PF prende governador do Amapá

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O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador do Estado Waldez Góes (PDT) e mais 16 pessoas foram presos temporariamente na manhã desta sexta-feira (10) durante uma operação da Polícia Federal no Estado. A Operação Mãos Limpas investiga integrantes de uma suposta organização criminosa composta por servidores públicos, agentes políticos e empresários que praticava desvio de recursos públicos do Estado e da União.

O ex governador do Amapá Waldez Goez esq. e o atual governador Pedro PauloDias

Dias assumiu o governo este ano após a saída de Góes, que écandidato ao Senado Federal. O atual governador é candidato à reeleição ao governo do Estado. Ambos são da coligação “O trabalho precisa continuar”, composta por PP, PRB, PDT, PSL, PR, DEM, PHS, PCdoB e PTdoB.

Entre os presos também está o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Júlio Miranda, e o secretário de Segurança Pública do Amapá, Aldo Alves Ferreira. A polícia não informou quem são os demais suspeitos. O inquérito corre em segredo de justiça.

Cerca de 600 policiais federais participam da ação que cumpre 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Além do Amapá, as buscas acontecem nos Estados do Pará, Paraíba e São Paulo.

As buscas e apreensões são realizadas em diversos órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado, a Prefeitura de Macapá, diversas secretarias do Estado e a Superintendência de Agricultura, além de empresas e residências.

As 18 pessoas presas devem ser encaminhadas ainda nesta sexta-feira para a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. Segundo informações do Ministério Público Federal, a prisão temporária é de cinco dias.

“A prisão (…) é imprescindível para evitar possível influência ou coerção sobre testemunhas e destruição de provas. Todas as informações chegaram à Procuradoria Geral da República, em abril de 2010, encaminhadas pela Justiça Federal do Amapá, por causa do envolvimento de pessoas com foro privilegiado. A investigação está baseada em quebras de sigilo bancário, telefônico e provas testemunhais e documentais”, diz nota do MPF.

Fonte: Uol Notícias

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