Arquivo do mês: setembro 2008
INFORMAÇÃO
A Brasília que joga
Seduzidos pelo prazer do jogo, homens e mulheres apostam alto nas mesas de cassinos escondidos em endereços nobres da capital federal, como mansões, suítes de hotéis e lojas. Nesses locais, as histórias são sempre de perda, nunca de ganho.Viciados na jogatina, médicos, empresários, servidores públicos se condenam à ruína financeira e familiar.“ A compulsão, o vazio de vida, as tristezas que a vida oferece levam pessoas para a mesa”, diz um ex-jogador que ainda luta contra o desejo de voltar às apostas.
(Correio Braziliense)
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OPINIÃO
Na medida em que nomes grandes de Wall Street estão indo à lona, destruídos pela própria arrogância e pelo ambiente financeiro mais hostil em quase 80 anos, nós devemos nos perguntar: por que estamos tão surpresos? Logo nós, que deveríamos ser especialistas? Por que não previmos isso?
Peter Jay, ex-editor de Economia da BBC
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FRASE DA VEZ_1/21
“A intervenção do Federal Reserve revela, mais uma vez, o caráter profundamente antidemocrático das instituições capitalistas”.
Noah Chomky, filósofo e professor de lingüística
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Vice-Presidência reserva R$ 14,6 mil com compra de 108 ternos
O vice-presidente da República, José Alencar, que saiu ontem do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, depois de passar por nova cirurgia com sucesso no abdome, pode ter outra boa surpresa ao chegar a Brasília.
Isso porque o Gabinete da Vice-Presidência empenhou (reservou em orçamento) R$ 14,6 mil, na última quinta-feira, com a compra de 108 ternos completos, com corte italiano. O gabinete também comprometeu mais R$ 14,5 mil com a aquisição de 196 camisas sociais lisas de manga longa, 71 cintos, 112 sapatos em couro, 212 meias masculinas e 103 metros de tecidos estampados variados. Agora, resta organizar os espaços no armário para armazenar os itens…
Já a Secretaria de Administração da Presidência empenhou recursos para a compra de itens destinados a cozinha. Mais de R$ 30 mil foram reservados com a aquisição de 2,1 mil talheres, 10 chapas assadeiras, 47 bules para coador, 12 açucareiros, 10 leiteiras, 10 chaleiras, 10 manteigueiras, 10 garrafas térmicas, 12 galheteiros, cinco tabuleiros, dois raladores, caixas plásticas, 10 jarras, entre outros.
Além disso, o órgão comprometeu R$ 37,7 mil com a compra de 200 pratos, 2,8 mil pires e mais de três mil xícaras em porcelana. Haja fôlego, senhoras e senhores!
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Poder arreganha dentes para nós
Por Milton Coelho da Graça (*)
Quanto mais avança a democracia, quanto mais avança a tecnologia, mais o poder quer xeretar nossas vidas e menos aceita que os jornalistas descubram e divulguem um pouquinho do resultado dessa xeretice.
Por que o ministro da Justiça não mandou um projeto de lei ao Congresso com penas mais duras para violações do sigilo bancário dos cidadãos, como aquela ordenada pelo ex-ministro Antonio Palocci (e respeitosamente cumpridas por dirigentes de estatais) contra o pobre caseiro da casa de diversões mais famosa de Brasília?
Por que Legislativo e Judiciário nada fizeram depois que João Paulo Cunha, presidente da Câmara Federal, graças a informações obtidas por grampos, mandou parar a enxurrada de convocações de empresários pela Comissão de Fiscalização de Atividades Financeiras, onde eram polidamente “escalpelados”?
E, porque nada fizeram, o “Coringa” dessa Comissão continuou subindo na vida. Agora, como presidente da Constituição e Justiça, a mais importante nas duas casas do Congresso, é o pior espinho parlamentar contra o presidente Lula, exigindo sempre um “presentinho” para dar andamento a qualquer iniciativa do Governo. O mais recente “presentinho” exigido é o fundo de pensão Real Grandeza, dos funcionários de Furnas, um dos mais bem administrados do país.
Estou contando tudo isso antes que seja aprovado esse projeto provavelmente elaborado de comum acordo entre os três poderes da República (embora Lula esteja calado). O ministro Tarso Genro explicou sexta-feira (19/9): “Quem diz que o texto abre brecha para punir jornalistas não leu o projeto ou não teve clareza jurídica e técnica para compreendê-lo”.
Ministro, li umas três ou quatro vezes. Reconheço que talvez não tenha clareza jurídica para compreender o que V. Exa. pretende. Mas os únicos textos ministeriais que às vezes não consigo compreender são os do ministro Mangabeira Unger.
Em quase 50 anos de carreira, sempre entendi bem todos os outros. E está claríssima a intenção de impor medo e punir qualquer investigação jornalística que se inicie ou inclua informações obtidas através de um e-mail ou grampo, referentes a um tema de interesse público, mesmo que a matéria não reproduza nem se refira a essa origem. “Utilizar o RESULTADO de interceptação” é bastante vago para nos sujeitar a prisãode quatro anos e multa, com anuência e até aplauso, suspeito, de uma significativa parcela do Judiciário.
O projeto modifica o artigo 151 do Código Penal. O parágrafo 1º e seu inciso II (clique aqui para conhecer bem a ameaça) estão cuidadosamente redigidos. As palavras “imprensa” e “jornalista” não aparecem, mas é a nós que se referem.
