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OPINIÃO

DESGRAÇADA PROPAGANDA

Substituindo um colega que viajou para atender interesses familiares, ministrei aulas de Jornalismo Escrito numa Faculdade do Rio. Naquela ocasião, aguardando o meu horário, assisti uma aula de Publicidade e Marketing.

Peguei um trecho da exposição do professor ouvindo-o afirmar que a Propaganda é uma Ciência….  Não me convenceu, porque aprendi teórica e praticamente a técnica da Publicidade e da Propaganda e considero-as uma aplicação técnica e instintiva nascida do conhecimento da opinião pública e/ou de determinado estamento social.

Do publicitário profissional exige-se a sensibilidade criadora, capaz de improvisos em conformidade com o órgão transmissor, como também o coeficiente de comparações visando comover a audiência auditiva ou visual.

O fundamental e intransferível é visualizar o alvo desejado. Na Publicidade atende-se a um produto ou serviço, na intenção de fazê-lo conhecido e imprimir a sua demanda no mercado; enquanto na Propaganda sempre a serviço do poder, inculcar ideias fantasiosas e diversionistas para a massa popular.

É esta a diferença que encontramos e com a qual nos defrontamos. Envolve-nos de várias maneiras; no setor publicitário das emissoras de televisão, por exemplo, provoca estupefação o movimento e as cores magnetizantes; pelo rádio, a voz modulada quase hipnotizante; e nas chamadas telefônicas a insuportável repetição de convites suspeitos.

A repetição nos leva à memória do século passado lembrando-nos do uso nefasto da propaganda pelos regimes totalitários. Sempre lembrado, quando se fala de propaganda, chega-nos herr Goebbels, propagandista de Hitler que criou o famigerado princípio de que “a mentira quanto mais repetida mais se aproxima da verdade”.

Goebbels deixou a maldita herança de pensar que os fins justificam os meios. Isto chegou à realidade tecnológica que levou a velha propaganda à aposentadoria, mas manteve o que havia de ruim. Foram-se as frases magnéticas, os desenhos harmoniosos, os jingles atraentes e os slogans persuasivos. Cederam lugar à desinformação, batizada no idioma inglês de “fake News”.

De acordo com o dicionário “Oxford”, “fake News” se define como “informação falsa, dada no propósito de confundir ou induzir a erro”. E esta prática fraudulenta chegou às praias da política como um tsunami. Entre nós é uma epidemia virulenta e letal para a Democracia.

A única vantagem que as “fake news” trazem é separar o joio do trigo personalizando os agentes da mentira, mostrando-os como extremistas de direita e de esquerda. Estão perto de nós e a sua presença os condena. No último fim de semana tivemos uma carga pesada de androides bolsonaristas defendendo a corrupção reinante no governo anterior.

… E, como não poderia deixar de ser, os esquerdoides lulopetistas chorando a morte de traficantes em confronto com a polícia paulista. Se assumem como “defensores dos Direitos Humanos”, mas defendem realmente os “Direitos Humanos dos bandidos” ….

 

OPINIÃO

O TERCEIRO OLHO

A tradição maçônica reverencia o Olho de Hórus, a divindade egípcia da clarividência; a figuração do globo ocular é vista como um símbolo de poder e proteção.

Também, segundo o Hinduísmo – a mais antiga religião oriental –, há em meio ao feixe de fibras nervosas que compõem o cérebro, um órgão que estimula a capacidade intuitiva de pressentir o que irá a ocorrer. Chamam-no de “Terceiro Olho”.

Além do aspecto religioso e ritual, a Ciência já identificou diversos sentidos humanos além do da audição, olfato, paladar, tato e visão. Temos pesquisas psicanalistas sobre a capacidade de muitos indivíduos de possuir, por exemplo, o sentido telepático; e o espiritismo kardecista o vê no exercício da mediunidade.

Deve-se, então, admitir a existência do Terceiro Olho? Bem; isto pouco interessa às pessoas que sequer enxergam com os dois olhos o que está em volta na cegueira do fanatismo. Disto, temos o exemplo mais do que perfeito lendo ou ouvindo tuiteiros bolsonaristas e lulistas negando a deslavada corrupção dos dois.

Entretanto, vê-se o ex-presidente Bolsonaro enterrado até o gogó na areia movediça das falcatruas associadas ao seu ex-ajudante de ordens, coronel Mauro Cid; também o atual presidente Lula é uma constante ameaça, pois que carrega nos ombros a carga pesada de uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

Se os cultuadores destas duas criaturas execráveis não veem o perfil negativo delas, aprendam que há na engenharia universal um mecanismo onividente. Lembra-me uma história que já contei num artigo, mas que vale a pena repetir:

“Na construção da imponente Catedral de Colônia – o monumento que mais me encantou na Europa –, um dos pedreiros foi descuidado no acabamento de uma das gárgulas, consideradas guardiães do templo. O mestre de obra chamou-lhe atenção: – “Aplique melhor o polimento”, disse.

Justificando-se, o artífice argumentou: – “Daqui do alto de 50 metros, quem notará isto?”; aí recebeu a resposta sábia do mestre pedreiro: – “Aprenda, camarada, que nós não construímos esta Catedral para aos homens, mas para Deus”.

Esta lição operária vem ao encontro da sagrada clarividência do Terceiro Olho, o maquinismo universal que imprime a História. O futuro mostrará às novas gerações a verdade negada pelas seitas fanáticas que diabolicamente polarizam a política em nosso País.

 

 

 

 

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ROLANDO UM ROLEX

A escada rolante da corrupção desce do gabinete presidencial do Palácio do Planalto para o subsolo da criminalidade; passando pelos andares de baixo encontrou provas contundentes de transações realizadas pelo coronel Mauro Cid ex-assessor de Jair Bolsonaro.

Por uma coincidência daquelas que vêm do além, a CPMI dos atos golpistas de oito de janeiro encontrou entre os e-mails trocados por Cid – preso desde o mês de maio envergonhando a farda – negociando um relógio Rolex ornado com diamantes recebido pelo ex-presidente em visita aos Emirados Árabes.

Esta manobra delinquente vem se somar à falsificação dos certificados de vacina e a criminosa tentativa retirar joias avaliadas em R$16 milhões apreendidas pela Receita Federal em Guarulhos. Seriam destinadas ao casal Bolsonaro.

Embora os fanáticos seguidores da seita extremista de direita fechem os olhos por pura insanidade, este fato reforça a constatação que a Lava Jato está fazendo falta para investigar e punir os manobreiros corruptos e corruptores bolsonarista. E assim, assistiríamos a revelação a igualdade deles com a corrupção lulopetista….

Malhando na bigorna da desonestidade na metalúrgica da politicagem, “O Globo” publicou o relatório do Coaf  – órgão de combate à lavagem de dinheiro – com às suspeitas transações do coronel Cid movimentando R$ 3,2 milhões em seis meses, quantia incompatível para quem recebe vencimentos de R# 26 mil mensais.

Não é mentira da mídia, nem Fake News de hackers mercenários, e muito menos será uma mentira plantada para atacar Jair Bolsonaro. É preto no branco. Casos e fatos irrefutáveis que somente a cegueira fanática da seita extremista se recusa em aceitar.

A transação fraudulenta com o Rolex de Bolsonaro comprova-se numa troca de e-mails postados e recebidos na Ajudância de Ordens da presidência da República. É, portanto, um ato oficial, sem dúvida do conhecimento do Capitão ex-presidente.

Estes documentos foram tornados públicos. Quem quiser, os encontra no Google; mas, em síntese, lê-se que Cid recebeu em 6 de junho de 2022, um e-mail em inglês de uma interlocutora. Diz: “Obrigado pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei falar por telefone, mas não consegui”, e acrescenta: “Você pode, por favor, me dizer se tem a garantia original ou certificado deste relógio?”.

Respondendo pelo mesmo veículo virtual, o coronel Cid respondeu que não possuía o certificado do relógio, dizendo que “foi um presente recebido durante uma viagem oficial”.O presente, é o Rolex cravejado de platina e diamante, que vale no mercado US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, em cotação atual). E nada mais é preciso acrescentar.

 

 

 

 

 

OPINIÃO

Coxos e Mentirosos

Acredito que a sabedoria materna vem das estrelas que brilham no cérebro e não se aprende na escola. Vai-se descobrindo isto ao longo da vida: para escrever este texto, procurei exaustivamente uma referência que recebi entre os ensinamentos da minha mãe Anília.

Nas advertências contra a mentira, mamãe citava o ditado “é mais fácil pegar um mentiroso do eu um coxo”, adágio que não encontrei na minha vasta estante de dicionários; nem no antigo e famoso Dicionário de Provérbios de Luiz A.P. Victoria.

Como a mentira campeia no universo político brasileiro, represando e inundando os três poderes da República, pensei em observar os mentirosos a partir do pensamento poético de Afonso Romano de Sant´Anna, lúcido e objetivo: “De tanto mentir tão brava/mente constroem um país de mentira diaria/mente”.

Observo primeiramente Bolsonaro e Lula, campeões da mentira, preparados para se revisar no poder em virtude da fraudulenta polarização eleitoral cozinhada pela mídia na sopa de letrinhas dos partidos e engrossada pela baba dos fanáticos cultuadores de personalidades.

Combatendo esses dois pelegos dos sindicatos civis lulistas e da Central Única dos Fardados do bolsonarismo, defendo o Centro Democrático e por isto venho sofrendo críticas que considero coerentes porque vêm dos extremistas de direita e de esquerda.

Alegram-me estas manifestações por que comprovam a minha opção. Mostram que estou no caminho certo e se mostram pela aglomeração dos mentirosos contumazes pelo vício ou pagos com o fundo eleitoral….

Numa de suas crônicas, o jornalista e escritor ítalo argentino, Pittigrilli critica as máximas de La Rochefoucauld – acusando-o de defender verdades relativas. Diz que as verdades relativas não existem, que são, na verdade, meias-mentiras.

Por esta ótica, encontramos a mentira descarada de Lula defendendo a ditadura de Maduro na Venezuela, defendendo que o regime vigente na Venezuela é uma “democracia relativa”; e, paralelamente, vemos o desvario de Bolsonaro envolvendo seu assessor militar para facilitar para si a entrada clandestina no país de joias de avaliadas em R$ 16,5 milhões.

Vê-se assim que além de mentirosos, são corruptos. O empréstimo que o BNDES que Lula fez para a Venezuela, e até agora não pago, deve ter deixado propinas em paraíso fiscais; do mesmo jeito como as manobras furtivas e dissimuladas para pegar os diamantes de Michelle retratam um interesse individual de Bolsonaro.

A falta de patriotismo dos dois, revelada pelo desamor à verdade, leva-me querer tirar essas figuras ignóbeis da vida pública. Pensando em apelar para a Justiça? Que nada, infelizmente não estamos na Escócia e muito menos nos anos de 1005….

Lá, a História registra que quando Mascolm 3º subiu ao trono, um cidadão pelo direito consagrado apresentou-lhe o pedido de uma patente; o rei pegou o ofício e rasgou-o. O requerente apelou ao Parlamento que, por grande maioria, ordenou que Malcolm, sentado no trono e perante a corte, cosesse com agulha e linha o pergaminho. E a Justiça foi feita.

Aqui não temos parlamentares como haviam antigamente na Escócia…. No nosso Congresso Nacional os coxos, além de minoritários, perdem a corrida para os outros….

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Paralelismo Extremista

Relembrando o último comentário sobre os extremismos que polarizam no Brasil, e dos aperreios juvenis com o estudo da Matemática, volto a trazer as duas coisas analisando o paralelismo existente entre o bolsonarismo e o lulismo.

Vale para o que aprendi no colégio ouvido de um professor de História sobre a antiga Grécia; ele nos contou que no tempo de Euclides havia uma escola filosófica que expôs no seu frontispício a frase: “Quem não souber Geometria não entre por esta porta”.

Talvez seja em função do conhecimento geométrico que os gregos ouviram Eratóstenes ensinar que a Terra é redonda e que a sua circunferência media 40.000 km; coisa que desconhecida mais de um milênio e meio depois pelos “doutores da Igreja” na Idade Média.

É indigesto que ainda hoje se ouça quem diga que a Terra é plana, engrossando a estupidez da auto assumida “Direita”; e que os pelegos que se dizem esquerdistas digam que é redonda de olho nas moedas pelas quais têm desmesurado amor…

Estas expressões são reconhecidas amplamente, levando-nos a crer que mais cedo ou mais tarde o povo brasileiro despertará deste pesadelo que se nos coloca frente à opção de escolher entre Bolsonaro e Lula, cuja vocação antidemocrática deveria por si só os banir da vida pública.

