Arquivo do mês: abril 2008
Castelo dos Templários – Tomar
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Telha de vidro
Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha…
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô…
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha…
A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro…
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade…
Agora, o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia,
aparece uma renda de arabesco de sol
nos ladrilhos vermelhos,
que — coitados — tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia…
A luz branca e fria também se mete às vezes
pelo clarão da telha milagrosa…
Ou alguma estrela audaciosa
careteia no espelho onde a moça se penteia.
Que linda camarinha!
Era tão feia!
— Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão cinzenta,
fria, sem um luar, sem um clarão…
Por que você não experimenta?
A moça foi tão vem sucedida…
Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Rachel de Queiroz
Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 4 de novembro de 2003. Em 1917, veio para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O quinze, seu livro de estréia. No Rio, a família Queiroz pouco se demorou, viajando logo a seguir para Belém do Pará, onde residiu por dois anos.
Em 1919, regressou a Fortaleza e, em 1921, matriculou-se no Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 11925, aos 15 anos de idade. Recebeu o Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981; a Medalha Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar (1983); a Medalha Rio Branco, do Itamarati (1985); a Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador (1986); a Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais (1989); O Prêmio Luís de Camões (1993); o Prêmio Moinho Santista, na categoria de romance (1996); o Diploma de Honra ao Mérito do Rotary Clube do Rio de Janeiro (1996); o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2000).
Em 2000, foi eleita para o elenco dos “20 Brasileiros empreendedores do Século XX”, em pesquisa realizada pela PPE (Personalidades Patrióticas Empreendedoras).
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História_há 38 anos…
10/04/1970 – Paul McCartney anuncia o fim dos Beatles.
No dia 29 de setembro de 1969, John Lennon anuncia aos outros integrantes que estava deixando os Beatles mas concordou em não divulgar a notícia para não estragar o lançamento das canções do projeto Get Back. Em 3 de janeiro de 1970 aconteceu a última sessão de gravação de uma canção dos Beatles, “I Me Mine” foi gravada sem a participação de John Lennon.
Em março, as gravações de Get Back foram dadas ao cuidados do produtor Phil Spector. Phil adicionou um barreira de som às gravações.
Em 10 de abril de 1970, Paul deu uma entrevista e anunciou oficialmente o fim dos Beatles uma semana antes do lançamento de seu primeiro álbum solo intitulado McCartney.
O documentário e álbum Get Back foi lançado com o nome de Let It Be em 8 de maio do mesmo ano. A sociedade entre os Beatles foi dissolvida judicialmente somente em 1975.
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Senado acertou defendendo aposentados
Ao contrário dos que defendem uma Previdência Social no modelo do FMI, os senadores merecem aplausos por terem aprovado o projeto do senador Paulo Paim e outros, que dá condições de aposentados e pensionistas receberem o benefício para o qual contribuíram durante a atividade. Não há injustiça maior do que os trabalhadores terem reajustes no salário mínimo e aqueles que deram os melhores anos de sua vida trabalhando não recebam o mesmo.
Dirão os efeemistas que o projeto tem um custo incalculável de bilhões para o Tesouro Nacional e outros, como Ricardo Noblat, vão até além, comentando que houve uma manobra na sua aprovação. A primeira afirmação mostra o desconhecimento geral do espírito da Previdência Social – que não foi feita para dar lucro a empresas privadas de seguro. Quem se mostra contra a isonomia salarial do aposentado não reclama do contrabando de milhões de beneficiários que nunca contribuíram para o INSS.
A segunda colocação, absurda, é de que o projeto foi um contrabando introduzido no plenário do Senado na calada da noite. Ou se trata de má fé ou de falta de acompanhamento da sessão plenária referida, quando, às 16h00 o senador José Agripino, líder do DEM, propôs um acordo suprapartidário para a aprovação em caráter urgente de medidas provisórias que fechavam a pauta e se atendesse o apelo dos aposentados para a apreciação do projeto de Paim. E assim foi feito. Se a sessão se estendeu um pouco mais, não quer dizer que houve uma manobra.
Manobra, aliás, ocorrerá se os defensores da Seguridade Privada e das teorias do FMI conseguirem comprar os picaretas da Câmara Federal e recusar o projeto tal como foi aprovado no Senado. Outra coisa, Noblat, essa história de dizer que a Previdência é deficitária e está quebrada é uma falácia. A ANFIP – Associação Nacional dos Fiscais da Previdência (hoje auditores) tem toneladas de documentos provando o contrário.
E se Lula da Silva não aprovar o Decreto, se passar na Câmara, cometerá outro crime contra os aposentados e pensionistas como o fez com os oriundos do serviço público, desrespeitando o direito adquirido e sobretaxando-os.
Miranda Sá, jornalista
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CPMI dos Cartões Corporativos
Demóstenes quer ouvir José Dirceu e Lurian, filha de Lula
Marcada para ter sua última reunião hoje, a CPMI dos Cartões Corporativos ganhou sobrevida. A idéia da presidente da comissão, senadora Marisa Serrado (PSDB-MS), era terminar de ouvir hoje os depoimentos já agendados e dar um tempo para o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), terminar seu parecer. Ocorre que os deputados não param de apresentar novos requerimentos. Marisa tem pela frente 113 novas petições a serem analisadas.
Demóstenes Torres (DEM-GO), já escalado para participar da CPI exclusiva ao Senado, deixa de herança à CPI mista dois requerimentos. Um pede a convocação de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Lula, para que ela explique os gastos feitos pelo seu segurança particular, num camelô, em Campinas. O outro tentará levar à CPI a ministra petista Marina Silva, do Meio Ambiente. Nenhuma denúncia de mau uso dos cartões pesa contra Marina até agora.
O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que há três reuniões não dá as caras por lá, também deixou de presente para a CPMI um pedido para convocar Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil. O senador goiano também quer que a CPMI ouça o ministro Edson Santos, da Igualdade Racial. Edson está à frente do ministério desde que Matilde Ribeiro pediu demissão ao se ver envolvida com os escândalos dos cartões.
Os deputados Vic Pires (DEM-PA) e Índio da Costa (DEM-RJ) são autores de um pedido de convocação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Num outro requerimento perseveram a idéia de levar Dilma Rousseff para depor por lá. Dilma é o mote de requerimentos também nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e de Meio Ambiente (CMA). Na semana passada, teve sua convocação aprovada na comissão de Infra-estrutura (CI).
Quem também pode cair de pára-quedas na CPI são o procurador-geral da República, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. O requerimento de convocação dos ministros é de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Fonte: Noblat
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Denunciados por improbidade os vampiros de 2004
O contribuinte brasileiro começa a suspeitar de perda de memória quando não consegue mais lembrar dos últimos escândalos. Nesta quinta-feira (10), foi aos escaninhos da 5ª quinta Vara da Justiça Federal de Brasília uma denúncia do Ministério Público contra integrantes de uma quadrilha pilhada em 2004, a máfia dos Vampiros.
Quatro anos depois de o tema ter freqüentado as manchetes, foram acusados de improbidade administrativa sete pessoas e três empresas. Fraudaram, segundo a Procuradoria da República, licitações para aquisição de derivados de sangue.
Cavaram na bolsa da Viúva um buraco de R$ 27 milhões. Considerando-se todos os escândalos que vieram depois, a memória de quem paga impostos vai se tornando absolutamente obsoleta. Já não há espaço no cérebro para recordações. Sobrevive na lembrança apenas o último replay.
Fonte: Josias de Souza
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Duke Ellington e sua Orquestra
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FRASE_4/10
“Brasil? Fraude explica.”
Carlito Maia (1924 – 2002), publicitário
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ALDEMIR MARTINS
O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste. O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe.
Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil.
Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma, para logo retornar ao Brasil definitivamente. O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes.
Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência.
A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura.
Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade.
Falece em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo.
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