Arquivo do mês: junho 2010

Invasão, Zidane e frango ‘apimentam’ êxito da Eslovênia contra a Argélia

Argélia e Eslovênia adotavam discursos parecidos antes da Copa. Ambas admitiam a condição de coadjuvantes para o Mundial, tendo como metas se entregar ao máximo para honrar suas nações. O duelo em Polokwane evidenciou os planos das duas seleções. Sobrou vontade, mas faltou qualidade.

Resumindo: aquele que acordou cedo no Brasil em pleno domingo para assistir à partida fez uma péssima escolha. O resultado final apontou triunfo esloveno, por 1 a 0, pelo grupo C.

O gol da Eslovênia, aliás, não poderia ser mais apropriado ao nível do jogo. Um chute sem muita força de Koren. Chaouchi frangou.

Tarefa simples para um torcedor ou jornalista, como escolher o melhor jogador em campo, se tornou uma missão digna de questões de concorridos vestibulares.

Mas se engana quem achou modorrento o evento no estádio em Polokwane. Houve sim atrações, mas estavam fora da disputa dos 11 contra 11. Do camarote, Zinedine Zidane, de origem argelina, tentava emanar luz à partida sem brilho. Um torcedor escalou a torre.

E antes do jogo, dezenas de torcedores argelinos se aventuraram no gramado assim que avistaram os atletas de seu país entrarem para o aquecimento pré-jogo. Houve um corre-corre intenso, mas sem violência. Alguns até se divertiam fugindo dos seguranças.

O insosso duelo em Polokwane serviu para aquecer a discussão sobre os efeitos do inchaço da Copa do Mundo, que passou a contar com 32 seleções desde 1998.

Argélia x Eslovênia entrará para história como aquele jogo para “encher linguiça”, forte candidato a pior da história em Copas.

Como consolação, a partida talvez seja lembrada por bizarrices, como os cortes de cabelo dos argelinos Yebda e Chaouchi, estilo cantor Belo, ou então pela narração em um canal nacional, que trocou os times até o primeiro minuto de partida.

Fonte: Uol Notícias

Menotti Del Picchia

Banzo


E por que deixou na areia do Congo

a aldeia de palmas;

e porque seus ídolos negros

não fazem mais feitiços;

e porque o homem branco o enganou com missangas

e atulhou o porão do navio negreiro

com seu desespero covarde;

e porque não vê mais de ânfora ao ombro

a imagem do conga nas águas do Kuango,

ele fica na porta da senzala

de mão no queixo e cachimbo na boca,

varado de angústia,

olhando o horizonte,

calado, dormente,

pensando,

sofrendo,

chorando.

morrendo.


Menotti Del Picchia

Leia aqui a biografia do poeta

  • Comentários desativados em Menotti Del Picchia

Frango do goleiro impede Inglaterra de vencer na estreia

Não foi dessa vez que a Inglaterra venceu os EUA em uma Copa do Mundo. Depois da derrota em 1950, o time inglês amargou agora um empate em 1 a 1 na África do Sul. O maior culpado pelo resultado foi o goleiro Robert Green, que levou um frangaço no final do primeiro tempo.

Goleiro inglês Robert Green

A Inglaterra também falhou no ataque, que insistiu em bolas cruzadas na área. Rooney, apagado, pouco produziu, para desespero de David Beckham, que acompanhou o jogo do banco de reservas.

Fonte: Uol Notícias

Argentina ganha da Nigéria de 1 x 0

A Argentina deu a impressão de que iria golear a Nigéria na estreia das duas seleções pelo grupo B da Copa do Mundo. Um gol aos seis minutos e uma grande atuação de Lionel Messi fizeram os “hermanos” brilharem no início do jogo.

O autor do gol argentino, Heinze

Mas uma série incrível de gols perdidos, alguns deles impedidos pelo excelente goleiro Enyeama, e um futebol ofensivo apresentado pela Nigéria deixaram o jogo equilibrado. Os africanos até tiveram chance para empatar, aproveitando as falhas defensivas do adversário, mas a Argentina se segurou com garra e conquistou a primeira vitória no Mundial.

Fonte: Uol Notícias

Cúpula do PMDB prefere “meia dúzia de cargos” à candidatura própria, diz Simon

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou duramente a cúpula do PMDB durante seu discurso na convenção nacional da legenda neste sábado (12), em Brasília. “A meia dúzia de cargos no governo de FHC [Fernando Henrique Cardoso do PSDB] é igual a meia dúzia de cargos do governo Lula. Por causa de meia dúzia de cargos, o PMDB não pode ter uma candidatura própria?”, questionou. O peemedebista apoia a candidatura sem coligação do ex-governador do Paraná, Roberto Requião à Presidência.

Simon recriminou a legenda por ter decidido, na última hora, que os filiados teriam direito de também poder votar em Requião, além de concordar com a presença do presidente do PMDB, Michel Temer na chapa do PT, com a ex-ministra Dilma Rousseff para presidente.

