Matérias de capa das revistas semanais
Veja
Capa – A Lava-Jato vai emergir: Os tenebrosos acordos pela impunidade feitos em Brasília não vão matar a esperança de termos um país em que a Justiça é para todos.
Época
Capa – O senhor impeachment: Eduardo Cunha toma um tiro de bazuca da Lava Jato e faz da presidência da Câmara sua trincheira para se salvar, mesmo que isso signifique derrubar Dilma
ISTOÉ
Capa – Dilma e Cunha – Um acordão indecente: Enfraquecidos, Dilma e Eduardo Cunha costuram uma aliança para tentar se salvar
ISTOÉ Dinheiro
Capa – Até onde vai Lemann? O bilionário brasileiro arquitetou um dos maiores negócios da história da indústria mundial, a compra da cervejaria Sabmiller
Carta Capital
Capa – Cunha encolhe: Engessado pelo STF em seu afã pró-impeachment e denunciado por quebra de decoro, o presidente da Câmara perde poder.
A ILHA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Aliança para o atraso: Aliança do petismo com o kirchnerismo produziu estagnação, inflação e paralisia do Mercosul” (Editorial do Estadão)
Quando ainda estava no curso primário (primeiro grau) meu professor de Geografia ensinava que a Austrália era uma ilha, e que havia uma polêmica se deveria ser considerada um continente. Os estudos atuais para acabar com as discussões consideram-na uma ‘Ilha-Continente’.
Assim, os alfarrábios modernos registram que a maior ilha do mundo é a Groenlândia, uma imensa massa de gelo perto do Pólo Norte. Isto, do ponto de vista geográfico, porque agora a maior ilha política e econômica é o Brasil, que ficou de fora do acordo estratégico do Transpacífico.
A assinatura do acordo estratégico do Transpacífico de Associação Econômica criou a maior zona de livre comércio do mundo, com a adesão de doze países: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã.
Este aglomerado representa 40% do PIB mundial, fazendo-nos lamentar que a diplomacia nanica do Itamaraty “do B”, chefiado por um comissário bolivariano prefira dar as mãos aos países narco-populistas da América Latina e as ditaduras africanas.
Nossa lamentação só é consolada pela lembrança de que, em boa hora – e a inteligência inegável do povo judeu – o chanceler do Estado de Israel deu esta classificação de “diplomacia nanica” à política externa do PT-governo.
Temos então um paradoxo: a grande ilha Brasil, cercada de incompetentes e/ou ideólogos desengonçados do lulo-petismo, é um anão. Como se sabe, o nanismo é conseqüência de um problema hormonal que não deixa o corpo crescer, é o hormônio da política nacional, a substância da incompetência, da mentira e da roubalheira implantadas pelo lulo-petismo no País.
É a visão estreita e xenofobia que impede o Brasil de se desenvolver como deveria. Vejam bem: Poderíamos compor como país líder da América Latina, o Transpacífico, como faz o Chile, o México e o Peru… Enquanto isso ficamos marcando passo no que o editorialista do jornal Estado de São Paulo classifica de “Aliança para o Atraso”.
Em vez de participar da maior zona de livre comércio do mundo, ficamos entocados como ratos magros no Mercado Comum do Sul (Mercosul), um bloco de mentirinha para dar emprego a diplomatas e viagens a ministros e parlamentares. Nada mais.
A insignificância do Mercosul a nível internacional é tanta que a União Européia já estuda criar tratado de livre comércio e estabelecer laços comerciais a mais de cinco anos. Na verdade, a mendicância ideológica dos países componentes, reflete-se no Brasil, a qualidade mesquinha dos ocupantes da presidência da República, Lula e seu “Poste Falante”, Dilma, falastrona indiscreta, ignorante e “idiomicida”.
O PT-governo nem está aí para cuidar do País e do Povo. Preocupa-se apenas em salvar da condenação pelo impeachment da Presidente que, além do estelionato eleitoral, da leniência com a corrupção, cometeu um grave crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, em conseqüência, à Constituição.
E enquanto assistimos a esbórnia governamental lulo-petista, China, Índia, Rússia e a África do Sul acenam para uma aproximação com o Transpacífico, mesmo na condição de observadores, pleiteando associar-se ao mercado de 800 milhões de consumidores.
