DAS GUERRAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Como pacifista desde menino, atuando pela Paz Mundial com meus pais ativistas, senti a necessidade de escrever sobre as guerras, tendo com o pensamento voltado para uma genial máxima de Einstein: “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos”.
A Pré-História registra que as primeiras guerras surgindo pela disputa de terras férteis, por água e disputas comerciais. Arqueólogos e pesquisadores históricos mostram a utilização dos povos antigos da cavalaria, carros de guerra, lanças e espadas para o ataque, e muralhas para a defesa.
A Pré-História registra que as primeiras guerras surgindo pela disputa de terras férteis, por água e disputas comerciais. Arqueólogos e pesquisadores históricos mostram a utilização dos povos antigos da cavalaria, carros de guerra, lanças e espadas para o ataque, e muralhas para a defesa.
Séculos depois, no Grande Oriente, o Império Chinês foi invadido pelos mongóis de Gêngis Khan, quando se viu a atuação de uma cavalaria extremamente móvel, disciplina militar e táticas de terror psicológico que permitiram rápidas vitórias e a conquista de cidades fortificadas. Nasceu assim na China a dinastia Yuan que deixou duradouras marcas no comércio, na cultura e na política.
No Ocidente, ficaram assinalados dois grande eventos bélicos. No século IV a.C., Alexandre, o Grande, liderou os macedônios na conquista do vasto Império Persa, do Afeganistão, e chegando a regiões da Índia. No Egito, seus sucessores criaram uma dinastia de faraós, tendo como capital a cidade com seu nome, Alexandria.
As campanhas do general macedônio difundiram a cultura helenística, unindo tradições gregas e orientais nas artes, filosofia e literatura. Alexandre tornou-se símbolo do conquistador audacioso e do ideal militar do mundo antigo, sendo considerado um dos maiores estrategistas militares da História.
Chegando a Roma estudamos a conquista da Gália por Júlio César (58-50 a.C.), em campanhas até hoje presentes até no currículo da Academias; a expansão romana pela Europa sucedeu às Guerras Púnicas, um confronto “frente a frente” entre Roma e Cartago pelo domínio do Mediterrâneo. Foram três guerras sangrentas que chegaram ao fim com Roma assumindo o espírito militarista da República destruindo Cartago e consolidando-se como potência imperial.
Na Idade Média, as guerras dos reinos culminaram, no fim deste período, com a Guerra dos Cem Anos, uma série de conflitos entre a Inglaterra e a França; e, já na Idade Moderna, nos fins do século 18 e início do século 19, a História apresenta a chamada “Era Napoleônica” com eventos militares comandados por Napoleão Bonaparte, com o objetivo de fortalecer a França e divulgar o liberalismo da Revolução Francesa, derrubando monarquias absolutistas na Europa.
Daí, chegamos à contemporaneidade quando ocorreram as duas grandes guerras, ditas “mundiais”. A Primeira, deflagrada por ato terrorista, nasceu na verdade por rivalidades imperialistas, nacionalismos extremos e disputas militares entre países europeus. Trouxe duas consequências: introduziu armas modernas de destruição em massa e se viu a vitória da Revolução Russa levando o comunismo ao poder.
A Segunda Guerra Mundial foi provocada pelo surgimento dos regimes totalitários, o fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha; este último, sob a insana liderança de Hitler, defendeu a superioridade racial e o expansionismo agressivo sob pretexto do “espaço vital”. Provocou, ao fim, o genocídio de ciganos, eslavos e judeus, uma Europa arrasada e a ascensão dos Estados Unidos e da União Soviética como superpotências rivais.
Desta rivalidade de cunho ideológico, surgiu a Guerra Fria alicerçada por disputas políticas, militares, tecnológicas e nucleares, dividindo o mundo sem que EUA e URSS confronto direto entre si.
Os choques hostis entre nações resultaram no imenso lucro de personalidades políticas, sistemas comerciais industrial-militares, dominando as fontes de combustíveis fósseis e mantendo arsenais nucleares. Enquanto os povos sofrem na viuvez, orfandade, mutilações físicas e psicológicas, as classe dominantes, lucraram, lucram e lucrarão com as guerras.
É por isto que paira na consciência das pessoas de bem, o temor de que as guerras pontuais, como a que é travada no Oriente Médio, provoquem o terceiro conflito global com armas nucleares avançadas, resultando no fim da civilização.
Fechando e trazendo Einstein de volta com a sua genial projeção para tal hipótese: “Não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será travada, mas a Quarta Guerra Mundial será travada com paus e pedras”.
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