Round Midnight – Bobby McFerrin + Herbie Hancock (Grammy 1987)
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Traditional Jazz Band – Blues in the air
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OPOSIÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Uma réplica oportuna revela um espírito atilado; a tomada de uma providência eficaz diante do perigo é indício de uma mente equilibrada” (Clausewitz)
Menos de duas semanas após o anúncio do resultado oficial das eleições para a Presidência da República pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ainda persistem rumores, suspeitas e resistência às urnas eletrônicas, à forma como foi feita a apuração e com a direção de Toffoli, ex-advogado do PT, inspirando desconfiança.
Os números eleitorais resultantes dos votos válidos dão 51,64% dos votos a Dilma Rousseff, e 48,36% a Aécio Neves. Vê-se com este quadro um eleitorado dividido ao meio.
Não sei de onde veio e de quem partiu, mas sempre ouvi falar num princípio que reza: “Quem ganha eleição, governa; quem perde, faz oposição”. A “oposição” dicionarizada: origem latina, “oppositione”, substantivo feminino – Vontade contrária; ato ou efeito de se opor ou se colocar contra algo ou alguém.
Fala-se de oposição no Código de Processo Civil com o oponente visando defender um direito seu disputado por outros; e, na política, refere-se a partido ou grupo de partidos contrários ao governo. Hoje temos também as redes sociais onde uma oposição atua ativamente.
Como fazer oposição? Antes de mais nada, precisa-se de um líder de boa formação, elegante, e com autodomínio, capaz de enfrentar o adversário; uma frente partidária consciente e leal; e, apoio da cidadania (temos 74% dos brasileiros insatisfeitos com a incompetência e indignados com a corrupção).
Aécio Neves defendeu no Senado Federal uma oposição institucional respeitando a Democracia, sem uma cisão nacional que leve à secessão federativa, sem rebelião subversiva e, principalmente, sem atos terroristas. Ele prega justamente o contrário do que a pelegagem lulo-petista defende e pratica.
Thomas Jefferson, um dos líderes da guerra de independência dos EUA, tem uma lição para a oposição: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. É isto. Manter ininterrupta e permanentemente a fiscalização nos atos do governo, da presidente da República, dos seus ministros, dirigentes de bancos públicos e empresas estatais. Nunca esquecer que camarão que dorme a onda leva…
Como líder das oposições, Aécio Neves mostrou equilíbrio diante do diálogo proposto pelo PT-governo; condicionou-o à investigação do Petrolão e punição dos criminosos, com base nas delações do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.
Creio que quem votou em Aécio, quem se manifestou nas ruas pedindo recontagem de votos e contra a corrupção, os que estão dispostos a se manifestar no Dia da República contra o PT-governo incompetente e corrupto, estão satisfeitos em vê-lo conduzir com prudência a oposição;
A frente parlamentar oposicionista ao PT-governo é um caso à parte. Não pode fazer concessões; deve atuar sob a visão de que: “a mulher de César não precisa apenas ser honesta, mas parecer honesta”.
Urge protestar ao ver a Câmara aceitar por corporativismo e cumplicidade a permanência de André Vargas, corrupto e corruptor parceiro do doleiro Yousseff; e não ensaiar acordos com o PT para livrar João Vaccari Neto, distribuidor das propinas do Petrolão, e a usufrutuária de R$ 1 milhão, Gleisi Hoffmann.
Isto não pode ocorrer. Aliás, nos dois mandatos de Lula a oposição parlamentar praticamente não existiu; e no primeiro mandato de Dilma, foi uma vergonha. Em várias ocasiões calou-se – e perdeu tempo, prestígio e respeito –, como no caso imoral e criminoso de Palocci e o caseiro, envolvendo ilegalmente a Casa Civil, a Receita e Caixa Econômica.
Deputados e senadores oposicionistas precisam focar a Casa Civil, que virou um circo de horrores protagonizado por Dirceu, Palocci, Gleise e a amiga da Dilma, Erenice Guerra, fazendo desatinos; e Rosemary Noronha, transformando a representação paulista do Governo num lupanar.
A oposição parlamentar precisa de organização, ousadia e consciência da sua função, monitorada pelas redes sociais.
Olhemos a História do Brasil. Do Império até hoje, passando pela República Velha, ditaduras civis e militares e até no arremedo do que foi a “Nova República”, tivemos ações oposicionistas atuantes, sem colaboracionismo nem oportunismo. Isto é o mínimo que esperamos da atual oposição partidária. Que seja para valer!…
Lester Young – Blues for Greasy (1950)
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César Camargo Mariano e Wagner Tiso – Curumim
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Count Basie – Booty’s Blues
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APAGÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ouça-me este conselho: em política, não se perdoa nem se esquece nada” (Machado de Assis)
Como autodefesa para não implodir de indignação, tenho relido alguns já conhecidos, e lido outros trabalhos de Machado de Assis que desconhecia. O fundador da Academia Brasileira de Letras foi um jornalista com “J” maiúsculo, cronista e crítico, assíduo cotidianamente nos jornais.
Descrevendo o mundo da sua época, Machado ajuda-nos a ver como a nacionalidade caiu intelectual e honestamente, atingindo o nível mais baixo dos bens culturais e morais. O que vemos hoje? Um jornalismo medíocre, a composição inconfiável do Congresso e os movimentos sociais e populares cooptados e instrumentalizados como tentáculos do peleguismo.
Veio com o governo Lula a implantação de uma ‘Idade do Apagão’ no Brasil; constatando isto, é ser coerente com a História. É de inteira responsabilidade da pelegagem essa tragédia sócio-política que se abateu no País, e só uma frente de união nacional poderá trazer a luz, ou se estenderá como a “Idade das Trevas” medieval por muito tempo.
Não é um só “apagão; são vários “apagões” que se estendem e cobrem a vasta extensão geográfica do País. É uma escuridão em todos os níveis, culturais, éticos, morais, do civismo, da honestidade e do amor à Pátria.
Houve falta de patriotismo anteriormente? – Houve. Havia analfabetismo? Havia. Praticava-se a corrupção? Praticava-se. Feria-se a moral e a ética? Feria-se. Essas mazelas são antigas, mas que nunca foram institucionalizadas como agora.
O estelionato eleitoral que levou o PT ao poder com a eleição de Lula trouxe no seu interior o modelo mais que perfeito da ideologia dos pelegos: O Mensalão. É um crime doloso e continuado, ensaiado doentia e experimentalmente em Santo André, com os sanguessugas, aloprados, nos Correios, no Dnit, no Banco do Brasil…
Quando se realizou o assalto (que julgamos o final) ao patrimônio público, para comprar parlamentares corruptíveis no governo, tirou-se a radiografia da corrupção ativa e passiva que foi implantada.
Julgados pelo STF, os mensaleiros foram condenados. E com a prisão dos altos hierarcas do partido, ficou claro o modo lulo-petista de governar, através do suborno, práticas de peculato e lavagem de dinheiro, tudo orientado pela Casa Civil da Presidência da República. Cinicamente, a horda de fanáticos lulo-petistas considerou os criminosos detidos na Papuda “heróis do povo brasileiro”.
Como todo mal traz um bem, a Nação Brasileira se conscientizou da degenerescência dos três poderes; o Legislativo que se deixou corromper, o Executivo, corruptor, e o Judiciário manietado, todos oferecendo exemplos prejudiciais às pessoas ignorantes prontas para arremedar o que vem “de cima”.
Depois, para estarrecer a Nação, o Mensalão ressuscitou como um zumbi de vodu e se apossou da Petrobras, destroçando a empresa ícone do nacionalismo. A ladroeira ali instalada entrou na casa dos bilhões, distribuídos entre petistas e seus parceiros de copo e de corrupção.
A complacência dos meios de comunicação, a indiferença dos partidos e a cumplicidade das organizações populares facilitaram a semeadura de um arremedo de ditadura, nivelando o País, sem pudor, ao narco-populismo caricato da Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia, na inferioridade cultural, subserviência, incompetência, e, principalmente, corrupção.
Nossa economia igualou-se à dos infelizes argentinos, equatorianos e venezuelanos, e está enterrada na vala comum da incompetência e da mentira que maquia estatísticas e números para enganar os otários.
Com tal folha corrida, como o PT poderia dirigir com honestidade, as eleições presidenciais que fatalmente lhe apearia do poder? Venceu, mas deixou suspeitas de fraude na apuração “sui generis” do pleito, onde ministros do Tribunal não estiveram presentes.
Dilma venceu fazendo o diabo. E nos deixou inconformismo e dúvidas quanto à lisura do julgamento da campanha e a função inviolável das urnas eletrônicas. Com isto, nos leva às ruas, pela desconfiança na condução da eleição, exigindo a punição dos que conduziram o processo e/ou se beneficiaram dele.
Reivindica-se patrioticamente o aperfeiçoamento político e uma faxina ampla, geral e irrestrita no Palácio do Planalto. Mostra-se a força e o vigor de 51 milhões de eleitores, sedentos de justiça, enfrentando a mídia subornada, a perversão dos ocupantes do poder e a decomposição dos valores na Idade do Apagão.
Ana Carolina – Libido
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