Arquivo do mês: fevereiro 2008
FRASE_2/18
“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”
Guimarães Rosa, escritor e diplomata.
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RUBENS

Venus at her Mirror, 1613-15
PETER PAUL RUBENS, Pintor Flamengo (1577-1640) Rubens nasceu fora da terra em que passou a maior parte de sua vida e à qual serviu com muito patriotismo, Flandres (hoje uma parte da Bélgica).
Ao contrário de vários outros pintores posteriormente famosos, Rubens não enfrentou oposição da família pela carreira que escolhera – muito menos naquela região que valoriza até hoje sua tradição artística. Pelo contrário, recebeu estímulo e incentivo, desde que correspondesse ao talento que lhe fosse exigido; algo que não tardou a acontecer.
Já aos 15 anos tinha certeza da vocação e era aprendiz de pintores. Começou com Adam van Noort, depois Tobias Verhaeght e finalmente Otto van Veen, que exerceu sobre ele a maior influência. Foi Van Veen que fez nascer em Rubens uma grande admiração pela Itália e pela cultura latina clássica. Isso marcou toda a sua obra e o fez integrar a escola italiana e servir aos reinos latinos católicos, mesmo sendo germânico protestante.
Foi a serviço da Espanha (da qual tinha cidadania, já que Flandres permanecia sob controle espanhol) que Rubens desempenhou as principais missões diplomáticas, principalmente negociando as pazes entre Espanha e França (católicos) e Inglaterra (protestante, mas com rei católico), durante as lutas da Guerra dos Trinta Anos, que ele morreu sem ver terminada. E isso sendo Rubens um flamengo protestante.
Rubens morreu em 1640, rico e bem-sucedido. Teve êxito em tudo que fez e deixou para a posteridade um legado de muita arte e expressão do mais puro Barroco, de forma sincera e verdadeiramente vivida.
VALSA DE UMA CIDADE
De Antonio Maria, cantada por Lúcio Alves.
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PF OUVIRÁ EX-FUNCIONÁRIOS EM CASO DE ROUBO DE DADOS DA PETROBRAS
A Polícia Federal pretende colher nesta semana depoimentos de funcionários da Petrobras, da Halliburton (empresa contratada pela estatal e dona dos notebooks roubados com dados sigilosos da companhia brasileira) e da Transmagno, responsável pelo transporte do contêiner em terra. Segundo o diário O Estado de São Paulo apurou, também há possibilidade de a PF convocar técnicos da Petrobras que atuam na área de exploração na sede da empresa e até mesmo ex-funcionários que tenham deixado a estatal nos últimos meses.
Uma fonte ligada à companhia lembrou que ao menos 40 técnicos da área de exploração saíram da Petrobras nos últimos quatro meses, atraídos pela concorrência em outras companhias petrolíferas nacionais e estrangeiras. “Eles conheciam os procedimentos de transporte e detalhes da segurança.”A Petrobras mantém sigilo sobre o assunto e não informou nem sequer se houve mudanças em seu procedimento de segurança de dados após o roubo.
Fonte ligada à cúpula da PF no Rio afirmou que as investigações devem seguir a linha que acredita em espionagem industrial. Segundo essa fonte, está praticamente descartada a hipótese de ter havido um roubo comum de equipamentos que, por coincidência, teriam dados importantes da empresa. O que se sabe a respeito do roubo, por enquanto, é muito pouco. O contêiner em questão era usado pela Halliburton como uma espécie de escritório flutuante para a avaliação dos dados técnicos retirados da área de Júpiter, na Bacia de Santos, onde a Petrobras informou ter encontrado gás natural abaixo da camada pré-sal.
A Halliburton, segunda maior companhia de serviços de petróleo do mundo, era a responsável pelos computadores que continham as informações da Petrobras. A empresa estava com essas informações por conta de um contrato que possui com a estatal desde o ano passado para fornecer serviços de teste de exploração e desenvolvimento em ambientes de alta pressão, alta temperatura e águas profundas no Brasil.
O contrato, de quatro anos, tem valor de US$ 270 milhões, e prevê que a empresa trabalhe juntamente com a Expro International Group para realização dos testes de reservatórios.
O contêiner deixou a área do campo de Tupi, onde a sonda estava instalada, em 18 de janeiro, chegando ao terminal de contêineres Multiportos, no Rio, no dia 25 do mesmo mês. De lá, partiu por terra, em caminhão da Transmagno, até a base da Halliburton em Macaé, onde foi aberto no dia 10 de fevereiro.
A Petrobras limitou-se a divulgar uma nota confirmando o roubo de quatro notebooks e dois discos rígidos, que foi anunciado dia 14 no site Terra Magazine. A cúpula da Polícia Federal define hoje o nome de um de seus diretores para acompanhar passo a passo as investigações sobre o roubo dos dados da Petrobras. O comando das investigações deverá continuar com a delegada Carla Dolinski, da PF de Macaé, responsável pela abertura do inquérito no dia 7. Mas, segundo uma fonte da PF, além de um diretor da cúpula – do Rio ou de Brasília, ainda não definido – serão enviados agentes para reforçar as investigações.
Uma das ações previstas pela polícia é a repetição de todo o trajeto percorrido pelo contêiner violado.
