Arquivo do mês: julho 2007
Possível chantagem governamental sobre a TAM
“Transcrevo – mudando os termos para evitar identificação – informação recebida de um alto dirigente da TAM:
“Sobre a informação de um diretor da TAM acerca de um dos reversos da turbina, que foi divulgada pelo Jornal Nacional da TV Globo e que tanta polêmica gerou dando uma justificativa ao governo, posso afirmar -pois sou testemunha- que um alto personagem do governo contatou a alta direção da empresa (TAM) dizendo que ou eles davam uma boa saída ao governo, ou ele (alto personagem), garantia que baixada a poeira, o governo iria quebrar a TAM.
Foi um problema, pois admitir qualquer coisa dessas seria assumir o seguro dos passageiros sem seguradora, o que levaria a uma grave situação financeira. A saída encontrada foi dar uma explicação que do ponto de vista técnico e do mercado segurador, não muda nada. “O governo com isso teria garantida uma saída “honrosa” e a TAM ficaria coberta, pois o não uso eventual de um dos reversos é fato regular”.
César Maia, prefeito do Rio de Janeiro
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Comentário (VIII)
Toma lá, dá cá
“O governo federal vai liberar R$ 3 bilhões para agradar os parlamentares da oposição na apresentação de suas emendas. O objetivo é ver aprovados no Congresso os seus projetos. É demais. Entra escândalo, sai escândalo e as práticas públicas permanecem as mesmas, indicando assim a continuidade dos mensalões, sanguessugas, etc. É desanimador, mas não podemos desistir. Vamos torcer por novas bengaladas e outras reações pedagógicas dos brasileiros”.
Sergio N. Lopes, jornalista
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A ‘esquerda’ que a direita gosta
Reproduzimos o artigo do senhor Rafael Molina Vita, divulgado via Internet pelos Círculos Bolivarianos Leonel Brizola. Trata-se de uma singela
memória que deve ser divulgada para alimentar o fogo do patriotismo e mantida como uma reverência ao mais autêntico entre os líderes da caminhada para a conquista de um Brasil livre, justo e feliz. Vamos abrir aspas para Molina:
“O PT é a esquerda que a direita gosta” repetia nos idos de 1994 aquele senhor na televisão, com a voz firme e o olhar resoluto. Eu, um jovem de 17 anos, achava graça dessa frase. Morei a vida inteira no Estado de São Paulo, e durante anos fui bombardeado por imagens que retratavam o Rio de Janeiro como território livre para os traficantes. Treze anos depois, vejo quem estava com a razão. Lula governa para os banqueiros e dá prosseguimento ao loteamento do Brasil iniciado pelo governo tucano. Rezam a mesma cartilha, da submissão ao capital internacional e do desmonte progressivo do setor público. Como ainda não temos um líder que se contraponha a essa onda neoliberal, convém às novas gerações refletir sobre o papel de Leonel Brizola na história recente.
Único político brasileiro eleito governador de dois estados diferentes. No sul, seu governo foi marcado pela construção de 6 mil escolas e pela expropriação da Companhia Estadual de Energia Elétrica, subsidiária da canadense Bond and Share, fato de repercussão internacional, que apontou o caminho seguido por Brizola durante toda a vida: a defesa da soberania nacional. Foi no Rio Grande que apoiou o surgimento de organizações camponesas voltadas à luta pela terra, embriões do futuro MST. Considerado o inimigo número um dos militares, foi um dos primeiros políticos cassados após o golpe. Era odiado por defender os interesses do povo e amargou um exílio de 15 anos. Após voltar ao Brasil, foi eleito governador do Rio de Janeiro enfrentando uma tentativa de fraude capitaneada pela Rede Globo.
A poderosa emissora fez de tudo para denegrir a administração brizolista, manipulando fatos e agindo com a falta de qualquer escrúpulo. A lavagem cerebral foi de tal monta que até hoje há quem diga que foi Brizola quem inventou a guerra de traficantes nos morros cariocas. Na verdade o governador não impediu a ação da polícia nos morros, mas sim o abuso policial contra a população favelada. A educação foi sem dúvida a maior realização do estadista, que chegou a gastar 53% do orçamento do Estado na construção dos Cieps idealizados por Darcy Ribeiro com uma proposta revolucionária: educação integral para a população pobre. Ainda esperamos alguém para ocupar o lugar de Brizola: um líder comprometido com os interesses nacionais.
Rafael Molina Vita, servidor do fórum de Execuções Fiscais da Justiça Federal
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FRASE DA VEZ_12/26
“Incrível e insensato. Fazer uma festa para distribuir medalhas a eles mesmos, na tragédia, o País em luto oficial, é insensibilidade. Deviam adiar”.
Leônidas Gonçalves, general do Exército fiador da redemocratização
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INFORMAÇÃO (II)
Inadimplência
“Assim que retomar os trabalhos, se tiver disposição, é claro, o Congresso deve votar um projeto que obriga organizações como o Serasa e o Serviço de Proteção ao Crédito a comunicarem ao consumidor, em carta registrada, sua inclusão no cadastro de inadimplentes. É uma medida que já vem tarde. Todo cidadão tem o direito de ser informado sobre qualquer medida que interfira diretamente em sua vida”.
