Sean Connery – In My Life
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COTEJO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“De todas as injustiças a mais abominável é a desses homens que,quando enganam, procuram parecer homens de bem” (Marco Túlio Cícero)
Com referência a comparações, encontrei o verbete ‘cotejo’ que além de representar uma investigação para aferição, tem uma sonoridade melodiosa, suave, poética, sem a agressividade de confronto ou acareação…
Um encontro mensal reúne de cinco a oito jornalistas da minha geração. É um almoço frugal que, em relação à comida, todos se põem de acordo; diferenciamo-nos no pedido da bebida, que vai da batida de limão ao uísque 12 anos. Este jogo de convergência e divergência faz parte também do cotejo na nossa conversação.
Numa dessas reuniões ouvi uma estória que me deixou curioso; não sei se é uma gauchada que pretendo conferir com o professor Borto, filósofo, ou com o médico Antonio Carlos Ribas, poeta, os gaúchos que me restam para trocar figurinhas e tirar dúvidas sobre a política dos pampas.
Falávamos de ex-presidentes brasileiros, quando um dos convivas, trabalhista admirador de Getúlio Vargas contou que ele, na época em que foi governador do Rio Grande do Sul, fez uma viagem de fiscalização pelo interior do Estado e, numa escola, acariciando os cabelos de uma menina perguntou-lhe; – “Quanto são dois mais dois?”.
A aluna esperta, sob o olhar angustiado da professora, retrucou –“Explique-se melhor, doutor”. A professora quase desmaiou, mas a malandrinha, inteligente, completou em seguida – “Se os dois algarismos estiverem um debaixo do outro, são quatro; se estiverem lado a lado, são vinte e dois”.
Segundo o contador de histórias, Vargas deu uma daquelas gargalhadas que se tornaram conhecidas e aplaudidas, abraçou a menina e disse –“Tens razão; não esquecerei a lição que me destes”…
Fazendo um cotejo com outros mandatários, ouvi mexericos sobre Juscelino, anedotas sobre Costa e Silva e a repetida e sempre engraçada passagem de Itamar Franco nos camarotes do Sambódromo… Quando chegou a vez de Lula da Silva alguém enumerou seu egoísmo e egocentrismo; comentando: – “Lula é um cara que incendiaria a casa do vizinho, com vontade de comer ovo frito se não tivesse fogão”…
As lições que saem de um encontro de velhos jornalistas devem ser contadas. Neste caso de Lula, se fizermos uma retrospectiva de sua carreira, é incrível como ele tem sido egocentrado; desde a atuação no sindicato dos metalúrgicos, quando se descartou do irmão que o introduziu lá.
Seu comportamento personalista ficou claro quando expulsou Luiza Erundina do PT e se descartou da turma que viria fundar o PSOL, em destaque a senadora Heloisa Helena, grande parlamentar.
Além de frio e calculista é um mitomaníaco – “Lula é capaz de pisar no pescoço da mãe, para galgar uma posição” disse Brizola. A mentira para Lula é um vício, que, aliás, se propaga e contagia, como se vê entre seus companheiros e sua sucessora, Dilma.
Agora, emaranhado nos casos suspeitos de vendas de MPs, triplex, sítio, antena de celular, fazenda e condenação em Portugal e sob uma séria denúncia de Delcídio Amaral, Lula foge da Lava Jato para um cobertor que lhe dê fórum privilegiado, a Casa Civil.
Diante desse quadro, encontramos um cotejo entre a ação judicial das “Mãos Limpas”, na Itália, e a Lava Jato no Brasil com a PF, o MPF e o juiz Sérgio Moro combatendo a corrupção. Em Roma, os promotores enfrentaram a “Omertà” – a lei do silêncio dos mafiosos; aqui, ao depor na PF Lula nega tudo, pois não tem que obedecer a ninguém. Ele próprio é o ‘capo di tutti cappi’ da máfia petista.
Por fim, não creio que o STF – cotejado em todo mundo pelas cortes de Justiça congêneres – se comprometa com a ilegalidade negando o voto do ministro Gilmar Mendes, que desmascarou o golpe do ministério para blindar Lula e a tentativa de fugir do corajoso juiz Sérgio Moro, o caçador de corruptos.
