Internet a reprodução desta carta do ex-deputado, o jornalista Mendonça Neto. Vamos atender a Thereza e abrir aspas para o articulista do jornal Extra das Alagoas:

“Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz”.

As vacas de Renan dão cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.
Do menino ingênuo que fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978, que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar, você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.
Você é um homem ousado. Compreendeu num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino que é vencer a qualquer preço.
E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.
Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um ou mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe um dia, derrotaria a todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados, cujo serviço exclusivo era abanar, por horas, um leque imenso, sobre a mesa dos usineiros para que os mosquitos de Murici (em Murici até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros, o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho, onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.
Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.
Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele, aliaram-se, começou a ser parido o novo Renan.
Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isto. Longe de ser um demérito, esta sua espessa ignorância literária, faz sobressair, ainda mais, seu talento de vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e a ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria, em tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em fausto e opulência; Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei.
Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: A alma terá como a terra, uma túnica incorruptível. Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: Suje-se gordo! Quer sujar-se? Suje-se gordo!
Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Neste mandato nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou esta sua campanha com US 1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do trabalho.
E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-los nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço.
O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha, e é tudo seu, montanha e glória, ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme que blefa rindo e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.
Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem na política brasileira a tem? Quem neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais; atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu; pai velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?
Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o; golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isto, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta, pública e privada, tem a
quase unanimidade deste Senado de Quasimodos morais para blindá-lo.
E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra, Sibá, é o camareiro de seu salvo conduto para a impunidade, e fará de tudo, para que a sua bandeira, absolver Renan no Conselho de Ética, consagre a sua carreira.
Não sei se este Sibá é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado “in pectore”, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa olhe o jeito sestroso com que ele defende o chefe. É mais realista que o Rei.
E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan. Que Corregedor! Que Senado!
Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:
1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil, 2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil, 3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil, 4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil E SÒ. Você não declarou nenhuma fazenda nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale R$ 3.000.000.
Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMÔNIO DE CERCA DE R$ 5.000.000. Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhões, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranja? Que herança moral você deixa para seus descendentes.
Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?
Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: Não tenho uma tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho. É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!
O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os
alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso.
Hoje, perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!
Mendonça NetoJORNAL EXTRA

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5/5_FRASE DA VEZ

…E Joaquim Roriz renunciou ao mandato. Ele o fez para não ser cassado, já que a mesa do Senado havia admitido a representação do PSOL para enviar seu caso ao Conselho de Ética. Sua situação era insustentável. A cassação era dada como certa — ademais, ele não é assim, vamos dizer, um Renan Calheiros. O encrencado presidente do Senado é uma peça importante no acordo que une peemedebistas e petistas, daí a força-tarefa para salvá-lo”.

Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro