Hilda Hilst
Poemas aos Homens do nosso tempo
Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.
***********
Ao teu encontro, Homem do meu tempo,
E à espera de que tu prevaleças
À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras,
Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças
E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros,
Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa.
As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei
Minha própria rudeza e o difícil de antes,
Aparências, o amor dilacerado dos homens
Meu próprio amor que é o teu
O mistério dos rios, da terra, da semente.
Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu
Compaixão e ternura e paz na Terra
Se ainda encontrasse em ti, o que te deu.
Leia a biografia de Hilda Hilst aqui
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POVO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A praça! A praça é do povo/Como o céu é do condor/É o antro onde a liberdade/Cria águias em seu calor!” (Castro Alves – “O Povo ao Poder”)
O último pleito presidencial, embora com graves suspeitas de fraudes nas urnas eletrônicas e censurável método de apuração, teve um mérito: sacudiu o povo brasileiro para a participação direta na política.
Antes, houve o ensaio das manifestações de junho, com multidões reivindicantes sem lideranças profissionais, sem partidos enganadores; nem falsas bandeiras ideológicas; mas o movimento foi desvirtuado pela infiltração dos blacks-blocs e congêneres, financiados pela pelegagem no poder.
Agora é diferente. O povo, consciente da realidade, vai às praças com o claro objetivo de condenar o PT-governo. Assim, se torna impossível que os agentes provocadores impeçam os protestos contra a corrupção generalizada e a venda do País a potências estrangeiras.
O povo é o povo. Como palavra dicionarizada, sua definição vem do latim, populus. Historicamente, o povo romano possuía a condição de cidadania, decidindo nos “comícios” os assuntos de Estado; a turba desqualificada politicamente e os escravos não eram povo, mas “plebe”.
Na Idade Média, os franceses colocaram o povo no “Terceiro Estado”, sem direitos de cidadão. Atualmente, em alguns países onde a Democracia é mais do que uma palavra, o povo é o conjunto de indivíduos que constitui a Nação.
No português falado no Brasil, a palavra povo tem ambigüidades, algumas até com conotação pejorativa. No sentido culto, aprendi que a sociologia diferencia “povo” de “massa”; “povo” demarca segmentos sociais organizados, e a “massa”, a parcela alienada da sociedade.
Há um ditado antiqüíssimo que reza “A Voz do Povo é a Voz de Deus”. A origem é pagã, veio do ritual que se realizava no santuário do deus Hermes, na cidade grega de Acaia. O consulente fazia uma pergunta ao ouvido do ídolo, depois cobria a cabeça e se misturava com a multidão… As primeiras palavras ouvidas por ele, respondiam por Hermes as suas dúvidas.
Da minha parte, acredito que a voz do povo é a voz de Deus. O poeta Castro Alves, símbolo do patriotismo, tem um belo poema “O Povo ao Poder”, com a vigorosa quadra que trazemos em epígrafe.
O povo brasileiro foi para as ruas no Dia da República, 15 de novembro. Enfrentou o poder dominante, a indiferença dos partidos e a mídia vendida que distorce a realidade e divulga a contra-informação.
Ainda assim, o número de manifestantes em São Paulo surpreendeu até para os seus organizadores; Reuniram também um numeroso e entusiasmado público as bravas cidades de Belo Horizonte, Campina Grande, Campo Grande, Maceió, Porto Alegre, Recife e Salvador. Calcula-se em mais de 300 mil pessoas participando dos atos contra o PT-governo.
Reconhecemos que em alguns estados o protesto contra a corrupção e a traição nacional do lulo-petismo não conseguiu mobilizar muita gente; mas realizaram-se demonstrações qualificadas. E isto nos leva a outra divindade, Jesus Cristo, que falando aos seus discípulos disse: “Quando três se reunírem em meu nome, estarei presente”. Assim ocorre com o amor à Pátria; basta três patriotas se juntarem que a bandeira basileira tremulará com eles.
E sempre virão mais, desde que informados do que ocorre no País empesteado de roubalheira dos pelegos lulo-petistas. A escandalosa espoliação da Petrobras está escancarada, mas a 5ª coluna agindo para submeter o Brasil ao bolivarianismo ainda não está devidamente divulgada porque é uma espionagem silenciosa.
Os grandes jornais, porém, não podem esconder o fato de que esteve a pouco no Brasil o agitador chavista Elías Jaua, ministro do Poder Popular para as Comunas e os Movimentos Sociais da Venezuela. Veio com o beneplácito da presidente Dilma e reuniu-se em Guararema, SP, doutrinando e firmando convênio com o MST para organizar a revolução “que construirá a Pátria Grande, com capital em Havana”. Não é preciso dizer mais nada.
