CPMI dos Cartões Corporativos
Demóstenes quer ouvir José Dirceu e Lurian, filha de Lula
Marcada para ter sua última reunião hoje, a CPMI dos Cartões Corporativos ganhou sobrevida. A idéia da presidente da comissão, senadora Marisa Serrado (PSDB-MS), era terminar de ouvir hoje os depoimentos já agendados e dar um tempo para o relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), terminar seu parecer. Ocorre que os deputados não param de apresentar novos requerimentos. Marisa tem pela frente 113 novas petições a serem analisadas.
Demóstenes Torres (DEM-GO), já escalado para participar da CPI exclusiva ao Senado, deixa de herança à CPI mista dois requerimentos. Um pede a convocação de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Lula, para que ela explique os gastos feitos pelo seu segurança particular, num camelô, em Campinas. O outro tentará levar à CPI a ministra petista Marina Silva, do Meio Ambiente. Nenhuma denúncia de mau uso dos cartões pesa contra Marina até agora.
O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que há três reuniões não dá as caras por lá, também deixou de presente para a CPMI um pedido para convocar Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil. O senador goiano também quer que a CPMI ouça o ministro Edson Santos, da Igualdade Racial. Edson está à frente do ministério desde que Matilde Ribeiro pediu demissão ao se ver envolvida com os escândalos dos cartões.
Os deputados Vic Pires (DEM-PA) e Índio da Costa (DEM-RJ) são autores de um pedido de convocação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Num outro requerimento perseveram a idéia de levar Dilma Rousseff para depor por lá. Dilma é o mote de requerimentos também nas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e de Meio Ambiente (CMA). Na semana passada, teve sua convocação aprovada na comissão de Infra-estrutura (CI).
Quem também pode cair de pára-quedas na CPI são o procurador-geral da República, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. O requerimento de convocação dos ministros é de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Fonte: Noblat
Comentários Recentes