O QUE FALTA SABER
Há risco de empresas concorrentes usarem dados sigilosos sobre as megarreservas de Tupi? Por que a Halliburton foi encarregada de transportar informações sigilosas da estatal brasileira?Quando e por quem a Petrobras foi informada sobre o roubo? O que havia no contêiner violado? Havia mais carga? Essa carga também sumiu? Por que os notebooks foram transportados em contêiner, e não por funcionários? Que informações estavam nos computadores? Por que foram levados a Macaé, já que a base de operações para poços abaixo do sal está no Rio? Qual foi o trajeto da carga? O roubo foi na estrada ou no mar?
Fonte: O Estadão/Blog do Fernando Gabeira
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FRASE_1/18
“Se você me encontrar dormindo, deixe; morto, acorde.”
Antonio Maria, jornalista, compositor
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Fortaleza – Catarata dos couros
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Artigo publicado n’ O METRPOLITANO. Nas bancas
Comentários de Miranda Sá
A CPI da Tapioca
“Querem fazer uma CPI da Tapioca”. Foi assim que o ministro Tarso Genro, da Justiça, ironizou a mobilização do Congresso Nacional para investigar a roubalheira em série praticada pelos portadores dos 7.500 cartões corporativos do PT-governo, em sua maioria nas mãos dos aparelhados em cargos em comissão da administração federal. Não fosse esse gaúcho confuso que baratinou o próprio partido no Rio Grande do Sul e não consegue convencer a própria filha, deputada federal Luciana Genro, até teria desculpas.
São antol[ogicas as tiradas de Tarso desde que assumiu cargos políticos relevantes. No governo de Lula da Silva, ocupando o Ministério da Educação, praticou tolices de todo jeito e agora, na pasta da Justiça, entrando para o anedotário político pelos pronunciamentos apressados e impensados. É dele a iniciativa que proibiu a venda de bebidas alcoólicas em comércios localizados à margem das estradas federais.
Em vez de fiscalizar e reprimir os motoristas insensatos (que dá muito trabalho) o Ministro editou uma Medida Provisória com a finalidade de fazer o que fez o marido traído tirando o sofá da sala. Não avaliou que muitas BRs cruzam inúmeras cidades, prejudicando bares, hotéis, restaurantes e shoppings, tirando dos cidadãos e cidadãs o direito de sentar-se num estabelecimento para tomar uma bebida qualquer. Fez pior Sua Excelência. Atribuiu uma queda ínfima nas mortes durante o carnaval para glorificar seu besteirol.
É esse fanfarrão que considera uma CPI da Tapioca um órgão congressual interessado em esquadrinhar os escândalos apontados pela Controladoria Geral da União e outros retirados do Portal da Transparência em nome da “segurança nacional”, com base na legislação arbitrária dos tempos ditatoriais. Entre as ações indecorosas há, na verdade, a compra de umas tapiocas pelo atual ministro dos Esportes, Orlando Silva. Custaram pouco, mas quem mistura o público e o privado sem cerimônia termina avançando mais. Tanto que depois, o Ministro passou um fim de semana com a mulher, o filho e uma babá no Copacabana Palace à custa do contribuinte.
Além da tapioca do Ministro, os cartões são usados também pelos ecônomos da Presidência da República para comprar champanha e caviar – comida trivial de um ex-metalúrgico e uma ex-diarista – e faz despesas com cremes importados anti-rugas, além de aplicações de botox, reveladas pelo acusador-geral da República, o ex-deputado Roberto Jefferson.
É por isso que se deve investigar – para o conhecimento geral – os saques em dinheiro, inclusive em dólares, que representam 75% dos gastos com os cartões. Quanto somou os saques, quem sacou o dinheiro e como ele foi usado. Assim a gente poderá saber para onde está indo o nosso rico dinheirinho, achacado pelos impostos. Os maiores do mundo.
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COMENTÁRIO (I)
CPI começou mal
A CPI dos cartões corporativos já começou “para inglês ver”. De seus 22 integrantes, 15 foram escolhidos da base aliada do governo. (Gostaria de saber quantos desses já são possuidores de cartões corporativos ou usufruem deles via assessores ou cupinchas.) Não tenham dúvida, os que no decorrer dos trabalhos mais contribuírem com a mozarela, o aliche ou a calabresa, certamente serão premiados com os cobiçados cartões e terão amplo limite para gastos. Realmente, na era digital, a compra de consciências vem evoluindo: da cueca para a mala e, agora, para o plástico, dando acesso a dinheiro direto no caixa. E, como se tornou um triste e recorrente costume, os “pizzaiolos do Planalto” já estão aquecendo o forno e logo, logo, o aroma de orégano se espalhará de Brasília para o resto do Brasil. Cadê meu chopinho? Pois, até servirem a indigesta, serão apenas shows e sorrisos no Congresso.
Silvano Corrêa (scorrea@uol.com.br)
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NOTICIÁRIO
CONSTRUÇÃO CIVIL – Nas capitais do Sul, o crescimento da construção civil ajudou a elevar a arrecadação e em todas elas o crescimento com ISS foi superior ao do ICMS estadual. No conjunto do país, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor de serviços cresceu 4,7% até setembro, um pouco abaixo do ritmo do PIB total.
LEGALIZAÇÃO DO JOGO – Com o escândalo dos cartões corporativos, Planalto mantém em banho-maria as discussões para legalizar o jogo. Mas o interesse na regulamentação é grande. Só de impostos, seriam R$ 2 bilhões.
REFORMA POLÍTICA – Planalto falha ao não fazer reforma política, diz Sarney – Para ex-presidente, a Constituição elaborada durante seu governo leva o país a marchar para um “impasse”, que seria evitado com a reforma da Carta.
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