Chamadas de capa das revistas semanais
Veja
Capa – Estado brasileiro, um monstro que devora riquezas.
Época
Capa – A presidente sem poder: Dilma se enfraquece e perde tempo ao lançar um pacote de ajuste equivocado.
ISTOÉ
Capa – Dilma quer que você pague a conta: Pacote de ajuste da presidente se limita a tungar o bolso do contribuinte
e reforça a guerra do impeachment. (Pág. 1)
ISTOÉ Dinheiro
Capa – O verdadeiro tamanho do rombo: R$ 200 bilhões: Dilma joga a conta para a sociedade e resiste em cortar seus gastos excessivos.
Carta Capital
Capa – Malabaristas em apuros: O precário equilíbrio desta turma.
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DENÚNCIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“É traição? É traição, mas é uma traição entre criminosos. Não se está traindo a Inconfidência Mineira, não se está traindo Resistência Francesa.” Sérgio Moro
Vivendo no clima de faxina contra a corrupção no Brasil, popularizou-se o termo “denúncia”, que nada mais é do que o testemunho de um criminoso contra outro criminoso ou outros criminosos, obtendo o delator os benefícios da lei no cumprimento da pena, se for condenado.
Nosso epigrafado, o juiz Sérgio Moro, que conduz um importante instrumento para combater os crimes contra o patrimônio público, expressa com propriedade recurso da colaboração premiada, que permite a condenação dos culpados. Diz ele: “Às vezes, as únicas pessoas que podem servir como testemunhas de crimes são os próprios criminosos”. E na verdade são.
O instituto da delação premiada está implantado no Brasil desde 1990, e tem servido à Justiça para obtenção de provas na prática criminosa. O termo jurídico é “colaboração premiada”, cujo valor está em que o “colaborador” se obriga a apresentar provas que sustentem a acusação feita.
Este acordo tem ajudado a Operação Lava-Jato realizada com mérito pela Polícia Federal, encontrando respaldo na condução judicial de Sérgio Moro, cujo trabalho é aplaudido pelos brasileiros cansados de tantos roubos nas esferas da administração pública e nas empresas estatais.
Juiz da vara federal de Curitiba, Moro é um homem simples levando a vida simples de classe média. Não tem a arrogância comum às autoridades brasileiras, inclusive de vários colegas da magistratura; e merece o respeito da cidadania por não perdoar os poderosos executivos de empreiteiras e a alta hierarquia do Partido dos Trabalhadores, que ocupa a presidência da República.
Diz-se, e é uma verdade histórica, que a corrupção existe a muito na administração pública, grassando vergonhosa e criminalmente nos círculos políticos; mas também é uma verdade insofismável que se oficializou no governo do PT, instituída oficialmente.
Uma expressão popular diz que atualmente no Brasil em qualquer chão escavado a procura de malfeitos, sempre aparece uma minhoca, a minhoca corrupta da pelegagem dominante, onde um ministro compra tapioca com um cartão corporativo e os parentes e protegidos por Lula da Silva, quando presidente, exibiam passaportes diplomáticos.
Entre os favoritos do Presidente, uma sua apadrinhada fazia viagens oficiais suspeitas usando cartões de crédito da presidência para compras no Exterior e “otras cositas más”; os filhos de Sua Excelência foram beneficiados de tal maneira que se tornaram milionários da noite para o dia.
Outra verdade é que o reinado de degenerescência não foi investigado a tempo. Por causa do amedrontador apoio popular do demagogo líder do PT e outras razões dignas de estudo.
Entre muitos motivos, cabe uma autocrítica: a tradicional displicência dos brasileiros. E, sem dúvida, o acumpliciamento dos 300 picaretas do Congresso Nacional e a inegável acomodação temerosa de magistrados dependentes do poder político.
Felizmente surgiu o Ministério Público jovem e independente, fortalecido pela ação do ministro Joaquim Barbosa, do STF, que domou as feras da pelegagem e adubou o terreno, e plantou a mentalidade anti-corruptível que a Nação colheu. E lhe sucederam inúmeros juízes corajosos, entre eles Sérgio Moro.