Está nos cadernos de Matemática…. E em suas páginas recordamos que o grande Pitágoras (cujo teorema ainda sei de cor) foi ao Egito estudar com os sacerdotes de Mênfis, admirando-se pela gigantesca construção de enormes e pesados blocos de granito.

– “Como puderam levantar esta massa de pedra”, perguntou. E teve como resposta dos adoradores de Amon que – “A força coesa tudo pode, se o espírito a dirige”.

É por uma força coesa, amparada pelo espírito patriótico e democrático dos brasileiros que pode derrotar a macabra alternativa de manter o poder entre os extremistas que se aproveitam do fanatismo e da ignorância para conquistarem o poder digladiando-se.

Sabemos que a adesão à uma terceira posição é de difícil escolha entre o lixo e os sargaços do mar de fraudes e demagogia, enfrentando as ondas de golpismo e corrupção; mas não é impossível.

Com a coesão e o espírito patriótico poderemos salvar o Brasil, levando-o ao patamar de desenvolvimento econômico, liberdade e justiça social.

 

OPINIÃO

OS EXTREMISMOS SE CRUZAM

As chateações que aperreavam a gente nos tempos de colégio, além dos namoricos, vinham da Matemática, principalmente da Geometria. Não esqueço o esforço que fiz para compreender as “paralelas coincidentes”.

Trazendo na cabeça que duas linhas retas coincidentes e espaçadas eram paralelas, não entendia que duas linhas retas que se cruzam em cruz fossem paralelas; e são, quando traçadas no mesmo plano sem ponto de intersecção.

Os filósofos da Antiga Grécia, geniais cultuadores da Geometria, seguiam o princípio de que “O livro da natureza está escrito na linguagem da matemática”, por isto, veio-me à cabeça que o estudo da matemática ajuda a análise política.

Observa-se no caso dos extremismos auto assumidos como “de direita” e “de esquerda que se polarizam midiaticamente no cenário eleitoral; são paralelas políticas que se cruzam encabeçadas por  Bolsonaro e Lula, pelegos sindicais corporativos que entraram na política.

Se elegeram presidentes da República. Um aí está, graças à “de mãozinha jurídica” que o livrou da inelegibilidade da condenação em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro; o outro, pelo mesmo método, está inelegível, não se sabe até quando.

O certo é que ambos atraem hordas de fanáticos cultuadores de personalidades, e parecem estar seguros de que o “engana trouxa” das suas rivalidades os manterá concorrendo e se alternando….

Esta perspectiva se deve à massa ignara do eleitorado. que me lembra o genial pensamento de Einstein, subtraído da Teoria da Relatividade: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.

É na estupidez humana, infinita, que se assenta a polarização em torno de duas pessoas que se elegem democraticamente e são de índole totalitária, defendendo ditaduras com semelhanças ideológicas. Um, até enaltecendo torturadores, e outro admitindo “democracias relativas”….

Os autênticos defensores da Liberdade abominam qualquer forma de autoritarismo governamental. Por isto, repugnam a aliança mercenária do Executivo com a Câmara dos Deputados sob pretexto de garantir a governabilidade.

Nisto, os dois extremismos se cruzam. A compra de parlamentares é a expressão máxima de governos corruptos, corruptores e corrompidos.

 

 

 

 

 

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DELAÇÃO PREMIADA “DO B”

Por ser federalizada, com a investigação do sinuoso assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, tivemos a volta da “Delação Premiada”, que caiu em desuso com a desconstrução da Operação Lava Jato.

No combate à corrupção, usou-se muito este instituto jurídico que prevê um acordo entre o acusado por crimes e o Ministério Público, em que o acusado-delator colabora com a investigação policial e obtém certos privilégios.

O assunto entrou exaustivamente na mídia pelo sensacionalismo e as especulações políticas. Como as demais emissoras de televisão, o Sistema Globo mergulhou de cabeça no tema, com seus gênios oniscientes em Ciência, Educação, Esporte, Filosofia, Política e Religião, possuidores do conhecimento  de tudo.