Então, voltemos a Castro Alves: “Existe um povo que a bandeira empresta/ Pr’a cobrir tanta infâmia e cobardia!…/ E deixa-a transformar-se nessa festa/ Em manto impuro de bacante fria!…
George Benson – In your eyes
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John McLaughlin, Nando Carneiro e Egberto Gismonti – Heineken Concerts
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5ª COLUNA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br )
“Que diabo estava acontecendo, quem lutava contra quem, e qual lado vencia, eis indagações bem difíceis de responder” (George Orwell: “Lutando na Espanha”)
Quando eu era menino, ainda ecoava histórias e as canções heroicas da República Espanhola, traída pelos stalinistas e derrubada pelos fascistas alemães e italianos. Pelas simpatias do meu pai, que até pensou em alistar-se para ir à Espanha, não pude deixar de me apaixonar pela causa espanhola, republicana e democrática, que findou com a implantação da ditadura falangista.
Foi na guerra civil espanhola que surgiu a expressão “Quinta Coluna”. O general fascista Quepo de Llano, ao receber ordens de Franco para marchar sobre Madri com quatro colunas, disse na sua ordem-do-dia: “A quinta-coluna estará esperando para saudar-nos dentro da cidade.”
Quepo aludia aos inimigos da República da capital, militares, aristocratas cassados, padres ultramontanos e simpatizantes madrilenos do fascismo e do nazismo. Também agentes das embaixadas alemãs e italianas, e as polícias secretas desses países, a Gestapo (“Polícia Secreta do Estado”) e a OVRA (“Organização para a Vigilância e a Repressão do Anti-Fascismo”).
Como “quinta coluna” foi batizada a atividade de traidores que se relacionam e enaltecem o inimigo, que praticam sabotagens, soltam boatos e contra-informação. Os quinta-colunistas tornam possível “atacar de dentro”, conforme manuais militares.
A funesta expressão “quinta-coluna” foi largamente utilizada na 2ª Guerra Mundial, para taxar os colaboracionistas dos países ocupados pela Wehrmacht, e, no Brasil, usou-se o termo para os simpatizantes nazi-fascistas, quando Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo.
O quinta-colunismo está de volta ao Brasil atualmente. A pelegagem narco-populista no poder atua “de dentro” para subjugar o País ao “bolivarianismo”. E tudo começou com a parceria Chávez-Lula, numa explícita troca de interesses e cumplicidade.
Essa dupla armou uma arapuca contra o povo brasileiro, associando a Petrobras com a PDVSA para construção da Refinaria Abreu e Lima. A Venezuela não entrou com um único centavo nas obras, e abandonou-as sem formalizar o fim da “sociedade”. Isso – todos sabemos agora – tornou a Petrobrás refém dos interesses espúrios de “consultorias”, “empreiteiras” e políticos beneficiados com propinas.
Foi mais além essa ação de quinta-coluna: Os custos da Refinaria Abreu e Lima, saltaram da estimativa inicial de US$ 2,5 bilhões para um valor ainda incompleto de US$ 20 bilhões. Erros no projeto, incompetência, superfaturamento e roubo levaram a Petrobras para as páginas policiais da imprensa, desmoralizada.
Da sabotagem econômica, o lulo-petismo foi à traição nacional. No desembarque do ministro venezuelano chavista Elias Jauá Milano, registrou-se o colaboracionismo do PT-governo a países estrangeiros. A Polícia Federal deteve Jeanette Del Carmen Anza – babá do filho de Jauá – com um revólver calibre 38, Smith & Wesson, munição, e panfletos de propaganda.
Se o PT-governo tivesse um mínimo de seriedade, deveria ter mandado de volta o agente estrangeiro! Tremam nos seus túmulos, Barão do Rio Branco e Joaquim Nabuco! Somos um País que a bandeira empresta para a infâmia de um governo e um partido que abdicam da nossa soberania?
A ditadura Chávez/Maduro que leva a Venezuela à ruína, está exportando o caos para toda América Latina. Aqui, este delito tem a co-autoria do Itamaraty ideologizado; conta um Ministério da Justiça subalterno ao chavismo, aceitando a pregação “revolucionária” estrangeira em território nacional. E a presidência da República, compactuando com o crime de lesa pátria, financia pelo BNDES a guerrilha bolivariana do MST cooptado pelo chavismo.
Vê-se que o PT, os petistas e seus vassalos “de esquerda” são quintas-colunas, pervertendo a República e solapando a Democracia para recolonizar o País. Diante disso, é preciso reagir, decisiva e urgentemente; a Pátria Mãe não pode continuar entorpecida vítima do narco-populismo. Reajam patriotas! Às ruas, cidadãos e cidadãs!
Scott Hamilton – Figaro
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