Encontrei a fotografia em grande angular da Ilha Brasil e seu governo ineficiente numa notinha saída da BBC/Brasil, descrevendo a euforia do PT-governo com a adesão da Bolívia ao Mercosul… 0 + 0 = 0!
GOLPES
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O mal que os homens fazem sobrevive depois deles,
o bem é quase sempre enterrado com seus ossos.(Marco Antonio, no funeral de César)
A memória gravou que houve um golpe quando Brutus e alguns conspiradores da nobreza romana apunhalaram César; e, como descreveu o grande Shakespeare, o contragolpe veio a seguir no célebre discurso proferido por Marco Antonio.
Modernamente, quando se fala em golpe, a História nos leva à marcha dos camisas negras sobre Roma, liderados por Benito Mussolini, e ao chamado “Putsch da Cervejaria” ou “Putsch de Munique”, a tentativa de Adolf Hitler e do Partido Nazista para tomar o governo na Baviera. As autoridades bávaras reagiram metralhando os nazistas e levando Hitler à prisão.
No Brasil, tivemos a cavalgada da República, o levante comunista de 1935 e a revolta armada dos integralistas contra o governo Vargas em 11 de maio de 1938, uma frustrada invasão ao Palácio Guanabara então residência oficial do presidente da República.
Os integralistas alegaram que realizavam um contragolpe, já que Getúlio Vargas atentou contra a Constituição de 1934 que ele inspirou e promulgou, impondo uma carta fascista que criou o Estado Novo.
Para um historiador não será muito difícil enquadrar a concepção de golpe de estado ao suicídio de Vargas a 24 de agosto de 1954; e capitular o impedimento da posse de Juscelino Kubitscheck por um grupo de militares.
O contragolpe que garantiu a assunção de Kubitscheck também saiu da caserna, o movimento “Retorno aos Quadros Constitucionais Vigentes”, comandado pelo general Henrique Lott.
Após o cumprimento do mandato de JK, tivemos a renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961; deveria assumir o vice-presidente, João Goulart, que foi impedido por uma junta militar. A reação foi do inconformado governador Leonel Brizola, do Rio Grande do Sul.
Jango tomou posse e posteriormente foi destituído da presidência da República em abril de 1964 por um golpe militar liderado pelo general Mourão Filho. A pretendida instalação de um regime militar democrático também sofreu um golpe interno, que instalou uma ditadura.
Assim, a história de golpes e contragolpes não é estranha no mundo e no Brasil, onde atualmente as palavras “golpe” e “golpismo” fazem parte da agenda do PT-governo, que denuncia as oposições, enquanto conspira para manter no poder uma Presidente que se elegeu suspeitosamente e sob suspeita governa.
Dilma Rousseff está desacreditada pela incompetência, leniência com a corrupção, e por ser uma mentirosa compulsiva. É denunciada como usufrutuária na sua campanha à reeleição pelas propinas do assalto à Petrobras.
Além disto, Dilma arremeteu contra a Lei de Responsabilidade Fiscal para maquiar as contas da sua administração, cometendo um crime previsto na Constituição. Em sua defesa, seu círculo íntimo no PT-governo e o PT-partido com seus tentáculos, tentaram dar um golpe.
Este plano insensato perpetrou-se numa tarde de domingo. Três ministros deram uma entrevista coletiva acusando de parcialidade o relator Augusto Nardes, do TCU, que apreciaria as pedaladas, pedindo o seu afastamento.
Foram rechaçados pela opinião pública e pela Justiça; e o contragolpe veio do STF com o ministro Fux condenando os intentos criminosos contra a legalidade constitucional.
Comprovando a intenção criminosa para evitar o julgamento das pedaladas, o TCU reprovou as contas de 2014 de Dilma recomendando a decisão ao Congresso.
Pede-se, então, o impeachment da Presidente para punir o crime cometido contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Então assistimos um novo golpe: O ministro Zavascki concedeu liminar que suspende o rito adotado por Eduardo Cunha.
O contragolpe é de Cunha, que assegura garantir o exercício do seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados.
Nova decisão do STF concedeu uma 3ª liminar que impede a oposição de levar o impeachment ao plenário da Câmara, mas não tem base constitucional e não interrompe o processo sobre os pedidos de afastamento de Dilma.
