Míriam Leitão comenta
O jogo da imperícia
Esta é a mais perigosa crise econômica de nossa era. Ela tem ingredientes explosivos: um presidente fraco, uma falta de liderança no país mais poderoso do planeta e o pior desmonte do mercado já visto em 80 anos. O retrocesso da negociação ontem foi mais um flagrante da fraqueza da liderança. Mas a chance que a economia tem é de que a democracia a salve, ao melhorar um projeto cheio de defeitos.
Mesmo num dia que termina tão complexo quanto o de ontem, é na democracia que se pode apostar. A proposta inicial, apresentada nos jardins da Casa Branca por quatro cavalheiros com cara de Apocalipse, na sexta-feira passada, era, na visão do governo, para ser aceita sem discussão. Ela era controversa do ponto de vista econômico e insustentável do ponto de vista político e jurídico. A negociação está melhorando o projeto.
O surpreendente retrocesso de ontem à noite, quando tudo parecia já acertado, tem uma explicação simples: é a disputa eleitoral entrando num tema que deveria ter estado acima desse conflito. E não foram os democratas que fizeram o jogo político-partidário, mas os republicanos.
A reunião, descrita pelos participantes à imprensa americana como “conflituosa”, deixou o assunto ainda suspenso no ar.
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