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Sonny Boy Williamson

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MERITOCRACIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Um dos motivos que deve levar os patriotas brasileiros a votar em Aécio Neves contra o PT é a constatação do aparelhamento da administração pública e das empresas estatais nos moldes da pelegagem sindical que inspira e controla o governo federal.

Espera-se que a mudança de estilo e o desejo de reentrilhar o País na direção da justiça social, da liberdade e do desenvolvimento econômico, dêem um fim na burocracia inchada e incompetente que ocupa os poderes republicanos.

Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir sabe que o improviso oportunista e o desprezo pela ética estão desmoralizando o Estado Brasileiro, e defende a moral pregada pelos ancestrais com a volta da meritocracia.

Meritocracia é mais do que a palavra híbrida do latim (meritum), mérito, atribuída às pessoas de formação digna, hábil, inteligente e esforçada; e do grego (κρατία), cracia, sufixo muito usado que significa poder, força e domínio; trata-se de uma instituição, que atribui às pessoas o reconhecimento pela dignidade, habilidade, inteligência e esforço para progredir.

Os países nórdicos e o Japão concedem medalhas e diplomas pelo mérito. Uma maneira de proclamar atos patrióticos, solidários e consequentes, em prol da coletividade e da Nação.

A meritocracia, como concepção política, é o governo da competência, da dedicação e do trabalho produtivo, e os cidadãos e cidadãs merecedores, por mérito pessoal independem do sobrenome, da condição social e muito menos de filiação religiosa ou partidária. O grande exemplo que temos é o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa.

Tristemente o Brasil vive uma época em que há pessoas que não podem ouvir falar em meritocracia; assistimos estarrecidos (palavra que virou moda) a OAB/DF recusar registro de advogado para Barbosa. Por inveja, medo da convivência e/ou vergonhosamente, por estreiteza ideológica.

Devemos nos perguntar o porquê dos motivos da oposição de uma minoria à meritocracia. Parece que são seguidores da Lei de Gerson… Os que querem levar vantagem em tudo, aproveitando-se do nascimento, da projeção social e até de atrativos físicos, para ocupar posições no governo e em corporações.

Neste infelicitado País controlado por pelegos, encontramos inumeráveis exemplos de arrivistas ocupando altos cargos governamentais, em bancos, empreiteiras, agências controladoras e diretorias empresariais.

Qual o resultado de aproveitar-se elementos desqualificados moral e intelectualmente, apenas por portarem a carteirinha de filiação a um partido? Não é preciso muito raciocínio para saber que é o fracasso administrativo e a corrupção.

Houve um tempo em que aeronautas e aeroviários, bancários, estatísticos, ferroviários, petroleiros, servidores públicos e técnicos em geral, reivindicavam a implantação de planos de cargos, onde o mérito deveria ser assegurado nas promoções e indicação para chefias ou gerências.

Hoje, inexplicavelmente, àqueles lutadores mergulharam na mediocridade – com honrosas exceções dos que mantêm princípios – submetendo-se submissos ao aparelhamento injusto e desabonador. Não se vê protestos da representação dos engenheiros, técnicos e sindicalistas da Petrobras diante da desastrosa rapina imperante na estatal graças ao aparelhamento político.

Esparsamente, ouvimos vozes respeitáveis em bancos estatais, na FUNAI, no IBAMA, IPEA e IBGE, manifestando-se contra a intromissão indébita do PT-governo nos seus quadros. Suas vozes são abafadas, mas são eles os meritórios brasileiros que esperam as mudanças anunciadas na onda nacional das eleições.

Com estes homens e mulheres que reagem contra a República dos Pelegos, estamos, mais de 70% dos brasileiros, batalhando pela vitória de Aécio Neves, candidato da união nacional, nas eleições de 26 de outubro.