Em auxílio à faxina para livrar o Brasil da corrupção, veio a delação premiada, adornando o combate ao crime organizado com o colar das denúncias, uma jóia que deve ser usada como um fetiche para repelir a corrupção lulo-petista.
JUSTIÇA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A pátria não é ninguém: são todos; e cada
qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação”. (Rui Barbosa)
Convivi a vida toda com advogados, muitos contemporâneos da velha Faculdade Nacional de Direito, além de outros adquiridos pela amizade ao longo do tempo e na convergência das idéias. Perdi de vista os que se tornaram juízes; nunca tive aproximação com um juiz.
Acompanho a magistratura superficialmente pelo noticiário dos jornais; só aprofundei-me na sua teoria mergulhando no mar esmeraldino, precioso, dos trabalhos de Rui Barbosa a que tive acesso. Neles, fui do patriótico “Oração aos Moços” ao bíblico “O justo e a justiça política”.
Li a “Oração” a conselho do meu pai quando ainda cursava o ginásio. Emocionei-me; e agora, passado dos oitenta anos, ainda encontro nela palavras proféticas para o Brasil de hoje: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
No “O justo e a justiça política” encontrei a pregação republicana ao culto da Justiça que levou Rui a analisar o quadro da ruína moral do mundo romano, com os Césares dirigindo o espetáculo da sua justiça degenerada, invadida pela política, e joguete da multidão.
Fui alertado, e creio que alertados foram também os advogados e juízes. A Justiça é representada por uma balança, mas não se confunde com o Comércio… A consciência cívica exige que se estabeleça uma distinção entre os tribunais e os shoppings.
O anedotário dos círculos jurídicos registra uma passagem de Tolstoi falando de um juiz que para anular ou confirmar as decisões a ele submetidas, abria aleatoriamente as páginas do processo e se ela trouxesse um número par, votava pela confirmação; se fosse ímpar, votava pela anulação…
Anedotas e lendas urbanas à parte sou uma pessoa que levo a Justiça a sério, mesmo que tenha sido violada uma vez ou outra; e confio em juízes até mesmo naqueles cuja nomeação de favor não transmita saber jurídico pela tinta da caneta do governante. A sua consciência deve falar mais alto do que o pagamento pelo patrocínio.
Acredito que a magistratura aprendeu com Platão, que “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”. Por isto espero a retidão dos juízes, diferentemente dos que simulando honestidade perguntam se há Justiça nesse País.
Estes céticos de conveniência a serviço de um socialismo de fancaria afirmam que só vão para cadeia ladrões de galinha, quem furta pote de margarina, pretos e pobres… Mas foram os mesmos que atacaram o ministro Joaquim Barbosa que julgou os lulo-petistas do Mensalão e levou à cadeia os hierarcas do partido.
Passando à vista os passadores de cheques sem fundo do bolivarianismo, afirmo-lhes que absolvição e condenação não são apenas palavras, e quem faz uso delas com honradez e patriotismo, como o juiz Sérgio Moro, não merece sofrer as agressões, hostilidades e até ameaças de morte da organização criminosa que ocupa fraudulentamente o poder no Brasil.
Os céticos, os pessimistas e os praguejadores que me perdoem, mas creio firmemente que o STF não livrará da punição os que roubaram o Erário, acometeram contra a Petrobras na compra ilegal de Pasadena, no sobrepreço das licitações e na parceria corrupta com empreiteiros desonestos.
Que os petistas torçam para que os ministros do Supremo livrem a alta hierarquia do seu partido, enquanto 93% dos brasileiros fazem sua a inesquecível peroração de Chaplin no último discurso do filme “O Grande Ditador”: “Juízes, não sois máquinas! Homens é o que sois!”.
