Senado acertou defendendo aposentados
Ao contrário dos que defendem uma Previdência Social no modelo do FMI, os senadores merecem aplausos por terem aprovado o projeto do senador Paulo Paim e outros, que dá condições de aposentados e pensionistas receberem o benefício para o qual contribuíram durante a atividade. Não há injustiça maior do que os trabalhadores terem reajustes no salário mínimo e aqueles que deram os melhores anos de sua vida trabalhando não recebam o mesmo.
Dirão os efeemistas que o projeto tem um custo incalculável de bilhões para o Tesouro Nacional e outros, como Ricardo Noblat, vão até além, comentando que houve uma manobra na sua aprovação. A primeira afirmação mostra o desconhecimento geral do espírito da Previdência Social – que não foi feita para dar lucro a empresas privadas de seguro. Quem se mostra contra a isonomia salarial do aposentado não reclama do contrabando de milhões de beneficiários que nunca contribuíram para o INSS.
A segunda colocação, absurda, é de que o projeto foi um contrabando introduzido no plenário do Senado na calada da noite. Ou se trata de má fé ou de falta de acompanhamento da sessão plenária referida, quando, às 16h00 o senador José Agripino, líder do DEM, propôs um acordo suprapartidário para a aprovação em caráter urgente de medidas provisórias que fechavam a pauta e se atendesse o apelo dos aposentados para a apreciação do projeto de Paim. E assim foi feito. Se a sessão se estendeu um pouco mais, não quer dizer que houve uma manobra.
Manobra, aliás, ocorrerá se os defensores da Seguridade Privada e das teorias do FMI conseguirem comprar os picaretas da Câmara Federal e recusar o projeto tal como foi aprovado no Senado. Outra coisa, Noblat, essa história de dizer que a Previdência é deficitária e está quebrada é uma falácia. A ANFIP – Associação Nacional dos Fiscais da Previdência (hoje auditores) tem toneladas de documentos provando o contrário.
E se Lula da Silva não aprovar o Decreto, se passar na Câmara, cometerá outro crime contra os aposentados e pensionistas como o fez com os oriundos do serviço público, desrespeitando o direito adquirido e sobretaxando-os.
Miranda Sá, jornalista
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