Arquivo do mês: julho 2007

FRASE DA VEZ_10/9

“Faz sentido que Joaquim Roriz -o coronel- e Luiz Estevão -o yuppie- fossem os representantes políticos dessa nova ordem social e urbana. A era Collor significou a fusão dessas figuras numa só”.

Fernando de Barros e Silva, articulista da Folha de São Paulo

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Carta ao prefeito Carlos Eduardo

Nosso artigo publicado na edição desta segunda-feira no vespertino Jornal de Hoje, de Natal, Rio Grande do Norte. MIRANDA SÁ, jornalista

Parece que foi ontem que lhe conheci, você era um rapazola trabalhando para conhecer na prática como funcionava a redação de um jornal. Foi na Tribuna do Norte, entre 79 e 80 do século passado… É em nome de uma amizade duradoura guardada no coração, que tomo a liberdade de escrever-lhe; e tenho motivos para isto. Tenho duas razões que considero importantes para levar-lhe: uma já falei ao vivo e a cores pela televisão. Disse de público que estava ao seu lado e da equipe administrativa que constituiu, no caso dos vetos que você lavrou para salvar o Plano Diretor do imediatismo e da demagogia de políticos inconseqüentes. Assumi anteriormente esta atitude no caso do hotel da Via Costeira, quando pessoas inescrupulosas quiseram derrubar fundamentos urbanos no grito.
O outro motivo é aconselhar-lhe a respeito da nossa querida cidade do Natal. Pela necessidade de acompanhar minha companheira Marjorie fazendo tratamento médico em São Paulo, por duas vezes este ano estive na terra paulistana. E lá testemunhei uma transformação impressionante depois que o prefeito Gilberto Kassab assumiu a cruzada para acabar com a poluição visual com a Lei da Cidade Limpa.
(Muitos anos atrás fiquei literalmente espantado com a transformação do Sertão Nordestino quando, após longa seca, caem as primeiras chuvas. Viajei de João Pessoa a Cajazeiras percorrendo uma paisagem marrom, empoeirada e feia; ao voltar, as plantas germinavam com uma força incrível e a babugem entapetava o chão proporcionando um espetáculo deslumbrante de vida)
Esta recordação – entre parênteses – foi uma comparação que fiz da São Paulo antes e depois de posta em prática a Lei 14.223/ 2006, que veio para acabar com a exorbitante exibição de mau gosto da publicidade excessiva que violentava a visão de quem passava nas ruas da cidade. Não escapava sequer o mágico cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João…
Enfrentando interesses particulares, o lobby das empresas de outdoors e o grupo de pressão de publicitários e pichadores de muros, Kassab mandou brasa. Quem não acreditou que a assepsia urbana era para valer, sofreu pesadas multas, que vão de R$ 10 mil e sobem progressivamente até quantias
incalculáveis. Os prazos de adaptação foram longos, dando tempo para cumprir a legislação. Depois baixou a ação administrativa disciplinadora recuperando a paisagem urbana.
O fim dos outdoors, a derrubada das fachadas de armação barata e o fim dos reclames de gosto duvidoso, libertaram São Paulo do cativeiro da poluição visual. Antonio Ermírio de Morais, não o empresário, mas o homem de bom gosto, elogiando o que chamou de “lei de boa qualidade” escreveu: “Aos poucos, os paulistanos foram descobrindo uma cidade esquecida ou que nunca conheceram. Uns ficaram admirados com a arte embutida na arquitetura das construções. Outros se assustaram com as rachaduras nos edifícios, estruturas maltratadas, marquises caem-não-caem, redes elétricas a céu aberto e outros problemas que eram escondidos pelos anúncios”.
A mim, o novo quadro garimpou na memória a São Paulo dos anos 50, quando a conheci, e dos anos 70 onde lá trabalhei. Fui literalmente conquistado pela audácia do prefeito Gilberto Kassab arruinando os exploradores da paisagística para trazer de volta a natureza que o homem constrói com o progresso social. As vias de trânsito já desvendam as ruas enladeiradas e os edifícios antigos reapareceram. E este retorno histórico trouxe-me o deslumbramento do espetáculo da vida como o reflorescer sertanejo.
Pode tomar nota aí na sua agenda, Carlos Eduardo, que o povo paulistano e os que buscam a cidade por força de negócios ou fazendo turismo gostaram, e é por isso que venho apoiar-me na sua coragem de enfrentar os defensores da degradação urbana, apelando para que faça aqui o que Kassab fez em São Paulo; chega da ilusão de ótica que concorre com o azul dourado do céu e do sol.
Fique certo, Prefeito, que uma medida assim vai recuperar a auto-estima dos natalenses.

