Últimos Posts

BAIXARIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

O “Dicionário de Gíria” de J. B. Serra e Gurgel, um dos mais completos dogênero sobre a linguagemfalada pelos brasileiros, traz o verbete “Baixaria” – (Substantivo masculino) – Coisa de baixo nível.

Nas eleições, que significam a escolha democrática como alicerce da Democracia, deveriam cumprir-se de uma forma limpa; mas na Era do Lulo-petismo, esta definição republicana não é cumprida, no mais transparente espírito da pelegagem.

Poucas horas após o término da apuração dos votos, Dilma já inicia a baixaria contra Aécio, acendendo o sinal verde para os pit-bulls da tropa mercenária paga pelos mensalões para atacar o PSDB e seu candidato. Fica assinalada como será a disputa do 2º turno; Aliada do diabo, a reeleitorável usará todos os recursos criminosos do arsenal diabólico do petismo.

Desmentidos os institutos de pesquisa, regiamente remunerados pelo PT-governo para subestimarem o senador Aécio, Dilma teve apenas 41,6% dos votos válidos, e foi para o 2º turno, quando os porões do Palácio do Planalto já festejavam sua vitória.

Como a farsa das pesquisas não deu certo, os hierarcas do partido não desconhecem que a frente conquistada é débil e lhes ameaça, pelo repúdio nacional sofrido através do voto.

Assim ficou registrado o pior desempenho eleitoral do PT desde que as tropas de ocupação dos pelegos conquistaram Brasília, sendo notável a derrota de três postes de Lulla, Gleise, Lindemberg e Padilha.

Ameaçado o fio de esperança de se manter no poder, o ministro Gilberto Carvalho, porta-voz e factótum da pelegagem, já reconheceu que a força do tucano surpreendeu-lhes: “Esperávamos uma votação menor do Aécio”, disse.

Então, os patriotas defensores da Democracia devem ficar atentos pelo que pode vir por aí. Não podemos arriscar a marcha libertária de Aécio se esquecendo do que são capazes os quadrilheiros do PT e, pior ainda, dos sabujos que os seguem pelo reflexo condicionado da ideologia degenerada do peleguismo.

É bom recordar que vem de longe a atuação do gangsterismo político exercitado pelo lulo-petismo: começou na campanha de 2002, quando o PT falsificou o próprio programa para enganar o eleitorado. Foi a “Carta de Recife” que concorreu para um autêntico estelionato eleitoral.

No Governo, para acobertar o assalto ao Erário, às empresas estatais e fundos de pensão, passou a imperar a amoralidade, com a confecção de dossiês, calúnias, falsificações e “Um assassinato de reputações”, como intitula o seu livro o ex-delegado Romeu Tuma Júnior.

Uma dessas ações criminosas, segundo Tuma Jr, levou o ministro Gilberto Carvalho a audiência na Câmara dos Deputados e ali ele mostrou trazer no sangue o DNA da dissimulação, e na boca a fórmula lulista do “não sabia de nada”.

Na presidência, o Pelegão amoral orientou a feitura de dossiês contra Tasso Jereissati, Arthur Filho e Marconi Perillo. E até contra Ruth Cardozo!

A espionagem e falsificação de perfis de jornalistas na Wikipédia foi realizada por hackers lulo-petistas usando computadores do Planalto; e por mais que escorregasse na primeira hora o PT-governo não pode negar as evidências.

A Petrobras, esfarelada e corrompida no governo Dilma, tem um delator da roubalheira, Paulo Roberto Costa – o “Paulinho”, íntimo e parceiro de Lulla – que traz no seu processo quase uma centena de nomes envolvidos num escandaloso sistema de propinas, com realce para o tesoureiro do PT.

A baixaria esteve presente na campanha eleitoral. O que fizeram nos Correios! O que sofreu a candidata do PSB-Rede, Marina Silva! As investidas agressivas contra ela foram inomináveis; até o falecido colega de chapa, Eduardo Campos, foi alvo de insultos e calúnias.

Durante a campanha no 1º turno, Marina, expôs um rol de fatos negativos do lulo-petismo afirmando que o PT não pode continuar no poder. Antevendo o que poderá ocorrer com Aécio, traz com esta declaração, uma patriótica contribuição contra a reeleição de Dilma. Com isto, esperamos que os marineiros ajudem o Brasil, livrando-nos da baixaria!

Elba Ramalho – Veja Margarida

  • Comentários desativados em Elba Ramalho – Veja Margarida

Cecília Meireles

Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
– vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
– vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
– Vê que nem te digo – esperança!
– Vê que nem sequer sonho – amor!