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Veja
Capa – “Deus, sendo bom, fez todas as coisas boas. De onde então vem o mal?” (Santo Agostinho, nas Confissões)
Época
Capa – A propina atômica do PMDB: PGR obtém evidências de que os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e Edison Lobão receberam propina de empreiteiras pelo contrato da usina de Angra 3.
ISTOÉ
Capa – #somostodosimigrantes
Carta Capital
Capa – Cratera fiscal: Governo não sabe como cobrir o déficit, mas ignora os sonegadores.
ISTOÉ Dinheiro
Capa – Como sobreviver à fúria digital de Uber, Whatsapp & cia.
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BURRICE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Contra a burrice os próprios deuses lutam em vão”
(Friedrich Schiller)
Procurei em vão nas enciclopédias impressas ou virtuais quem foi que traduziu Schiller e usou o brasileirismo “burrice” no pensamento genial que trago na epígrafe. Gostaria de cumprimentá-lo.
Friedrich Schiller foi poeta, dramaturgo, filósofo e historiador alemão, que com Goethe liderou o movimento literário romântico alemão “Sturm und Drang” (Tempestade e Ímpeto).
O Movimento defendia a poesia mística, selvagem, espontânea, em última instância quase primitiva, onde o que realmente tinha valor era a emoção acima da razão. Seus seguidores foram chamados de “Stürmer” e primavam por combater o alheamento pouco inteligente dos alemães para a política.
Como tinham razão! Devem ser lembradas pelos democratas de todo mundo as eleições do dia 5 de março de 1933 que levaram Hitler ao poder na Alemanha. Os que conhecem História sabem que após o incêndio do Reichstag em 27 de fevereiro, o país mergulhou num clima de violência e Estado de Exceção.
Gangues nazistas armadas aterrorizavam o povo e a polícia invadia residências e procurava por suspeitos nos trens de passageiros. Com isto, Hitler acreditou numa vitória esmagadora, o que não aconteceu. O Partido dos Trabalhadores Alemães obteve 43,9% dos votos.
A burrice veio depois: o marechal-presidente Paul von Hindenburg, de muitas condecorações e pouca visão política, nomeou Hitler chanceler. Sem nenhum mal querer pelos asnos, considero que as pessoas burras são as mais fáceis de serem enganadas e dirigidas por outrem.
Assim foi no nazismo lá na Alemanha; embora aqui se manifeste uma massa fanática de infinita burrice, será impossível empossar um Hitler caboclo…. O mais cotado candidato a ‘furher’ do Partido dos Trabalhadores Brasileiros, Zé Dirceu, revelou-se no Mensalão; agora está indiciado por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa…
O outro, Lula da Silva, está com a vida política por um fio. Já é processado em Portugal e aqui pesam indícios de participação no assalto à Petrobras e manobras no BNDES que podem levá-lo à cadeia.
Assim, não será um traque de São João na calçada do Instituto Lula, nem a turba lulo-petista atacando o boneco Pixuleco sob o comando truculento dos camisas pardas do PC do B, que o povo brasileiro permitirá a implantação da ditadura no Brasil.
Porém é inegável a influência da burrice entre nós: É comprovada pelo caráter de seita assumido pelo PT, com seguidores fanáticos que atacam burramente os críticos de Dilma tachando-os de tucanos ou eleitores de Aécio, quando não, de golpistas… Ainda não conseguiram entender que se trata de uma onda nacional, lúcida, apartidária, democrática e patriótica.
A burrice é virulenta. Pega. Transmite-se no ar que a pelegagem corrupta respira. Está no exemplo dado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht criticando quem ‘dedura’… Onde Marcelo aprendeu o princípio da Omertà – a lei máxima da máfia, o voto de silêncio inquebrável entre os mafiosos? Teria sido com os líderes do narco-populismo latino americano?