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TRE/RJ torna os Garotinho inelegíveis

URGENTE: Nesta noite de segunda-feira, dia 9 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro tomou decisões históricas há uma hora e meia. Cassou o mandato do deputado Geraldo Pudim (PMDB) e tornou inelegíveis os ex-governadores Rosinha Matheus e Anthony Garotinho por compra de votos. A decisão inclui também Henrique Alberto dos Santos Ribeiro, ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem no governo de Rosinha. Os quatro punidos deverão pagar multas à Justiça Eleitoral.

FRASE DA VEZ_11/9

“A poesia é algo mais filosófico e mais merecedor de atenção do que a História. Isto porque, enquanto o interesse da poesia são as verdades universais, a História trata de fatos particulares”.

Aristóteles, “Poética”.

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UNE defende Lula, mas combate sua política econômica

A nova presidente da UNE, Lúcia Stumpf, surge na grande imprensa trazendo com as tatuagens no braço, o piercing no nariz e as sandálias de rabicho, a contradição de ser defensora de Lula da Silva e defender a radicalização das lutas “pela transformação do Brasil e pela mudança da política econômica”.

Lúcia é a quarta mulher a assumir o comando da entidade máxima do movimento estudantil e cursa o sétimo semestre de jornalismo da Fiam, faculdade particular em São Paulo; é militante da União da Juventude Socialista – frente juvenil do PC do B – e foi candidata única à presidência da entidade.

A dirigente da UNE enaltece a política social das esmolas praticadas por Lula da Silva, cópia aperfeiçoada do governo neoliberal de FhC; obedece à estratégia do seu partido, que usufrui as verbas e o aparelhamento do Estado do PT-governo, enquanto para uso externo levanta as palavras-de-ordem que se chocam com a versão lulista-petista do neoliberalismo brasileiro apoiado nos banqueiros e nos usineiros para gozar vantagens e privilégios do poder. Também silencia quando o grande aliado prejudica os trabalhadores, na reforma da Presidência e investindo contra o direito de greve. (MS)

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FRASE DA VEZ_10/9

“Só um milagre explicaria os lucros que alguns políticos brasileiros afirmam ter obtido com a criação de gado nos últimos anos. Quem diz isso, com indisfarçada ironia, é o pecuarista Luiz Antonio Nabhan Garcia”.

Editorial da Folha de São Paulo

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Fora de pauta as novas denúncias contra Renan

Não entrarão na pauta do Conselho de Ética as denúncias levantadas no último fim de semana, de que a Cervejaria Schincariol teria favorecido a família Calheiros em Murici (AL) e recebera em contrapartida, por intervenção de Renan, perdão de dívidas públicas. “Acredito que para se investigar aquilo que fuja da representação inicial, teríamos que passar pelo crivo do plenário do Conselho de Ética novamente. Para investigar o caso Schincariol teria que ter uma nova representação. Nós fomos designados para relatar apenas o item inicial”, informou a senadora Marisa Serrano (PSDB).

O processo movido pelo PSOL por quebra do decoro parlamentar do presidente do Senado, Renan Calheiros, tem como base a denúncia de que as contas do Senador eram pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior, e o Conselho investiga se Renan dispunha de meios para pagar pensão alimentícia de uma filha adulterina com a jornalista Monica Veloso.

Não tem reunião programada para o Conselho nos dias que antecedem o recesso parlamentar que terá início no próximo dia 17; e somente o plenário poderá apreciar novas denúncias; senão, ficarão para agosto. A única movimentação é o encontro dos relatores com o presidente do Conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB), quando definirão o que será encaminhado à Polícia Federal para que dê continuidade às investigações já iniciadas.

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FRASE DA VEZ_9/9

“Somos vassalos, servos, submissos e subservientes ao pior capital do mundo, o financeiro-especulativo. Se mesmo assim, Lula é popularíssimo, podemos imaginar a que altura ele chegaria se investisse e reproduzisse todo o dinheiro que circula no Brasil?”
Hélio Fernandes,
jornalista

Comentário (III)

“No episódio dos jatinhos da FAB, os repórteres Letícia Sander e Pedro Dias Leite enviaram pedidos de informação aos 37 ministros de Lula. Quem e para que usou, queriam saber. Só 28 responderam. Nove não deram nem pelota. Pelo menos uma resposta veio com um contra-exemplo emblemático do lulismo. Assim reagiu Tarso Genro, ministro da Justiça: “É uma matéria (jornalística) muito primária saber se um ministro usa uma prerrogativa legal”.

Fernando Rodrigues, jornalista e blogueiro

FRASE DA VEZ_8/9

“A reforma policial precisa ser aprofundada para que todos deixem de se sentir inseguros por causa da incomunicabilidade, ineficiência, corrupção e violência nas polícias”

Alba Zaluar, artuculista da Folha de São Paulo