Artigo publicado n’ O METRPOLITANO. Nas bancas
Comentários de Miranda Sá
A CPI da Tapioca
“Querem fazer uma CPI da Tapioca”. Foi assim que o ministro Tarso Genro, da Justiça, ironizou a mobilização do Congresso Nacional para investigar a roubalheira em série praticada pelos portadores dos 7.500 cartões corporativos do PT-governo, em sua maioria nas mãos dos aparelhados em cargos em comissão da administração federal. Não fosse esse gaúcho confuso que baratinou o próprio partido no Rio Grande do Sul e não consegue convencer a própria filha, deputada federal Luciana Genro, até teria desculpas.
São antol[ogicas as tiradas de Tarso desde que assumiu cargos políticos relevantes. No governo de Lula da Silva, ocupando o Ministério da Educação, praticou tolices de todo jeito e agora, na pasta da Justiça, entrando para o anedotário político pelos pronunciamentos apressados e impensados. É dele a iniciativa que proibiu a venda de bebidas alcoólicas em comércios localizados à margem das estradas federais.
Em vez de fiscalizar e reprimir os motoristas insensatos (que dá muito trabalho) o Ministro editou uma Medida Provisória com a finalidade de fazer o que fez o marido traído tirando o sofá da sala. Não avaliou que muitas BRs cruzam inúmeras cidades, prejudicando bares, hotéis, restaurantes e shoppings, tirando dos cidadãos e cidadãs o direito de sentar-se num estabelecimento para tomar uma bebida qualquer. Fez pior Sua Excelência. Atribuiu uma queda ínfima nas mortes durante o carnaval para glorificar seu besteirol.
É esse fanfarrão que considera uma CPI da Tapioca um órgão congressual interessado em esquadrinhar os escândalos apontados pela Controladoria Geral da União e outros retirados do Portal da Transparência em nome da “segurança nacional”, com base na legislação arbitrária dos tempos ditatoriais. Entre as ações indecorosas há, na verdade, a compra de umas tapiocas pelo atual ministro dos Esportes, Orlando Silva. Custaram pouco, mas quem mistura o público e o privado sem cerimônia termina avançando mais. Tanto que depois, o Ministro passou um fim de semana com a mulher, o filho e uma babá no Copacabana Palace à custa do contribuinte.
Além da tapioca do Ministro, os cartões são usados também pelos ecônomos da Presidência da República para comprar champanha e caviar – comida trivial de um ex-metalúrgico e uma ex-diarista – e faz despesas com cremes importados anti-rugas, além de aplicações de botox, reveladas pelo acusador-geral da República, o ex-deputado Roberto Jefferson.
É por isso que se deve investigar – para o conhecimento geral – os saques em dinheiro, inclusive em dólares, que representam 75% dos gastos com os cartões. Quanto somou os saques, quem sacou o dinheiro e como ele foi usado. Assim a gente poderá saber para onde está indo o nosso rico dinheirinho, achacado pelos impostos. Os maiores do mundo.
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