Biografia de Cecília Meireles aqui

  • Comentários desativados em Cecília Meireles

LINGUAGEM

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                         “As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”
                                                                                                                                 Vitor Hugo

Citei a frase lapidar do extraordinário pensador francês Hugo, e aproveito para fazer uma homenagem à língua francesa, de onde se originou a palavra portuguesa “linguagem”. Foi do antigo vocábulo gaulês “langage”.

A linguagem é um sistema de sinais para codificação e decodificação de informações. Estudos de lingüística indicam que veio dos grunhidos do hommo erectus na África os primeiros indícios de comunicação. Foi o “grito da natureza”, usado pelos primeiros homens para pedir socorro no perigo ou chamar atenção para as fontes de água ou a presença da caça, árvores frutíferas e raízes.

A linguagem tornou possível o progresso do homem da barbárie à civilização e o avanço civilizatório trouxe a multiplicação e disciplinamento das inflexões de voz para através da fala exprimir as idéias, sentimentos e a interação social.

Lingüística é o nome da ciência que se dedica ao estudo da linguagem. Diz Aldous Huxley que “a linguagem dá clareza e nitidez às nossas recordações”, mas também escraviza ora pela adulação, ora pela ameaça.

O Brasil, do ponto de vista geopolítico, deve a sua unidade ao idioma português, que se tornou hegemônica pelo domínio sobre as mais de línguas faladas no País em 1500. Estudiosos encontraram cerca de 200 delas sobreviventes, faladas por minorias muito limitadas.

O português-brasileiro se impõe também sobre as línguas de fronteira, as quilombolas e variantes de estrangeiras como o alemão e o italiano; e sua única variedade se prende ao uso de situações específicas de comunicação.

Assim, preservar o nosso idioma é um imperativo patriótico. O grande Rui Barbosa já alertava que “a degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua”.

Por isso precisamos nos precaver dos totalitários que atualmente ocupam o poder central. Para eles, inimigos da liberdade, corromper o uso da linguagem é uma das formas de manipular opiniões, como se vê na mentira repetitiva dos condutores do lulo-petismo na sua ânsia para manutenção do poder.

O andamento dessa estratégia se faz quase imperceptível. O Ministério da Educação lulo-petista distribui cartilhas onde a gramática é mutilada, e entre os orientadores chapas-branca há quem proponha “popularizar” os livros de Machado de Assis e suprimir a literatura infantil de Monteiro Lobato.

Para atentar contra a obra de Machado, usa-se o reles argumento de que o português culto é ininteligível para o povo e com isso elitiza a literatura… Quanto ao preço ideológico para combater Monteiro Lobato, é a acusação de que o notável escritor defende idéias racistas!

Reconhecemos, sem dúvida, as relações sociais desiguais. Mas sabemos que a ignorância e o analfabetismo são impostos às camadas mais pobres da população por puro interesse de exercer influência política sobre o povo. E fazê-lo massa de manobra para ações que subvertem a nacionalidade e impõem um predomínio partidário.

Seria cômico se não fosse trágico, aceitar-se a linguagem chula de Lula da Silva, semi- alfabetizado, ou a terminologia estreita e mutilada, quase irreconhecível de Dilma Rousseff.

Incapaz de educar e elevar culturalmente o povo, a tendência lulo-petista totalitária aproveita-se de apedeutas com certa capacidade de liderança, sugerindo popularidade para eles. Faz-lhes decorar slogans e palavras-estímulo capazes de granjear simpatizantes para o partido.

É assim, que em nome de uma ideologia degenerada, mercadejam com a opinião pública, escarnecendo da República e da Democracia para facilitar o assalto ao Tesouro Nacional e ao Patrimônio Público.

É com as eleições do dia 5 de outubro que os patriotas devem derrubar, com a linguagem das urnas – pelo voto –, o palanque da ignorância, da incompetência e da corrupção armado pelo PT e seus aliados.

 

 

Fernando Pessoa

O TEJO É MAIS BELO

(do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)

 

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

 

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

 

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.  

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso porque pertence a menos gente, 

É mais livre e maior o rio da minha aldeia. 

 

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.  

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

 

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.  

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

 

Biografia de Fernando Pessoa aqui

 

Ney Matogrosso – Poema

  • Comentários desativados em Ney Matogrosso – Poema

SUBVERSÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

No cenário armado por regimes totalitários o uso da palavra “subversão” é corrente, não apenas como substantivo feminino, mas também como adjetivo originário do latim, “subversu”. Tem vários significados, como “desestabilizar” e, mais comumente, insubordinação às leis ou às autoridades constituídas. O dicionário Aurélio traz também “transformação da ordem política”.

A subversão não só qualifica atos revoltosos, mas igualmente “perturbação social”, presente nos tribunais de exceção nazistas e fascistas, na Alemanha e na Itália, como nas caricatas ditaduras que os imitaram.