 

 

 

Natalie Cole e Nat King Cole – Unforgettable

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Emily Dickinson

Dentre todas as Almas já criadas

 

Dentre todas as Almas já criadas –

Uma – foi minha escolha –

Quando Alma e Essência – se esvaírem –

E a Mentira – se for –

 

Quando o que é – e o que já foi – ao lado –

Intrínsecos – ficarem –

E o Drama efêmero do corpo –

Como Areia – escoar –

 

Quando as Fidalgas Faces se mostrarem –

E a Neblina – fundir-se –

Eis – entre as lápides de Barro –

O Átomo que eu quis!

 

(Tradução: José Lira)

Biografia de Emily Dickson aqui

ESCRÚPULOS

Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                           “Pega-se um ou outro ladrão de galinha e escapam
                             incólumes os salafrários mais espertos”
                                                                         (Cláudio de Moura Castro)

Parece-me que o gigante adormecido acordou e levantou-se do berço esplêndido para se defender das armações traiçoeiras contra seu povo. Utilizo-me do verso de Chico Buarque de Holanda (esquecidos por ele) para lembrar que “dormia nossa pátria mãe tão distraída/ sem perceber que era subtraída/ em tenebrosas transações…”

É preciso rebater nesta tecla: A opinião pública vinha meio anestesiada diante dos múltiplos escândalos de corrupção no governo, nas empresas estatais e nos fundos de pensão. É uma epidemia virulenta que vai do varejo nos birôs de modestas repartições até os gabinetes de diretores, com acesso aos ministros e líderes de bancada do PT e dos seus aliados.

Essa situação trágica atemoriza todos os segmentos da sociedade sem distinção: Trabalhadores, funcionários, empresários grandes e pequenos do comércio e da indústria e o setor de serviços em geral, em particular, bancários, intelectuais, médicos e professores. Uma mobilização espontânea mostrou uma surpreendente reação.

Com o percentual de votos válidos obtidos pelas oposições à candidata governista foi de 59,41%, uma maioria expressiva que sacudiu a Nação Brasileira e trouxe disposição de ânimo com a ida de Aécio Neves para o 2º turno.

Essa votação acompanhou os protestos de junho de 2013. Voltou-se contra os partidos omissos, a incompetência administrativa, a corrupção governamental, a insegurança e os abusos de toda ordem que descambam para a impunidade.

O Gigante e a Pátria Mãe darão um basta na prática criminosa dos dossiês, mensalões, Caixa 2, Erenice, Rose Noronha, dólares na cueca, aparelhamento imoral nos Correios, assalto escandaloso à Petrobras e as suspeitas nos assassinatos dos prefeitos Toninho e Celso Daniel.

O cenário inescrupuloso do festival corrupto e corruptor que norteia a política petista, com a maquiagem das estatísticas e fraudes nas cifras. No campo da economia, não há dificuldade em tomar conhecimento das célebres ‘consultorias’ lulo-petistas, para constatar a perversão dominante.

Sem escrúpulos, Dilma e Mantega continuarão a participar da cenografia do BNDES? É preciso lembrar que foi esta entidade a doação de dinheiro a ditadores africanos e caribenhos em contas “secretas”, e que dali saíram verdadeiras fortunas para Eike Batista, sem garantias reais!

Recordar o efeito cênico do Eike nos assaltos à Petrobras de braço dado com Lula da Silva que o chamava de “meu capitalista”. O Pelegão benzia os fantasiosos projetos das empresas “X”, viajando nos aviões e iates pertencentes à frota do Caloteiro…

Sobrou para os ludibriados investidores na incógnita “X” na ciranda financeira, e para o contribuinte, assumir o rombo de R$ 11 bilhões no Tesouro Nacional.

Tudo isso é fichinha para os desvairados fanáticos lulo-petistas ou os ingênuos utópicos da ideologia que desmoronou com o arruinado “socialismo real” morto e sepultado.

Não sabem de nada esses inocentes… Não vêem que o galináceo narco-populista engana-os, cacarejando para a esquerda e pondo ovos para os pelegos arrivistas e os aventureiros de sempre.