O juiz Sérgio Moro soprou nos ouvidos honestos que a colaboração premiada “é traição, mas é uma traição entre bandidos; não se está traindo a inconfidência mineira, nem a resistência francesa…”
Em respeito ao mamífero da família dos Eqüídeos, conhecido como asno, burro e jumento, ofereço ao herdeiro da Casa Odebrecht o princípio constitucional da presunção de inocência: quem sabe ele não seja tão burro, somente saiba da morte de Celso Daniel por traição ao PT, ou do assassinato do procurador Alberto Nisman, que denunciou na Argentina Cristina K.
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Veja
Capa – A face feroz da China: A súbita e brutal queda das bolsas, a mudança nas regras do jogo e a manipulação de dados assustam um mundo totalmente dependente da economia chinesa
Época
Capa – Nosso homem em Havana: Documentos secretos mostram como o ex-presidente Lula intermediou negócios da empreiteira Odebrecht em Cuba
ISTOÉ
Capa – Gilmar Mendes – O caçador de crimes eleitorais: Para ele, o Brasil foi transformado num “sindicato de ladrões”
ISTOÉ Dinheiro
Capa – Brics em apuros: Pânico nas bolsas de valores da China assusta investidores no mundo
Carta Capital
Capa – Dilma complica Dilma: Em compensação, a oposição é para lá de ruim
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ESTUPIDEZ
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, mas não estou certo quanto à primeira” (Einstein)
Vejo a estupidez como incivilidade, ação contrária ao direito civil, e não como falta de inteligência, como registram alguns dicionários. No Brasil temos muitos estúpidos com exagerada destreza mental. A astúcia da pelegagem exemplificada por Lula da Silva é o exemplo mais-que-perfeito.
Acho que o nosso epigrafado, Albert Einstein, sempre correto, acertou ao universalizar a imensidão incalculável da estupidez humana. Na nossa Pátria tão vilipendiada pelo PT-governo a indispensável qualidade do militante estúpido do seu partido é ter faro por dinheiro. Público ou privado…
Aqui faltam creches para a infância, escolas para estudantes, hospitais para os enfermos, cadeias para os delinqüentes, mas sobram cargos na administração pública e benesses para os apedeutas, principalmente quando se impõe pela arrogância e a mentira.
Pessoas desta laia ganham condecorações, patentes, prêmios e a glória efêmera do poder. Vejam que a Ordem dos Advogados do Brasil levou quase dez anos para cassar o registro de advogado de José Dirceu, chefe de um esquema criminoso condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Se isto ocorreu é porque a autoridade dele se esvaiu numa segunda ação corrupta e corruptora.
Os outros mensaleiros e familiares de Lula da Silva ostentam medalhas de mérito militar concedidas por estúpidos fardados que gazetearam as aulas de civismo no Colégio Militar e não seguem os exemplos de patriotismo dos heróis militares que escreveram o nome na História do Brasil.
Encontro exemplos ilustrados da estupidez humana no Congresso Nacional, e como não quero assumir sozinho esta posição, espero a cumplicidade dos meus leitores após assistirem a programação das tevês Câmara e Senado.
De olhos e ouvidos atentos ao vídeo, ninguém irá me desmentir. Como se trata de um show macabro, receberei comentários inteligentes pelo desprezo da linguagem culta, a postura deselegante e o comportamento hipócrita dos parlamentares.
Sem dúvida há exceções que realçam a distinção de alguns deputados e senadores que certamente orgulham seus Estados. Do meu ponto de vista, são poucos, e que eu arriscaria limitar em dez por cento dos componentes do Congresso. Talvez um estúpido de plantão me censure, lembrando que a maioria que desprezo é a conseqüência do regime democrático, de pessoas simples eleitas pelo voto popular.
Não me alinho com os que acham infalível a inclinação política do povo e lembro o tempo em que os pelegos não dominavam por completo as organizações civis, e então encontrávamos profissionais liberais, estudantes e trabalhadores que intervinham nas discussões e discursavam com uma linguagem inteligível, apurada e distinta.
Cultuador da memória de Rui Barbosa concordo em gênero e número com ele quando ensinou: “A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua”. A depreciação a que se refere não é o desprezo pela linguagem coloquial, nem os estrangeirismos universalizados, mas condenados pelos estúpidos xenófobos, e muito menos os neologismos refugados pelo estúpido academicismo de aquário.