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Crimes do “mensalão” na pauta do Supremo
“A ministra Ellen Gracie, presidente do STF, marcou para o dia 22 de agosto o início da sessão que analisará a denúncia do Ministério Público contra a “organização criminosa” do mensalão. O Supremo terá de decidir se abre ou não processo contra as 40 pessoas denunciadas pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza. A denúncia foi protocolada no Supremo em março de 2006. Representa, na prática, um pedido do Ministério Público para que o STF abra um processo contra a “quadrilha” do mensalão. O que os ministros do Supremo vão dizer é se o caso deve ir ao arquivo ou se justifica mesmo a abertura de um processo judicial.
Será a sessão mais longa já realizada no STF. Vai durar pelo menos três dias. Ellen Gracie reservou para o colega Joaquim Barbosa, relator do caso, três dias: de 22 a 24 de agosto. Cada sessão pode durar por até cinco horas. Se não for o bastante, outros dias serão reservados. O tribunal deseja resolver a questão antes do término do próximo mês. Prevê-se a demora porque, além da complexidade do processo, os advogados dos 40 denunciados têm direito de fazer a defesa oral de seus clientes. Cada um vai dispor de 15 minutos.
Se a denúncia for transformada em processo, como deseja o Ministério Público, os 40 envolvidos passam da condição de denunciados à de réus. Inicia-se, então, um processo que lento e demorado. Tão demorado que não se exclui a hipótese de que acabe em prescrição”.
Josias de Souza, jornalista e blogueiro
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FRASE DA VEZ_11/26
“Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia; faça ou vá embora”
Nelson Jobim, citando uma frase de Disraeli
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Quem se esconde atrás do “teflon” de Lula
Quem começou dizendo-se perseguido pelos que querem derrubar Lula da Silva, foi Zé Dirceu. Como ele é o Gênio do mau, abriu o caminho para todos os que se sentem ameaçados de punição por ilícitos praticados. Os aloprados do Dossiê Vedoin repetiram Dirceu, dizendo-se perseguidos por quem queria atingir Lula. Não muito tempo se passou e na operação Xeque-Mate um dos compadres sabidos de Lula da Silva, Dario Morelli Filho, usou o mesmo expediente.
Agora vem o pobre Waldir Pires repisando no mesmo tema, que deslumbrado na presença do Chefe, reproduziu a cantilena dos malandros, dizendo “Presidente, há uma sanha para atingi-lo. Novamente se movem para atingir o senhor e seu governo. É a mesma sanha de sempre. E desta vez me usam para este fim”. Isto sem dúvida agradou Lula que o afagou como a um cachorrinho de madame.
Como ministro da Defesa Waldir foi um exemplo perfeito da vacilação covarde, da omissão e do destempero de expressão, como a frase infeliz pronunciada no pico do caos, dizendo que não tinha “atribuição alguma, poder algum sobre o setor aéreo”, quando na verdade dirigia em tese o Conselho Nacional de Aviação Civil, a Infraero e a Aeronáutica, e, se quisesse, se imporia no pelegos da Anac.
( UolNews/Miranda Sá)
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Lula da Silva, escondido, ouve vaias em Aracaju
“Expressivo número de trabalhadores, funcionários do Incra e do Ministério da Cultura, que estão em greve, estudantes da Universidade Federal e mulheres ativistas tentaram entrar no Centro de Convenções de Aracaju (SE) para fazer uma manifestação contra o presidente Lula da Silva. Policiais civis e militares impediram o acesso ao recinto, mas todos permaneceram do lado de fora nesta manhã.
Gritaram palavras de ordem como “ô Lula, que covardia, cadê a democracia” quando Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff chegaram ao Centro de Convenções para o lançamento do PAC do saneamento e urbanização de favelas. Embora as autoridades tenham sido protegidas e não vissem os manifestantes, foram vaiados assim mesmo, inclusive por alguns que conseguiram entrar no auditório.
Como no local havia integrantes de movimentos organizados que apóiam o presidente, as vaias foram abafadas pelos aplausos, mas mesmo assim puderam ser ouvidas. Ao contrário das outras cerimônias com a participação do presidente, o acesso só foi permitido para quem tinha convite.
(Agência Estado + MS)
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JOBIM CAUSA MAL-ESTAR EM SUA FALA
O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, criou um mal-estar diante do ex-ministro Waldir Pires, durante a cerimônia de transmissão de cargo, realizada nesta quinta-feira na sede do Ministério.
Durante seu discurso, Jobim reproduziu uma frase atribuída originalmente ao ex-primeiro-ministro inglês Benjamin Disraeli (século 19). “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia; faça ou vá embora”, citou o novo ministro à platéia, que contava com a presença de Waldir. Pires foi obrigado a deixar o cargo diante da falta de solução para a crise aérea que se arrasta por 10 meses.
Em seguida, Jobim completou: “A história não registra boas intenções, mas o que fazemos e o que deixamos de fazer.” O novo ministro aproveitou a ocasião para se aproximar dos militares. “Tenho a mim como um aliado absolutamente transparente, que precisa ouvir não e também sabe dizer não. Vamos enfrentar o problema que estamos vivendo na perspectiva de uma grande visão nacional.”
Fonte: Uol News
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