“Até ontem às 5h da tarde não queriam registrar a nossa chapa. Quando ameaçamos entrar no Supremo Tribunal Federal, então eles registraram nossa chapa”, relata. O parlamentar esclarece que não é contra a pré-candidata petista à Presidência, nem contra os demais concorrentes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas defende que, pelo tamanho e a história da legenda, o PMDB deveria ter candidatura própria à Presidência, ainda que no segundo turno apoiasse o PT.

Simon, inclusive, elogiou a ex-ministra-chefe da Casa Civil, alegando que não há “ninguém no PT melhor” e que o governo Lula se divide em “antes e depois” de Dilma. “O meu discurso não é contra o Lula, eu gosto do Lula, acho que está fazendo uma grande administração. Mas cuidado com a soberba, é uma má conselheira”, justifica.

O senador sabe que é voz “do contra” do partido e reivindica que respeitem seus 60 anos de política e o trabalho que desenvolveu na legenda nos momentos mais ativos de resistência à ditadura e luta pela democracia.

Fonte: Uol Notícias
  • Comentários desativados em Cúpula do PMDB prefere “meia dúzia de cargos” à candidatura própria, diz Simon

Coreia do Sul passeia pela Grécia

Time da Coreia do Sul

Os tempos da Grécia campeã europeia de 2004 passaram há muito tempo. E quem assistiu ao jogo de estreia do time de Otto Rehhagel entendeu não apenas isso, mas também o motivo dos gregos nunca terem marcado um gol em Copas do Mundo. Neste sábado, a Coreia do Sul passeou.

Venceu em sua estreia em Mundiais pela terceira vez seguida, fez 2 a 0 e perdeu várias chances. Foi o primeiro jogo do Grupo B da Copa do Mundo da África do Sul. Na sequência, Argentina e Nigéria fecham a rodada de abertura da chave.

Fonte: Uol Notícias

Djavan

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_JH5U6ksYnc]

Nem um dia

Composição: Djavan


Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo,
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia,
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.
E tudo nascerá mais belo,
O verde faz do azul com amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris

Futebol para dormir

Começou a pior Copa do Mundo da história. Apenas começou, mas o diagnóstico já é seguro. A evolução do futebol conseguiu, finalmente, acabar com o futebol.

A bola não rola mais. Voa. No máximo, quica. A tal da jabulani, o jaburu da Adidas, parece mesmo bola comprada em supermercado, como definiu com precisão o goleiro Júlio César. Nos dois primeiros jogos da Copa, a pobre esfera cansou de viajar de goleiro para goleiro – e vice-versa.

Chutão para lá, chutão para cá. Um sonífero poderoso.

A Copa da África conseguiu enfim a erradicação da inteligência em campo. O pensamento foi abolido. Não há tempo para reflexão – só para reflexo.

Os dois primeiros jogos do mundial resumiram o que serão todos os outros: 22 superatletas com saúde de vacas premiadas, sugando o espaço e o tempo, como carros de fórmula-1 tentando controlar uma bola de gás em festa infantil. Uma vigorosa comédia.

África do Sul e México ainda conseguiram fazer um gol cada, até porque os goleiros ainda não aprenderam a defender bola com asa. França e Uruguai nem isso.  A jabulani de supermercado pererecou em todas as direções, menos aquelas que poderiam ser traçadas pelo talento e a criatividade.

O futebol da África 2010 é uma espécie de rúgbi em que não vale usar as mãos. Ou seja: não há risco de acontecer algo relevante em campo.

O zero a zero de França e Uruguai é a mais completa tradução desse novo e estranho esporte.

Mas ainda há tempo de salvar a Copa – de forma inclusive bastante econômica. Se a brincadeira é transformar futebol em videoclipe, acelerando a bola e os jogadores até o nível de um festival de espasmos, um telão em cada estádio resolveria o problema.

No campo do audiovisual, Pelé, Maradona, Zico, Zidane, Gérson, Platini, Romário e companhia continuam em grande forma nas imagens de arquivo. Os moderninhos poderão editar, cortar e clipar à vontade, que não conseguirão extirpar a inteligência.

Só haverá um problema: a vuvuzela. Por mais que se resgate o tempo em que o futebol não era burro, o zumbido ensurdecedor e contínuo das cornetinhas africanas lembrará, a todo momento, a forte vocação humana para a estupidez.


Guilherme Fiúza, jornalista e escritor

Tabela da Copa do Mundo

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ZjeEqBKhGW4] Carta ao Tom Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes Rua Nascimento Silva, cento e sete Você ensinando prá Elizete as canções de canção do amor demais Lembra que tempo feliz, ai que saudade, Ipanema era só felicidade Era como se o amor doesse em paz Nossa ...

Publicado em por Marjorie Salu | Comentários desativados em Vinícius de Moraes