Vê-se, que apesar de desacreditado pela corrupção e sem autoridade com menos de dois dígitos de aprovação pública, o (des) governo lulo-petista tentará outras vezes manter através de golpes o esquema caótico de poder; mas o contragolpe será do povo brasileiro, cujo apoio alicerça a exigência do impeachment.
Carlos Drummond de Andrade
OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Rainer Maria Rilke
Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso – e se me quebro?
Eu sou tua água – e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.
Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.
Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.
(Tradução: Paulo Plínio Abreu)
A biografia de Rainer Maria Rilke aqui
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O PRÍNCIPE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta“.(Maquiavel)
“O Príncipe” é uma obra escrita em 1513, por Nicolau Maquiavel, historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano. É estudada até hoje nos círculos de estudos políticos, filosóficos e estratégicos.
Maquiavel morreu em 1527 e “O Príncipe” só foi publicado “post-mortem”, em 1532, trazendo conselhos aos governantes sobre a arte de administrar um país, sugerindo o princípio de que os “fins justificam os meios”, que modernamente os pensadores católicos atribuem aos marxistas e os teóricos marxistas aos jesuítas…
As táticas e estratégias contidas no livro levam ao amoralismo político. Transmitem modos de manter o poder absoluto, não interessando como o governante aja para atingir o objetivo. O importante é manter a autoridade a qualquer custo.
Aproveitada até hoje por encerrar engenhosos esquemas da politicagem, a visão de Maquiavel é do século 16, limitada aos ocupantes devassos do poder e, por isso, encaixa-se como uma luva na ideologia da pelegagem.
Lá pela década de 1940, meu pai, republicano convicto, tinha uma piada projetando o século 21; dizia que ao chegarmos lá (e já chegamos) só haveria reis nos naipes do baralho. Enganou-se, mas os reis são poucos e os príncipes autênticos são raros. Os mais conhecidos são os do Reino Unido.
Na Inglaterra, uma das grandes potências mundiais, os príncipes trabalham, sentam praça nas forças armadas, fazem assistência social, andam em aviões de carreira e dão satisfações à opinião pública. Seus gastos são comedidos e controlados.
Temos experiência em comprovar que nas repúblicas populistas, se considerarmos “príncipes” os filhos dos presidentes, sua existência é deplorável. Na Venezuela a filha órfã de Hugo Chávez é inexplicavelmente bilionária, e no Chile, filho e nora de Michele Bachelet protagonizaram um escândalo invulgar naquele país.
No Brasil, a julgar pelos filhos de Lula da Silva, o comportamento desses “príncipes” também é indecoroso. Um deles, que até a eleição do pai era servidor do Jardim Zoológico de São Paulo, é hoje muitas vezes milionário; e Lula orgulha-se dos dribles que deu, comparando-o a Ronaldinho…
O outro filho do ex-presidente em exercício aparece agora como “lobista” ou “consultor” ganhando milhões por ter conseguido a Medida Provisória 471 que carreou lucros extraordinários para o setor automotivo. Pode ser comparado a Neymar, goleador exímio no futebol e também na sonegação fiscal.
Entre nós temos um príncipe, Marcelo Odebrecht – está na cadeia, por avanço nas pedaladas corruptas que arruinaram a Petrobras. Marcelo é um empreiteiro seguidor dos ensinamentos de Maquiavel. Entre os colegas era conhecido como “Príncipe”.
Ele mandou e desmandou no PT-governo durante os três mandatos de Lula (um deles através do fantoche Dilma). Há documentos que indicam isto. Num e-mail por ele escrito fala em “queimar” o nome indicado para ocupar um cargo e, com todas as letras, diz que é preciso “barrá-lo”.
Nos arquivos dos donos e executivos das empreiteiras apreendidos pela Polícia Federal, o nome do “Príncipe” aparece no topo do esquema de corrupção. Tais registros comprovam a parceria com Lula da Silva, apontado pelo codinome “Brahma”.
Com a propina institucionalizada pelo PT-governo, a empresa Odebrecht pagava subornos a diretores da Petrobras através de uma conta bancária da Constructor Del Sur. Só em depósitos feitos em conjunto com a Andrade Gutierrez, passaram aos lobistas e doleiros a serviço do PT-partido perto de R$ 700 milhões!
