História – há 35 anos…
20/07/1973 – O Centenário de Santos Dumont
No centenário de nascimento de Santos Dumont, o Jornal do Brasil relembrou o talento do inventor, cujos serviços prestados à pátria e à humanidade trouxeram-lhe um prestígio internacional que poucos brasileiros, em todos os tempos, conseguiram alcançar.
O espírito inventivo do mineiro Santos Dumont lançou-o em vôos jamais experimentados pelo homem, buscando reunir as facilidades da navegação aérea para aproximar as distâncias entre os povos do mundo. Além de dominar a técnica dos dirigíveis, e de inventar aeroplanos de diversas modalidades, criou outra máquina que serviria à posteridade: o relógio de pulso. De sua imaginação sem fim vieram também o salva-vidas, o chuveiro aquecido a álcool, entre outras peripércias.
Homem de reservas emocionais e hábitos discretos, que circulava à vontade nos mais refinados salões de Paris da belle èpoque, Santos Dumont marcaria presença no Brasil em lugares que nada tinham a ver com aquele novo mundo europeu: A Fazenda do Casal, no pequeno município de Rio das Flores, no estado do Rio, onde passou a infância.
A Fazenda Cabangu, em Minas, onde nasceu e mais tarde criou gado. E o Chalé da Rua do Encantado, a casa de veraneio em Petrópolis, também no Rio, posteriormente transformada em museu, que assim perpetuou a memória do ilustre morador, preservando seus objetos de uso pessoal e suas invenções domésticas.
O triste fim do notável inventor
Os últimos anos de vida de Santos Dumont foram o de alguém que sobreviveu a si mesmo. Obstinado pelo sonho de voar, viveu o anticlímax depois da sua realização. Na Revolução Constitucionalista de 1932, testemunhou assombrado a utilização da sua maior criação como arma fratricída, pairando sobre as cidades de Guarujá e Santos.
Embora de pouco efeito prático, o ineditismo da façanha ganhou destaque gigantesco na sua mente. E em poucos dias, o homem que foi capaz de enfrentar a morte em cada aventura em que se arriscou nos céus das Europa, sucumbiu. Foi encontrado enforcado num quartel de hotel em Guarujá, no dia 23 de julho de 1932.
Fonte: CPDOC/JB

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