Ano passado houve quem falasse de desobediência civil e voto nulo; a campanha da sucessão presidencial mostrou o outro lado. O povão preferiu a rebeldia pelo voto e levou o oposicionista autêntico, Aécio Neves ao enfrentamento direto com a representante (ou seria representAnta?) dos males que afligem o País.

Balzac, um revoltado contra o estado de coisas do seu tempo, tem uma frase lapidar: “Não há dois partidos a tomar: ou a estúpida obediência ou a revolta”. É assim que devemos trabalhar para que a ação opositora real seja um trator movimentado por Aécio para esmagar os sem-escrúpulos; e no macadame da corrupção aplainar o caminho da decência.

Augusto dos Anjos

Canto de Agonia

Agonia de amor, agonia bendita!
– Misto de infinita mágoa e de crença infinita.
Nos desertos da Vida uma estrela fulgura
E o Viajeiro do Amor, vendo-a, triste, murmura:
– Que eu nunca chore assim! Que eu nunca chore como
Chorei, ontem, a sós, num volutuoso assomo,
Numa prece de amor, numa delícia infinda,
Delícia que ainda gozo, oração, prece que ainda
Entre saudades rezo, e entre sorrisos e entre
Mágoas soluço, até que esta dor se concentre
No âmago de meu peito e de minha saudade.
Amor, escuridão e eterna claridade…
– Calor que hoje me alenta e há de matar-me em breve,
Frio que me assassina, amor e frio, neve,
Neve que me embala como um berço divino,
Neve da minha dor, neve do meu destino!
E eu aqui a chorar nesta noite tão fria!
Agonia, agonia, agonia, agonia!
– Diz e morre-lhe a voz, e cansado e morrendo
O Viajeiro vai, e vê a luz e vendo
Uma sombra que passa, uma nuvem que corre,
Caminha e vai, o louco, abraça a sombra e… morre!
E a alma se lhe dilui na amplidão infinita…
Agonia de amar, agonia bendita!

 

Biografia de Augusto dos Anjos aqui

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João Nogueira – Nó na Madeira

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LIBERDADE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Defensor extremo da liberdade aproveito o que nos resta da expressão livre na Rede Social para refletir sobre as ameaças concretas contra ela. Enfrentamos o estratagema lulo-petista de manter um poder duradouro sob a máscara de uma “democracia popular”. Este prenúncio vem com o decreto 8243, que substitui a democracia representativa do Poder Legislativo pelos “conselhos populares” controlados pelo PT-governo.

Tratei disto em vários artigos. A denúncia contra a marcha totalitária do PT e seus aliados, sofre a crítica ferrenha de pessoas equivocadas, sugestionadas há 12 anos pelos ocupantes do poder.

Pouco se me dá sofrer os ataques de quem quer trocar a sociedade democrática por leis disciplinadoras para a imprensa, e prescrições sociais, por autoridades cujo único interesse é o poder pelo poder.

Já surgiram abortos legislativos tipo Marco Civil da Internet, que institui cibercrimes de responsabilidade civil a usuários da Rede Social. Nele, as denúncias se farão em nome da “segurança da informação”, mas que poderão ser usadas, ao sabor dos governantes, em defesa da “segurança nacional” deles…

Mantendo a hegemonia no governo, o PT traz no seu programa propostas de controle da mídia, submetendo jornais ao domínio governamental e sujeitando jornalistas à “disciplina” (!?). Isto seria o fim do jornalismo investigativo, criticado publicamente pela presidente Dilma, impedindo-se levar à opinião pública as denúncias de crimes de peculato e extorsões na administração pública.

Como enfrentar sem liberdade a marcha batida para uma ditadura de nova roupagem? É preciso, como ensinou Montesquieu, que os poderes republicanos sejam independentes e iguais, para que o poder freie o poder.