O príncipe Marcelo não mexia apenas com a contabilidade da quadrilha que assaltou a Petrobras, como relatamos. Sua atuação na política foi maquiavélica: No ano passado, juntou a sua corte de empreiteiros e juntos financiaram a campanha “Volta Lula!” o “Reabre-te Sésamo” da putrefação ética que o PT trouxe ao Brasil.
TATUAGEM
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O pseudônimo é como uma tatuagem; mandamos fazê-la irrefletidamente e depois temos que ficar com ela o resto da vida” (Pitigrilli)
O irreverente jornalista e escritor ítalo-argentino Pitigrilli acertou comigo; adotei profissionalmente há uns 50 anos o sobrenome do meu pai e após longo espaço de tempo até eu m’esqueço meu prenome… Orgulho-me desta “tatuagem”.
A palavra tatuagem vem da Polinésia, ‘tatou’ ou ‘tu tahou’, que quer dizer desenho. Foi o almirante Cook, explorador das ilhas do Pacífico, que trouxe para o Ocidente o termo, que escrevia “tattoo”, fixando-o na língua inglesa e daí se espalhou pelo mundo.
Trata-se da dermopigmentação (“dermo” = pele; e “pigmentação”, ato de pigmentar ou colorir desenhos feitos por agulhas na pele. Até pouco tempo os pigmentos eram irreversíveis; agora o laser resolveu o problema…
O registro mais antigo de tatuagem foi encontrado no “Homem do Gelo”, corpo mumificado com cerca de 5 300 anos descoberto em 1991, nos Alpes. Múmias egípcias do sexo feminino, como a da rainha Amunet, que teria vivido entre 2160 e 1994 a.C. apresenta indícios de tatuagem na região abdominal; pesquisadores crêem que poderia ter relação com cultos à fertilidade.
Hoje as tatuagens estão espalhadas por todo planeta como distintivo honorífico, símbolo de grupo organizado, afirmação de amor, sinais de desprezo e de ódio e com fundo religioso. No Brasil, sofremos por muito tempo resistência ao seu uso, graças ao escritor e folclorista João do Rio, que imprimiu um caráter desabonador à tatuagem associando-a a prostitutas, cafetãos e ladrões.
Quando estudante de Direito ganhei um registro sobre criminalidade que trazia desenhos usados por presos, perdi-o e não me lembro o autor. Felizmente acabou este preconceito entre nós e a utilização da tatuagem entre os jovens se multiplicou com função estética.
Nos tempos de invulgar inspiração, o compositor Chico Buarque produziu uma canção, “Tatuagem” com os lindos versos “Quero ser a cicatriz/ Risonha e corrosiva/ Marcada a frio/ Ferro e fogo/ Em carne viva/ Corações de mãe, arpões/ Sereias e serpentes/ Que te rabiscam/ O corpo todo/ Mas não sentes.”
Os bandidos nazistas marcaram os prisioneiros nos campos de concentração pela origem geográfica ou racial, pelo status social ou escolaridade, gravando ciganos, eslavos, homossexuais, judeus e polacos. Usaram números para condenações à morte. Na Venezuela estão tatuando as pessoas para estabelecer cotas de alimentos e remédios.
Essa prática, felizmente, ainda não chegou ao Brasil. Os assaltantes dos cofres públicos, os cínicos, ladrões e mentirosos não são estigmatizados com um “C”, um “L” e um “M”. E ainda dissimulam a fisionomia com maquiagem, cirurgia plástica e até pelo marketing. Vêem-se caras de anjo pagas com o dinheiro das propinas. Lula usa botox para disfarçar os sinais de alcoolismo. A máscara, porém, vale como um “L” na testa…
Constata-se que a corrupção e o amoralismo dos hierarcas do PT trazem uma marca indelével, irreversível e irremovível, a patologia criminosa do lulo-petismo.
Os corruptos ignoram, mas têm uma tatuagem invisível, por que a expressão do delinquente é uma marca não impressa. O maior exemplo é o falso herói José Dirceu, cujo olhar o denuncia. Mas temos também os que fazem questão de ter o corpo marcado.
A militância de carteirinha do PT rabisca o corpo com signos indecifráveis, estrelas ou imagens de bandidos santificados pela necessidade primitiva de endeusar alguém.