Inadmissível é falar sem nada transmitir no campo do pensamento como faz a presidente Dilma, usando expressões que não alcançam o ouvinte a não ser pelo som das palavras. A isto, seus críticos batizaram de “dilmês”; e entre seus discursos houve um que se impregnou nas cabeças dos brasileiros e correu mundo.
Deleitando os puxa-sacos mobilizados para aplaudi-la, foi assim que Dilma falou sobre o ‘novo’ Pronatec: “Nós não vamos colocar uma meta. Nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós dobramos a meta…”
Essa estupidez nada tem a ver com o romantismo da canção homônima de Roberto Carlos, exceto nos versos “Sua incompreensão já é demais/ Nunca vi alguém tão incapaz”…
BANQUEIROS (2)
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
O socialismo do lulo-petismo é a ideologia distorcida dos pelegos sindicais salgada com as lágrimas das viúvas de Stálin; provoca gargalhada mesmo em momentos de decoro, como enterros, ou nas aflitivas crises econômicas.
Isto ocorre, na prática, com o PT e seus satélites na tragicomédia das palavras-de-ordem que recuam ao século 19, quando eram levantadas pela turba na comuna de Paris e que hoje não passam de pilhérias. Como levar a sério uma faixa exibida na ‘mininfestação’ pró-Dilma, “Por um Estado proletário”?
Até as pessoas mais ignorantes vêem que esta reivindicação não corresponde à realidade. E é contraditória levantada por quem defende um governo que nada tem de proletário e se um dia teve algum, aburguesou-se, enriqueceu…
Não foi por acaso que na sua primeira eleição Lula da Silva correu para Walt Street e de lá trouxe Henrique Meirelles para ser ministro da Fazenda; e Dilma, afundando, chamou Joaquim Levy…
O PT-governo é, na realidade, um governo ideal párea os banqueiros, como comprova o trabalho da jornalista Anay Cury no G1, sobre o lucro obtido em 2013 pelos quatro maiores bancos brasileiros, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.
A informação não surpreendeu os especialistas, nem mesmo os observadores de longe, como eu, apenas leitor das finanças pela imprensa diária. O que realmente impactou foi o lucro dos bancos que somado é maior do que o PIB de 83 países, segundo dados do Fundo Monetário Internacional.
Passado um tempo deste levantamento, vem o banqueiro Roberto Setubal, presidente do maior banco privado do Brasil – o Itaú Unibanco – defender Dilma! O faz, sem dúvida, de olho nos lucros que poderão cair com a saída da Presidente. A dupla proteção dos seus ganhos e do mandato da Presidente é exagerada.
Não precisava minimizar as pedaladas fiscais questionadas pelo TCU, nem ver indícios de envolvimento dela nos esquemas de corrupção. Embora financista, Setúbal parece não levar a sério os relatórios das agências de risco, despreza os registros da economia que o FMI divulga e não tem acompanhado a evolução da Operação Lava Jato.
Ao trocar interesses com Dilma, o dono do Itaú Unibanco mostra que o Brasil do PT é o paraíso dos banqueiros; diante deles, os empresários da Indústria, do Comércio e dos Serviços são a escória que apenas come os restos do banquete. Havia a exceção dos empreiteiros na arapuca armada por Lula e José Dirceu, hoje criminalizada.
Será que há algum banqueiro socialista bolivariano? Se os há, é puro fingimento “setubalístico” para iludir os “communards” que ressuscitaram de 1781 e os ainda estonteados sobreviventes da queda do Muro de Berlim. O banqueiro é um banqueiro e o narco-populista é um narco-populista.
O anedotário histórico conta que Mayer Amschel Rothschild, o fundador do maior sistema bancário dos tempos modernos, leu no jornal socialista ‘Aurore’ um comentário dizendo que com os milhões acumulados pelos seus bancos na Alemanha, França, Holanda, Inglaterra e Itália, poderiam acabar com a fome de todos habitantes da Europa pela vida inteira.