Quem ainda não conhecia o verdadeiro Lula, retrato da dissimulação e da desonestidade passou a conhecê-lo com as gravações das suas mensagens por celular. Ele é um desses homens que enganam com cara de que fala a verdade… Lula é ‘incotejável’…
O GOLPE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Salvo un puñado de personas que demostraron estar dispuestas a jugarse el tipo por defender a la democracia, el país entero se metió en su casa a esperar que el golpe fracasase”. (Javier Cercas)
Herdado nas tradições francesas, o golpe político é chamado coup de main (mão amiga), uma tática realizada de surpresa para derrubar um governo constituído. Essa ação pode ser civil ou militar, ou realizada conjuntamente para destituir titulares e ocupar o poder governamental de um país.
É preciso não confundir o ‘golpe de mão’ político com ‘golpe de mão” militar que consiste num ataque de surpresa, lançado contra postos de vigilância e pequenas guarnições inimigas; muito menos visar o ‘golpe de mão’ das artes marciais do Ninjutsu tradicional, Karate, Tae Kwon ou Muay Thai.
Golpe de mão ou golpe de Estado é o que se assistiu agora no Brasil com o duplo objetivo de salvar Lula da punição pelos crimes denunciados – e muitos comprovados – que, além de escapar da Justiça, passará ocupar a chefia do governo pela renúncia cúmplice de sua ocupante, legitima ou não.
Para realizar o atentado à Constituição e ao Estado de Direito não assistimos mobilização de tropas, sobre alerta nos quartéis ou tanques na rua, mas um pretexto cretino, verdadeiro subterfúgio num ato imperial da presidente da República.
A nomeação de alguém para escapar de uma ação penal é administrativamente um ato nulo. “O subterfúgio é evidente”, analisa o professor de direito constitucional da Unicamp, Roberto Romano.
Este golpe lulo-petista, bolivariano, foi um golpe anunciado. Foi denunciado por diversas personalidades da imprensa e da academia como Diogo Mainard e o filósofo Luiz Felipe Pondé. Ficou agora evidente.
O engraçado é a caricatura histórica comparando-se o ‘xô, galinha!’ da imoral e ilegal dupla Lula-Dilma com o golpe militar de 1964 que derrubou Jango e empossou o marechal Castelo Branco.
Em 1964 uma grande passeata da “Família com Deus pela Liberdade” deu condições objetivas para militares conspiradores tomarem o poder. Desta vez, seis milhões de patriotas e democratas brasileiros foram às ruas de todo País e o cinismo do lulo-petismo reverteu o desejo do povo aplicando o golpe de Estado.
Outra coisa para estudo e reflexão é que me parece que a ação golpista bolivariana de cúpula já vinha sendo planejada. Um dos porta-vozes do lulo-petismo, a revista Carta Capital acusava a Operação Lava-jato como um golpe articulado pela PF, MPF e a Justiça paranaense; e os slogans gritados pelos sabujos da UNE, MST e CUT “Não vai ter golpe” eram a desculpa para justificar um ‘contragolpe’.
Enfim chegou a hora. O golpe lulo-petista contra a República e a Democracia traz uma inovação, foi dado sem marcha batida nem baionetas caladas, mas o que o professor Romano classifica de “fuga para cima” que mostra o divórcio do PT e seus líderes das bases que vacila em dar-lhes apoio.
Enquanto que correndo eu escrevia este artigo, centenas de brasilienses já se concentravam em frente ao Palácio do Planalto protestando inconformados em ver um investigado da Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público Federal assumir um ministério para escapar da Justiça.
Diante do que assistimos não podemos ficar sentados nas poltronas de nossas casas com a boca escancarada cheia de dentes assistindo o fim do Estado Democrático de Direito como se fora uma novela de televisão.