As opiniões onipotentes destes comentaristas globais são grandemente valorizadas. No caso em pauta, se fazem presentes no Estúdio Um e no Mais G. News, exaustivas retrospectivas e o perfil de Élcio Queiroz, personagem que confirmou de espontânea vontade  o desejo de fazer a delação premiada.

Assim se deu; e, além de confessar sua participação no crime, Élcio afirmou que o policial militar reformado Ronnie Lessa matou Marielle, expondo esmiuçadamente os detalhes do atentado. Apontou também como cúmplice do assassinato o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, que foi imediatamente preso.

Neste cenário de série policial televisiva, a delação premiada é pesada na balança dos interesses políticos e financeiros pelos comentaristas que me lembraram o ditado popular que “as aparências enganam”, pois trouxeram ao cenário dois tipos de delação premiada.

Na opinião deles, a delação premiada que é válida para o assassinato de Marielle, não vale para a dos empreiteiros na Operação Lava Jato.  O argumento é que a morte é irrestituível, enquanto envolvendo dinheiro, interessa ao delator…. Que é que é isso, Arnaldo? O crime é divisível?

Para mim, ficou transparente que os processos prisões e condenações por corrupção e lavagem de dinheiro impostos pela Lava Jato, merecem o respeito dos comunicadores. São inesquecíveis as copiosas delações premiadas comprovando o assalto sofrido pela Petrobras no segundo Governo Lula.

Isto leva à reflexão de que esta descompensação da verdade jurídica e a reportagem jornalística é suspeita. Antes, via-se a militância pavoneando incontida, apenas perdendo a credibilidade; agora, criando uma “delação premiada “do B”, parece uma suspeita transgressão devido às copiosas verbas recebidas pela Globo da Secom….

 

 

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ONDE ESTÃO OS BOLSONARO?

Afastados da lareira do poder, que esquenta até gente morta, os Bolsonaro vagueiam à deriva do cenário político brasileiros. Pisaram do freio, renunciando a continuar interpretando os quatro cavaleiros do Apocalipse descritos na Bíblia de dona Michelle.

O Capitão, que arrastou os filhos para cargos eletivos pelo prestígio adquirido como líder do sindicato dos fardados, ficou inelegível somente no primeiro processo, pois vêm outros mais.

Agora cuidadoso, o quê não foi antes, o ex-Presidente tenta manter a liderança da Direita,  visivelmente dividida em pelo menos três facções: a direita autêntica que se afasta dele se achegando à moderação; os “conservadores monarquistas de fancaria; e os “maria-vai-com-as-outras” vacilantes, ainda seguindo-o.

Dentre estes grupos, somente a direita ideológica revê consciente o quadro composto na eleição de 1918, contra a corrupção lulopetista que lhes aproximou o centro democrático.

Para o Capitão, será difícil reconquistar o apoio político dos antigos aliados depois das cretinices extremistas na pandemia, do anticomunismo fantasmagórico e da idiotia de encher o governo como militares da reserva.

O segundo na hierarquia parlamentar, Flávio, perde em qualidade comportamental e intelectual no Senado para os colegas da oposição antiPT, Eduardo Girão, Hamilton Mourão, Magno Malta, Marco Rogério e Sérgio Moro. Seu primarismo político vai obriga-lo a arrumar as malas; não será reeleito no Rio de Janeiro.

Em terceiro lugar, Eduardo, aquele que desprezou os sindicalistas fardados que o elegeram  deputado federal em São Paulo liderados pelo pai, queria ser “diplomata”, indo (imaginem!) para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos… Somente se acreditando o tal, porque era recebido por Donald Trump, o líder imperial das direitas golpistas de lá e de cá.

O quarto cavaleiro é Carlos, que ocupou uma vereança federal em Brasília durante o mandato do pai, assumindo-se como “ministro da propaganda, à lá Goebbels”, controlando uma rede de micreiros repetidores de palavras-de-ordem nem sempre do interesse nacional. Notabilizou-se no estúpido combate às vacinas na pandemia e rareia agora nas redes sociais.

Diante disto, vale perguntar: – “Qual será o futuro desta corrente que implantou no País uma “familiocracia” por quatro anos? É certo que não estão dispostos a apoiar o governador paulista Tarcísio de Freitas, direitista moderado, a quem o Capitão já começou a queimar.