Como gado humano, os socialistas bolivarianos exibem o bico de pena de Che Guevara no braço, nas costas, ou no peito; e os que pregam o fuzilamento das classes médias contrárias ao desastrado governo Dilma, usam provavelmente a Caveira, o símbolo de ameaça de morte ao inimigo…
Chamadas de capa das revistas semanais
Veja
Capa – Lava-Jato exclusivo: o primeiro político delator diz que participou da montagem do Petrolão com Lula no Palácio do Planalto
Época
Capa – Lava Jato trincada: A decisão do STF de retirar do juiz Sergio Moro investigações do petrolão põe em risco o futuro da operação contra a corrupção
ISTOÉ
Capa – Última cartada: comprar. Depois de receber o “não” da cúpula peemedebista, Dilma abre o balcão de negócios no Congresso tentando ganhar uma sobrevida
ISTOÉ Dinheiro
Capa – Dólar dispara: Moeda americana ultrapassa R$ 4,20, asfixia empresas e consumidores e alimenta a inflação. É o efeito do risco Dilma.
Carta Capital
Capa – Limites à Lava Jato: O ministro Teori Zavascki redefine o seu papel. E o de Sergio Moro.
EXAME
Capa – Brasil em crise: A perda do selo de país bom pagador vai trazer mais recessão, dólar mais caro e inflação mais alta
ARCA DE NOÉ
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
A arca desconjuntada/ Parece que vai ruir/Entre os pulos da bicharada/ Toda querendo sair” (Vinicius de Moraes)
O deputado federal Alessandro Molon eleito pelo PT no Rio de Janeiro, um dos vice-líderes na Câmara deixou o partido para ingressar na Rede de Sustentabilidade de Marina Silva.
Molon militava quase 20 anos no PT, e não era um bicho comum entre os lulo-petistas. Sem me aprofundar na sua biografia, não me parece com os ratos que roem o queijo do Erário, nem como as gazelas carreiristas, nem camaleão oportunista, nem os burros que carregam a carga pesada, ou as hienas que comem o resto do banquete dos tigres, ou os urubus que sobrevoam o desgoverno apodrecido de Dilma.
Embarcou no lulo-petismo pensando em salvação, mas não justifica que tenha agüentado tanto tempo sem enjoar na arca perdida da pelegagem.
Essa arca à deriva não se parece nem um pouco com a Arca de Noé descrita nos capítulos 7, 8 e 9 do Gênesis, que descreve como Noé foi orientado por Deus para construir um grande navio que o salvaria e à sua família, e mais um casal de cada espécie de animais do mundo.
O deus de Abraão nada tinha de brandura. Estava disposto a destruir a humanidade que reconhecia perversa, através de um grande dilúvio, e assim o fez. Cientistas discordam da veracidade da Arca, sem aceitar a capacidade da embarcação referida pela Bíblia, atribuindo-a as lendas das religiões antigas.
No infeliz Brasil sob o reinado da ignorância implantado pelo apedeuta Lula, Dilma, sua representante na presidência da República, subverte a visão realista associando a Arca de Noé ao avanço da ciência através dos tempos.
Não é apenas um chute pseudo cultural. Talvez Dilma sustente a sua tese com as bugigangas chinesas da sua loja de R 1,99, pois um grupo de professores mandarins gozaram na web a insustentável descoberta da Arca no Monte Ararat…
Como uma arca ardilosa, o PT navega por 14 anos nas águas turvas de um projeto criminoso de manutenção do poder. E leva no seu bojo uma bicharada famélica por propinas, comissões, caixa 2, enfim, pixulecos para cada representante da sua “revolução dos bichos”.
O Brasil inundado pela má gestão, incompetência e roubalheira do PT-governo, assiste prazeirosamente o naufrágio da Era da Pelegagem; e eis que sem o avanço da ciência baseada em lendas pela “ignoranta Presidenta”, o barco petista está afundando.
Já pressente o fim da cabotagem infame a fauna de oportunistas e carreiristas pendurados nas tetas do Erário e/ou nas negociatas escusas com empreiteiros e banqueiros. Não sei se é verdade científica ou mito, mas ouvi dizer que a estória dos ratos serem os primeiros a abandonarem o navio, vem da Arca de Noé.
Aqui, pelo menos, após a chuva de devassidão cair por 40 dias e 40 noites, as ratazanas pelegas preparam-se para pular do convés vendo escoar as águas do mar de lama e surgir a terra firme da Justiça, nos contrafortes do Ministério Público, Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro.