Vivia-se nos fins do século 18. Sem guarda-costas, Mayer foi à redação do ‘Aurore’ e dirigiu-se para a mesa do jornalista autor do comentário. Em voz alta disse: – “A Europa tem aproximadamente 200 milhões de habitantes e eu possuo 200 milhões de florins, dessa maneira, cabe um florim para cada europeu matar a fome pelo resto da vida”. Meteu a mão no bolso e tirou a moeda de um florim, jogando-a sobre a mesa: – “Tome o seu!”
TRAVESSIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Enquanto as piranhas comem, temos que passar ligeiro, Toque logo este boi velho que vale pouco dinheiro”.
Travessia do Araguaia (Tião Carreiro e Pardinho)
O cancioneiro popular brasileiro é riquíssimo. A cantoria nordestina a toada sertaneja descrevem capítulos da vida real com linguagem poética que encanta e emociona. A epígrafe deste artigo transcreve o sacrifício do ‘boi de piranha’, numa melodia simples e sentimental, “Travessia”, de Tião Carreiro e Pardinho.
É a história de um boi velho, abatido pelos anos. Ferido com aguilhões, sangrando é levado a entrar no rio, fervilhando de piranhas que o devoram aos poucos; enquanto isso, a boiada atravessa no anti-fluxo chegando salva à outra margem.
E, com poesia e romantismo, temos também “Travessia” intitulando o primeiro álbum de Milton Nascimento, uma jóia da música popular brasileira. Essas travessias que comovem e enternecem são antagônicas do cinismo gelado de Dilma, com o ponto no ouvido, repetindo uma cantilena marqueteira para se salvar.
O PT-governo é responsável pela crise que foi implantada no País a partir do segundo mandato de Lula da Silva, encoberto no primeiro da “Gerentona” vendida ao eleitorado e estourado nas primeiras semanas do segundo mandato de Dilma, não mais considerada uma ‘gerentona’…
A visível falência do ciclo lulista no poder, revelou que o ‘modo petista de governar’ imprimiu a incompetência e a corrupção na administração pública. Nos estertores, voltam a apelar para o Diabo para se salvar… Fazem justamente o contrário do que fez Moisés rezando a Jeová para livrar seu povo da escravidão no Egito.
A travessia do Mar Morto liderada por Moisés está na pauta científica. Um engenheiro do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA anunciou que pode provar que é verdadeira a descrição do Êxodo sobre a salvação dos israelitas.
Através de simulações no computador o pesquisador mostra que fortes ventos do leste poderiam fazer a água retroceder e formar uma espécie de ponte de terra criando um espaço suficiente para Moisés e seu povo atravessarem.
Cá entre nós, não há vento leste que abra caminho para que Dilma e seus parceiros escapem da pressão do povo e consequentemente da Justiça. A cada dia piora a situação do PT-governo, num turbilhão que envolve a economia, finança, política e ética, arrasando o discurso mentiroso do ‘País das Maravilhas’.
Na autêntica travessia do Brasil desfilam os desdobramentos da crise econômico-financeira contaminando todos os setores produtivos e estamentos sociais pela carestia de vida e aumento do desemprego.
A inadimplência subiu 19% frente ao ano passado; a emissão de cheques sem fundos foi recorde em julho e teve no mês a maior alta desde 2011. Com isto, o consumidor atrasa tarifas de telefone, condomínio e até mensalidade escolar dos filhos.
Apesar dessa tragédia promovida pelo lulo-petismo, o comissariado governamental e a hierarquia partidária não fazem autocrítica e, por ignorância ou má-fé, não encontram a saída pelos males que afligem a Nação.
Pelo contrário. O PT-governo reedita medidas do tempo de Mantega, providências que fracassaram especialmente o crédito subsidiado a grupos favorecidos. E o pior é que no giro desta volta ao passado, Dilma abusa dos discursos desconexos de falso otimismo.