E já está no forno outra paulada, desta vez anunciada pelo ministro Nelson Jobim, visivelmente entusiasmado pelas fotos com uniforme de combatente. O alvo é o sigilo da fonte.
Todo governante sonha com a absoluta fidelidade do aparelho de Estado, mas a democracia depende vitalmente da lealdade de cada funcionário público o interesse do Estado e da legalidade constitucional acima dos desejos de superiores hierárquicos. Quando o governante usa uniforme e a lei não nos protege, ele não apenas sonha, baixa o sarrafo.
Falo de cadeira porque peguei um mês no DOI-CODI e uma condenação a seis meses no presídio do Hipódromo, por fazer com outros companheiros um jornal clandestino (Notícias Censuradas) quando o ditador Médici proibiu a divulgação de notícias sobre uma epidemia de meningite e prejudicou o combate à doença.
Se os médicos no Rio e em São Paulo tivessem baixado a cabeça e não divulgassem o que estava acontecendo, teria havido um número ainda maior de mortes. Mencionei lá em cima que o presidente Lula até agora está calado sobre esses dois temas. Tenho sincera esperança de que ele ordenará “meia volta volver” a todos os ministros, parlamentares e juízes que sonham com um Brasil sem jornalistas xeretas.
(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.
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Waldir Azevedo
Ademilde Fonseca e Waldir Azevedo-Pout-Pourri com o Regional do Caçulinha na TV Record, anos 60
Waldir Azevedo (1923-1980). Músico ( flautista, violonista e cavaquinista) e compositor popular; começa a tocar no regional de Dilermando Reis (Rádio Clube do Brasil); primeiro disco: “Carioquinha” e “Brasileirinho” (1949, CONTINENTAL, 78 rpm); introduz o cavaquinho como instrumento solista.
Autor de sucessos como “Brasileirinho” (um dos hinos nacionais da cultura brasileira), “Pedacinhos do Céu”, “Delicado“, etc; apresenta-se na Europa, Japão e Estados Unidos às custas do Itamaraty (num projeto para divulgar a música brasileira), tem mais de 20 LPs.
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História – há 59 anos…
República Popular Chinesa – No dia 21 de setembro de 1949 é proclamada a República Popular da China. Os primeiros anos foram de crescimento nacional.
Ao mesmo tempo que se desenvolvia a produção, a China empreendeu grandes esforços para estabelecer a definição da propriedade pública dos meios de produção.
Fonte: Portal Terra
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Comentário (I)
Como sempre, a culpa é da imprensa
Faltava o último capítulo nessa novela de hipocrisia explícita desenvolvida em torno dos grampos telefônicos. O autor foi o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em depoimento na CPI que investiga denúncias de escuta clandestina em telefones variados. Em suas palavras, a Lei de Imprensa tem que ser revista para proibir a divulgação de material produzido irregularmente.
A culpa de tudo, então, é da mídia, que se não tivesse publicado trechos da conversa grampeada entre o presidente do Supremo e um senador, nada aconteceria. Começa que o ilustre jurista escorregou feio no tema. A defesa do sigilo da fonte não se encontra apenas nessa lei capenga dos tempos da ditadura, até hoje em vigência parcial. Está no artigo 5º, número XIV, da Constituição.
Para a concretização de seu diabólico objetivo, não adiantará mudar apenas a Lei de Imprensa, será preciso emenda constitucional.
Carlos Chagas, jornalista
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NOTICIÁRIO
Nem epidemia ajudou luta contra dengue
Nem mesmo a mais grave epidemia de dengue no Rio – que este ano teve 98 mortes confirmadas na capital – levou os governos a investirem mais verbas no controle do mosquito transmissor. A denúncia é feita por especialistas na doença.
Radicalismo de bases ameaça paz na Bolívia
Os acordos alinhavados por governo e oposição para pôr fim à crise na Bolívia têm como principal obstáculo os movimentos sociais de base, que, à esquerda e à direita, ignoram as negociações de cúpula e mantêm suas agendas de radicalização, revela o enviado especial Ricardo Galhardo.
Saúde mental no País tem atendimento deficitário
O Brasil não dispõe de serviços psiquiátricos em quantidade suficiente. Os 1.202 Centros de Atenção Psicossocial cobrem apenas 50% do necessário. A Política Nacional de Saúde Mental define que o total de leitos específicos em hospitais gerais deveria equivaler a pelos menos 0,45 por mil habitantes.
Campanha não empolga eleitor
A duas semanas da votação, a campanha para prefeito do Rio ainda não decolou. Especialistas apontam como alguns fatores principais a ausência de debates na tevê – até agora dois foram cancelados – e a desmotivação dos eleitores pela sucessão de pleitos. No restante do país, a maioria dos municípios só conhecerá o prefeito após o segundo turno, em 26 de outubro.
Unger quer criar o Incra da Amazônia
O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, quer criar uma autarquia federal que coordene o processo de regularização de propriedades na Amazônia Legal. Para tanto, pretende tirar poderes do Incra. O caos fundiário envolve 96% da superfície da região.
Wall Street é tomada por onda de demissões
A tragédia que se abate sobre o centro do capitalismo exibe contornos físicos nítidos: um exército de 75 mil executivos, demitidos nesta semana, que substituíram o mito do sucesso de Wall Street por desespero, mágoa, revolta e lágrimas.
Acidentes de trabalho
Empregadores que não atendem às normas de segurança do trabalho poderão terde ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de terem de pagar alíquotas majoradas no Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).
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