Há, porém, uma distinção: Começam a abandonar a canoa furada do PT os animais superiores e sensíveis, escapando por pranchas improvisadas do barco da pelegagem para uma jangada pronta a receber os desertores… Que saiam outros mais, além de Molon, porque qualquer coisa que flutue é melhor do que a Arca de Dilma.
E ao assistirmos o soçobro da embarcação petista, em vez de adorarmos os ratos como os indus fazem no templo Karni Mata do Rajastão, vamos cantar com o leonino povo brasileiro a poesia de Vinicius de Moraes vendo a arca ruir:
“O salto do tigre é rápido/ Como o raio, mas não há/ Tigre no mundo que escape/ Do salto que o leão dá”…
“De Lupa”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“É preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir” (Ditado popular)
Tenho uma larga experiência para afirmar que quando estamos no Exterior vemos coisas que passam despercebidas quando estamos no Brasil. Na realidade vista “de lupa”, constata-se a ampliação tanto das coisas boas, como das más…
Na Colômbia, mas propriamente em Bogotá, o Brasil fica muito longe, longe de todos os países das América do Sul e Central, e do Caribe, todos permanentemente acompanhados pelo noticiário da imprensa e revistos na conversação das pessoas informadas.
Durante a semana que passei aqui, só duas notícias sobre nós tiveram destaque na imprensa televisada: no campo político, a prisão do tesoureiro do PT, Vacari, e, na economia, o dólar ultrapassando os R$4, arrochando o câmbio para brasileiros que fazem turismo e os colombianos que fazem negócios no Brasil.
Falar em turismo, tenho uma sugestão para o ministro Eduardo Alves, do Turismo, para criar uma espécie de representação nos países latino-americanos, o que já é feito por todos, até pelo Curaçau! Que faça isto, já que não temos uma atuação diplomática do Itamaraty, mais preocupado em ideologizar o relacionamento exterior do PT-governo do que com o progresso da nosso País.
Como retrospecto negativista, lembro que em Montevideo, não há uma agência do Banco do Brasil! Isto também nos Andes, um absurdo! Como escrevi acima, podem anotar: a China é mais próxima do que nós, o que complica nossa situação. O Wall Street Journal publicou hoje uma matéria que se abre com um comentário: “Mesmo que queiram continuar atuando no Brasil, as multinacionais se queixam de que o país lhes causa “mais dores de cabeça do que a China”.
E as complicações têm um endereço certo: O rebaixamento para categoria especulativa pela Standard & Poor’s, que revelou a situação da dívida soberana, antes tida como segura e que deixou de sê-lo pela irresponsabilidade de um governo incompetente e corrupto.
Um representante da Avon – que fatura no Brasil mais do que nos EUA, reclamou numa roda de imprensa que com as oscilações do câmbio produzidas pelo PT-governo fizeram seus lucros caírem 6%; e, na mesma ocasião, analistas de mercado alertaram que a economia brasileira se encaminha para uma hiperinflação…
Também registramos que estão sempre presentes nos comentários de jornalistas especializados, os escândalos da Petrobras, incompreensível para todos, indagando por que a corrupção na estatal não tenha sido detectada pelos círculos governamentais, só aparecendo numa investigação policial, que envolveu vários diretores e dirigentes do Partido dos Trabalhadores.
Há cobranças ao ministro Joaquim Levy, cujas afirmações não encontram eco no ministério lulo-petista, embora respaldadas pela própria Presidente. Aliás, estranham a perda de autoridade de Dilma, cuja voz não repercute entre os líderes e parlamentares do seu partido.
Escrevendo às pressas, obrigo-me a divulgar uma piada que corre nos meios de comunicação, dizendo que os brasileiros se esqueceram da grande inflação da década de l990, memória que fica apenas entre alguns poucos mais velhos e assim mesmo entre aqueles atentos para as perdas que voltaram a sofrer.
Ecos dos EUA e do Reino Unido indicam a retenção de investimentos no Brasil e realçam que a única saída encontrada pelo PT-governo é o aumento de impostos e a recriação do imposto sobre as transações financeiras – a famigerada CPMF.
A atenção externa está voltada para a desconstrução governamental e as exigências populares refletidas no desgaste da aprovação de Dilma (7%) e os pedidos de impeachment, que em 72 horas recolheram um milhão de assinaturas.
Assim vejo o Brasil “de lupa”, desde Bogotá.
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