As metas discursivas da Presidente levam-me ao rei Juan Carlos repreendendo as bobagens narco-populistas de Hugo Chávez: “Porque não te calas?”; e levando para o humor, recordo a Ofélia do programa Balança Mas Não Cai, magistralmente interpretada pela atriz Sônia Mamede.
Só abrindo a boca para dizer besteiras, a última travessia de Dilma foi falar “Vergo, mas não quebro”, aí a inteligência do tuiteiro Carlos Brickmann comentou na bucha: “Pois é, quem quebra é o País…”
INTOLERÂNCIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Liberté, Egalité, Fraternité
Lema da Revolução Francesa
Se eu tivesse que dicionarizar o verbete ‘intolerância’, escreveria: Substantivo Feminino – Atitude mental discriminatória e preconceituosa, evidenciada na falta de respeito às diferenças de opiniões filosóficas, políticas e/ou religiosas.
Nesta situação crítica que o Brasil atravessa a presidente Dilma, ministros “da casa” e os militontos ligados à comunicação seguem a orientação marqueteira para “universalizar o tema”, isto é usar a palavra ‘intolerância’ direta ou indiretamente, e, como ensinou herr Goebbles, repeti-la à exaustão para alimentar as massas como na engorda dos perus de Natal.
A intolerância tem uma travessia histórica que vem de muito longe (A palavra ‘Travessia’ também está sendo ‘universalizada’). Uma das mais conhecidas no Ocidente foram a perseguição e morte de bebês por Herodes, os fariseus e os escribas na busca do Cristo que deveria nascer.
Também não é possível desconhecer a intolerância no século I, quando o imperador Nero para recuperar a perda da popularidade e fugir do desprezo popular, perseguiu os cristãos, levando-os à arena para serem mortos e devorados por feras, crucificando-os e usando-os como tochas humanas.
Bem depois, na Idade Média, outro exemplo de intransigência e preconceito voltou com o cristianismo vitorioso na Europa. No século XII, na França, surgiu a Inquisição promovida por várias instituições católicas massacrando os hereges cátaros e valdenses que se recusavam obedecer ao Papa.
Quando a inquisição decaiu, surgiram os pogroms, tendo como maior exemplo a Noite de São Bartolomeu, em França, no ano de 1572 com bárbaros assassinatos de protestantes. A palavra pogrom, é de origem russa. É a perseguição violenta, castigando pessoas, principalmente judeus, saqueando e destruindo suas propriedades.
O termo pogrom ganhou notoriedade pelo arrastão que atacou o sul da Rússia entre 1881 e 1884, causando o protesto internacional e levando à emigração maciça dos judeus russos.
Com o nazismo, está gravada na memória a barbárie que foi a Noite dos Cristais (ou Kristallnacht/Reichskristallnacht), o início do flagelo sofrido pelos judeus alemães que chegou ao holocausto.
Pelas características da democracia norte-americana a justiça deles considera criminosa a intolerância na sua versão psíquica. Aqui no Brasil esse tipo de intolerância passa muitas vezes despercebida ou dura pouco; logo é esquecida.
Guardo na memória o exemplo de intolerância psíquica de Lula da Silva convocando um tal ‘exército de Stédile’ para enfrentar os oposicionistas; e, seguindo a voz do dono, o também pelego Wagner de Freitas, presidente da CUT, ameaçou recentemente pegar em armas para defender a bandidagem instalada no PT-governo.
Dilma acabara de condenar raivosamente o traque de São João que um moleque jogou na calçada do Instituto Lula, quando Wagner discursou ovacionado pela pelegagem dos movimentos sociais. Foi no Palácio do Planalto, sede da Presidência da República.
Vê-se, dessa maneira, que a intolerância do marketing lulo-petista só tem um lado: A intimidação explícita do uso de armas contra o povo é indulgência benigna; ir às ruas contra o PT-governo que saqueia o Erário, é intolerância…
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