Assistimos indignados que somente a metade da população resiste conscientemente à supressão da liberdade por que todas as informações disponíveis, poucas, aliás, atingem uma minoria. A resistência é mantida por uma fração letrada e bem informada que enfrenta a amoralidade dominante nas esferas de governo.

Apenas as redes sociais da internet contribuem na divulgação de dados, oferecendo para isto a criatividade de artistas, cientistas, historiadores e jornalistas independentes, revelando os desmantelos econômicos e a corrupção endêmica que grassam e corroem o patrimônio nacional.

As personagens oficiais que temos são apenas auto-falantes de um grupo stalinista que explora o hipnotismo colorindo uma ideologia superada e deturpada, inspirados por um aspirante a ditador, cujo autoritarismo medíocre é notório.

Reconheço (perdoem-me os defensores do politicamente correto) que o megafone lulo-petista planta em solo fértil. Atinge as pessoas mais sugestionáveis, principalmente os jovens sem experiência histórica, incucados pelos pregoeiros de utopias inviáveis.

A maioria dos adolescentes de hoje não acompanhou a juventude do século passado que defendia a ética e a moralidade pública, nem se sensibiliza pela convivência com a evolução das novas idéias trazidas pela terceira grande divisão do trabalho produzida pela tecnologia.

Esta situação deve ser uma preocupação para educá-los através da linguagem, a ferramenta que tornou possível o progresso do homem da selvageria à civilização, como ensina Aldous Huxley no seu livro “Regresso ao Admirável Mundo Novo”. Huxley chama atenção para o grito juvenil “Dêem-me uma televisão e cachorros quentes, mas não me assombrem com as responsabilidades da liberdade”.

É exatamente isto que querem os defensores da ditadura bolivariana, sem atentar para que a sociedade que troca a igualdade nivelada por baixo pelas liberdades democráticas terminará sem uma nem outra, como temos os tristes exemplos de Cuba, Venezuela e na caminhada capenga da Argentina.

A História nos ensina que os ditadores antigos caíram, por maior força que alcançaram, e que o chamado “socialismo real” jaz sob os escombros do muro de Berlim.

Restarão ainda muitos anos para revelar os males do lulo-petismo e o despertar do QI das massas? Acho que não, e que Deus permita que esteja certo… Às vésperas de uma eleição presidencial, a ânsia por liberdade, justiça e desenvolvimento econômico, pode ser saciada pelo voto. Aécio Neves é o candidato que nos traz esta esperança.

Manuel Bandeira

VULGÍVAGA

Não posso crer que se conceba
Do amor senão o gozo físico!
O meu amante morreu bêbado,
E meu marido morreu tísico!

Não sei entre que astutos dedos
Deixei a rosa da inocência.
Antes da minha pubescência
Sabia todos os segredos…

Fui de um… Fui de outro… Este era médico…
Um, poeta… Outro, nem sei mais!
Tive em meu leito enciclopédico
Todas as artes liberais.

Aos velhos dou o meu engulho.
Aos férvidos, o que os esfrie.
A artistas, a coquetterie
Que inspira… E aos tímidos 
 o orgulho.

Estes, caço-os e depeno-os:
A canga fez-se para o boi…
Meu claro ventre nunca foi
De sonhadores e de ingênuos!

E todavia se o primeiro
Que encontro, fere toda a lira,
Amanso. Tudo se me tira.
Dou tudo. E mesmo… dou dinheiro…

Se bate, então como estremeço!
Oh, a volúpia da pancada!
Dar-me entre lágrimas, quebrada
Do seu colérico arremesso…

E o cio atroz se me não leva
A valhacoutos de canalhas,
É porque temo pela treva
O fio fino das navalhas…

Não posso crer que se conceba
Do amor senão o gozo físico!
O meu amante morreu bêbado,
E meu marido morreu tísico!

Biografia de Manuel Bandeira aqui

Clarice Lispector

Amor à Terra


Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.

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