Lula da Silva exige demissões no setor aéreo

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Antes de ir atrás de aplausos fáceis no Nordeste, Lula da Silva determinou com todos os efes e erres uma varredura na Infraero e na Anac, mas somente o ministro Tarso Genro, da Justiça, soltou os cachorros, anunciando que irá dirigir a fiscalização nas empresas aéreas, deixando claro que considera a Anac “ineficaz para a tarefa”. Gaúcho, como os pelegos indicados por Dilma Rousseff e Zé Dirceu para aparelhar a Agência, Tarso não tergiversou: está “cumprindo as ordens, dê no que der”.

Dilma fez beicinho quando Lula lhe sugeriu para procurar os “comendadores da Anac” e dizer-lhes que estava esperando a entrega voluntária dos cargos, já que a demissão de diretores de órgãos reguladores não é possível, pois têm autonomia e mandato independente. Se houver resistência e não sair a demissão coletiva da diretoria, o ministro Nelson Jobim providenciará medidas jurídicas para afastar quem não queira sair e passará a acompanhar de perto as atividades da Agência.

Sempre é bom lembrar que no discurso de posse Jobim falou que irá “examinar, estudar e ver se o modelo da Anac serve para a aviação brasileira”. “Se precisar mudar tudo, vamos mudar. Não podemos ficar engessados”. Também está registrado na História Política o veto de Lula da Silva ao item que previa a prerrogativa de perda de mandato dos diretores da Anac pelo Presidente da República. Agora, reeleito, vai ter que ir ao Congresso Nacional aprovar a mudança do modelo da Agência.

Miranda Sá

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