Também é evidente que não manterão sob suas rédeas eleitorais os conservadores, conscientes de que foram enganados por eles; e repugnam a hipocrisia religiosa e se revoltaram com a tentativa de apropriação indébita das joias pela Primeira Dama amparada pelo marido.

O Livro do Destino tem a resposta; mas além de ser criptografado, não está à venda nas livrarias. Nem pela Amazon.

 

 

 

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ESTÚPIDA POLARIZAÇÃO

Impor a polarização eleitoral dos extremistas de direita e de esquerda pela massiva propaganda midiática, visa alcançar (e alcança) a massa ignara, torcedora compulsiva e entusiasta dos folclóricos cordões azul e encarnado….

Está na torcida organizada dos clubes de futebol, entre os seguidores dos reality shows, nas apostas dos cavalos de corrida e até fiéis de seitas religiosas o exemplo mais do que perfeito da infinita estupidez humana a que Einstein se referiu….

É uma estupidez o que o Governo Lula-Centrão faz para manter a estúpida polarização, sem atentar que foi isto mesmo que os elegeu pela igual irracionalidade cometida pelos Bolsonaro quando ocupavam o poder. Mas é intencional. É isto que os mantêm amparados pelo povaréu ignorante.

Uma sociedade onde a justiça e a fraternidade imperem – sem privilégios nem personalismos -, deve afastar-se deste artificialismo político baseando-se unicamente na sobrevivência humana.

A corrente filosófica dos aderentes do centro-democrático oposta aos extremismos, não encena com os “big brothers’ do bolsonarismo e do lulismo. O filósofo e sociólogo alemão Friedrich Albert Lange, no século 19, já alertava contra os radicalismos extremistas, que se combatem como forma de se manter.

Os falastrões auto assumidos de “direita” e de “esquerda” sabem disto; não é por acaso que seus discursos se repetem e se igualam com ataques recíprocos. Fazem a má política enquanto as suas “reformas” atendem apenas interesses de indivíduos e grupos associados ao poder; e os financistas corruptores são os mais aquinhoados.

Contra as diabólicas forças do atraso, há a proposta de uma democracia social autêntica e não dos “socialismos de direita e de esquerda” utópicos. Compõe os princípios do Centro Democrático, ético e reformista.

Definem a justiça social pelo amparo à educação, saúde e segurança para a cidadania baseados nas leis da Natureza e da própria sociedade. Quem tem os neurônios sadios, sem ser inoculado pela droga do extremismo, sabe que não é fácil defender o Centro Democrático contra a polarização; é, todavia, um imperativo das consciências libertas do relativismo demagógico.

 

 

 

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AS VIAGENS DE LULA

Joãozinho Trinta tinha razão: pobre gosta de luxo e riqueza. É assim que o pelego Lula se desiguala dos líderes dos países ricos; se hospeda nos hotéis mais luxuosos do país que visita, enquanto o primeiro ministro da Inglaterra, Rishi Sunak, e o presidente da Alemanha Frank Walter ocupam embaixadas dos seus países em suas viagens.

E tem mais. Não vai sozinho, leva a mulher que, segundo consta, adora viajar para compensar as agruras dos primeiros encontros quando o atual marido estava preso, condenado por três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro.

No Governo Lula-Centrão-Jean Willys, isto é natural; a gastança do lulismo recebe aplausos pelos gastos da riqueza que os escravos negros ergueram no País….

Enquanto os cartões corporativos extravasam – uma idiossincrasia intolerável – os contribuintes dos extorsivos impostos cobrados no Brasil, se perguntam: Há necessidade de algumas dessas excursões, que parecem mais turísticas do que vitais para o País?

Na minha opinião não. Apenas poucas das viagens de Lula foram imprescindíveis; as demais entram na conta do deslumbramento pelo cargo que recebeu pela patifaria jurídica que o livrou da cadeia e o tornou elegível.

Eleito pela demência extremista dos Bolsonaro e sua trupe fanatizada pelo raivoso discurso contra o Bom Senso e a Ciência, o que o casal Lula quer é se aproveitar do poder antes nestes quatro anos. Se possível….