No Brasil tivemos duas referências jurídicas, em leis promulgadas por Getúlio Vargas e João Figueiredo. A legislação getulista traz, no seu artigo 1º, “Tentar directamente e por facto, mudar, por meios violentos, a Constituição da Republica, no todo ou em parte, ou a forma de governo por ella estabelecida” (sic); e no regime militar referiu-se, no seu artigo 8º, “Entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes”.

Nesta época em que se tenta consolidar o Estado Democrático de Direito, em conformidade com a Constituição Federal de 1988, apareceu o lulo-petismo e já não se pode individualizar unicamente agentes da subversão; o subversivo é o próprio PT-governo, conspirando contra a Carta Magna e negociando com governos estrangeiros.

O PT-governo quer mudar a Constituição com medidas antidemocráticas como o controle da imprensa e a implantação de um legislativo fake de conselhos apelegados através do decreto 8243. Muito pior: entrega o patrimônio nacional às ditaduras africanas e latino-americanas, e trata com brandura os terroristas degoladores do Estado Islâmico.

A subversão da ordem no Brasil é oficial. Acionada pelo PT e seus satélites, se estende na capilaridade da administração pública e das entidades cooptadas pelo governo. O maior exemplo disso é a subserviência da UNE e o silêncio dos sindicatos de petroleiros (inclusive engenheiros) diante do esfarelamento da Petrobras pela corrupção.

Já não vemos como ensina Norberto Bobbio, a Constituição estabelecendo as normas básicas para o jogo democrático, porque temos um Legislativo corrompido e corruptor, e um Judiciário ideologizado

Escreveu Aldous Huxley que “desde o tempo de Hitler, o arsenal de dispositivos técnicos à disposição dos aspirantes a ditador foi consideravelmente aumentado”. E agora, se soma ao rádio, ao cinema e à televisão, o surpreendente prodígio da internet, assistindo-se a ação subversiva da amoralidade narco-populista nos países latino-americanos – com o Brasil da pelegagem lulo-petista à frente.

Não pode haver um fato mais subversivo da ética profissional e da moralidade pública do que o ato d’um tal Ibaneis Rocha, presidente da secção brasiliense da OAB, impugnando o pedido de Joaquim Barbosa para reativar seu registro de advogado.

Só uma OAB imbecilizada, que se preocupa com a opinião cretina de Levi Fidelix sobre o homossexualismo, pode ferir a personalidade insigne do ex-presidente do STF.

A baixaria na inversão de valores se constata na campanha eleitoral. O TSE não pune o uso indiscriminado do aparelho de estado, que corrompe suas funções republicanas substituindo o agitador, a militância e o marketing… O que foi comprovado na manobra insidiosa da Empresa Brasileira dos Correios…

Como se sabe, a instituição centenária, aparelhada com ladrões e agentes políticos, além de distribuir sem registro nem controle o material de propaganda de Dilma, promoveu “reuniões de serviço” com carteiros das Minas Gerais dando-lhes a tarefa de subtrair a distribuição da propaganda da oposição.

Os atuais governantes que são capazes de permitir hackers atuarem no Palácio do Planalto para atacar seus críticos na imprensa, usam métodos ainda mais desabonadores contra adversários políticos.

É por isso que se precisa frear essa aptidão petista para a prática de todos os males: O “Basta!” poderá sair das urnas eleitorais se não forem fraudadas…

Depende de nós defender o direito individual à liberdade de expressão, acabar com a impunidade dos corruptos, e reentrilhar o Brasil no caminho da Justiça, do Desenvolvimento e da Paz.

 

Auta de Souza

O BEIJA-FLOR 

Acostumei-me a vê-lo todo o dia 
De manhãzinha, alegre e prazenteiro, 
Beijando as brancas flores de um canteiro 
No meu jardim – a pátria da ambrosia. 

Pequeno e lindo, só me parecia 
Que era da noite o sonho derradeiro… 
Vinha trazer às rosas o primeiro 
Beijo do Sol, n’essa manhã tão fria! 

Um dia, foi-se e não voltou… Mas, quando 
A suspirar, me ponho contemplando, 
Sombria e triste, o meu jardim risonho… 

Digo, a pensar no tempo já passado; 
Talvez, ó coração amargurado, 
Aquele beija-flor fosse o teu sonho! 

 

Biografia de Auta de Souza aqui

Carlos Lyra, Pedro Luis, Leo Gandelman & Bossacucanova – Influência do Jazz

  • Comentários desativados em Carlos Lyra, Pedro Luis, Leo Gandelman & Bossacucanova – Influência do Jazz

Elis Regina – Na Batucada da Vida