Para defender a nossa Pátria e nossa Bandeira, espero que todos aqueles que foram às ruas no dia 13 se auto-convoquem em alerta geral para salvar o Brasil dos criminosos intentos de uma quadrilha que pensa o Brasil como uma capitania hereditária deles e que as FFAA são compostas de “capitães-do-mato”
Agora somos nós que gritaremos, com autenticidade. “NÃO VAI TER GOLPE!”
Chopin – Spring Waltz
https://youtu.be/KmzFDEu2RoA
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Antonio Vivaldi – Storm
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VITÓRIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente” (Padre Antonio Vieira)
Já falei aqui, em vários artigos e mensagens do Twitter, da minha admiração por Bertrand Russell; e para falar sobre o futuro nos dias endemoniados que vivemos, lembro que ele, ao seu tempo – época em que dominava o medo de uma guerra nuclear que ameaçava a existência da vida humana– fez uma projeção futurológica.
Falou Russel sobre as ameaças ao sistema ecológico, com a natureza relegada ao segundo plano pelas sociedades sob domínio de um complexo industrial. Com sutileza de raciocínio, ele disse que basta que se destrua um elemento do sistema ecológico para desequilibrar o sistema inteiro. Este alerta é fundamental para a salvação da humanidade.
Atualmente, quando assistimos às conferências de cúpula, constatamos que as grandes potências – que na realidade mandam no mundo – não apresentam simples alternativas sequer visando interromper o crescente processo de destruição trazido pelo chamado efeito estufa.
As grandes potências marcam passo, mas estudam a formação de um comitê supranacional para combater o efeito estufa, prevenir epidemias e solucionar o êxodo provocado pelas guerras no Oriente Médio.
Enquanto isto, a triste figura do Brasil governado pelo PT fica bem atrás, com sua diplomacia nanica alinhada com ditadores africanos e a pelegada narco-populista submetendo-se ao encalacrado chavismo da “pátria grande”.
Aqui, o desenvolvimento econômico desceu ao subsolo, preso a superadas políticas estatistas e à idéia geladíssima herdada da guerra fria, de que o mundo se divide entre o Norte rico e o Sul subdesenvolvido.
Qualquer leitor de jornal sabe que as desigualdades mundiais são unicamente culturais. Os países mais avançados instruíram-se pela Educação e progrediram graças à tecnologia e a organização social; nós ficamos engessados com a maldita herança do desprezo pelo trabalho.
E o pior de tudo é que a ignorância aduba o solo, fertilizando-o para que a erva daninha do populismo germine e floresça produzindo sementes híbridas pelo cruzamento com a corrupção. Nada mais fácil de ver acompanhando a história do lulo-petismo.
E o povo brasileiro está vendo. Não foi por acaso que seis milhões de pessoas foram às ruas no dia 13 de março, mobilizadas pelas redes sociais. Acima de legendas partidárias, ideologia, concepções filosóficas ou religiosas fomos às ruas revoltados com a estreiteza do PT-governo, do despreparo de Dilma e da desonestidade flagrante de Lula.
Adotando o princípio de roubar o máximo no menor tempo possível no seu imediatismo, a hierarquia petista, sonha com carros de luxo, apartamentos triplex e sítios de cinema. Os comissários que ainda não estão na cadeia, continuam no governo, desesperados, mas se segurando para não perder as oportunidades de faturar que o poder oferece.
Para se salvar agarram-se aos métodos mais imorais – e alguns ilegais – para salvar os corruptos do partido denunciados pela Lava Jato, como é o caso de Lula, na possibilidade de ser nomeado ministro para escapar da Justiça comum.
Os milhões de patriotas da onda verde-amarela que cobriu o País ganharam, sem dúvida, o combate do dia 13. Conquistou-se uma vitória; mas temos diante de nós outras batalhas. Para o domingo passado, estudamos estratégia com Sun-tzu, Maquiavel e Clausewitz; mas olhando o futuro vamos relembrar a prédica do padre Antonio Vieira relativa ao tempo. A nossa vitória no presente foi fruto da nossa organização do passado e nos fortalece para conquistar o futuro.
Air – Johann Sebastian Bach
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Yo-Yo Ma, Kathryn Stott – The Swan (Saint-Saëns)
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