História – há 52 anos…
25/09: 1956 – Orfeu da Conceição, o início da parceria Tom e Vinicius
“… um dos problemas mais sérios que me coube resolver foi a escolha do músico. Numa conversa com meus amigos Lucio Rangel e Haroldo Barbosa foi-me ponderado o nome do jovem maestro e compositor Antonio Carlos Jobim. Achei a idéia excelente e pus-me imediatamente em contacto com Tom, como é popularmente conhecido, resultando daí não apenas uma parceria, mas uma amizade que hoje sinto de grande importância para nós ambos…
… Confesso que a excelência do trabalho que me foi sendo pouco a pouco apresentado pelo compositor, excedeu tôdas as minhas expectativas. Os sambas criados especialmente para a peça, de parceria nossa, constituiram sem dúvida a parte mais agradável do nosso trabalho…” Vinícius de Moraes, sobre a escolha de Tom Jobim como músico de Orfeu da Conceição.
A bilheteria da primeira encenação de “Orfeu da Conceição” no Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi em benefício da Associação Brasileira Beneficente de reabilitação, a ABBR. Contudo, um feito maior celebrou aquele dia 25 de setembro. Vinicius já era diplomata. Tom tinha 29 anos.
Era a estréia de uma das mais importantes parcerias da música popular brasileira, reunindo o talento de um jovem músico ao de um poeta consagrado. Nesse primeiro trabalho, Tom musicou sambas de autoria de Vinicius, entre eles “Lamento no Morro” e “Se Todos Fossem Iguais a Você”.
Para saber mais sobre a obra, leia aqui!
Em 1958, com o alvorecer da Bossa Nova, Tom e Vinicius mantiveram a maestria musical, tornando-se dois dos principais nomes do movimento com obras como “Chega de Saudade”. O sucesso de maior repercussão chegou em 1962: “Garota de Ipanema”. E outros clássicos marcaram a parceria musical e de amizade como “O samba do Avião”, “A Felicidade”, “Água de Beber”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Insensatez”‘.
A última obra em parceria foi “Cidadão da Gávea”, feita pouco antes da morte de Vinicius em 09 de Julho de 1980.
Fonte: CPDOC/JB
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