E ficou pior
A primeira crítica direta ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, precisa ir ao conhecimento de quem se interessa, de fato, em saber o que se passa nas altas esferas do PT-governo. O texto é do respeitável profissional de imprensa Carlos Chagas. Aspas para ele:
“Comentamos ontem que começou mal a entrada de Nelson Jobim no Ministério da Defesa. As principais figuras do governo, a começar pelo presidente Lula, foram flagradas às gargalhadas, na solenidade de posse, esquecidas de que a substituição de Waldir Pires aconteceu por conta da morte de 200 pessoas, no maior desastre aéreo da história do País.
Depois, por conta de mais um festival de gafes, no improviso do chefe do governo. E também por certos conceitos emitidos pelo novo ministro, a respeito de ser ele quem comanda. Ora, se um comandante precisa enfatizar o óbvio será porque não se acha tão confiante assim no comando.
Pois se Jobim começou mal, no dia seguinte ficou pior. Foi grosseiro com os maiores prejudicados pelo caos no tráfego aéreo, os passageiros. Disse que se o preço da segurança nos vôos for o desconforto dos usuários, eles continuarão nas longas filas e em salas sem refrigeração. Ora, existem diversas formas de se pedir sacrifícios à população, mas essa, positivamente, não é a melhor.
O novo ministro também repetiu deselegantes afirmações, diante de seu antecessor. Na transmissão do cargo, Waldir Pires discursou, lamentando não ter podido cumprir todos os seus propósitos. Pois Jobim enfatizou que “a História não registra intenções, mas fatos”, e depois acrescentou que um administrador “não se explica, deve agir ou sair”…
CARLOS CHAGAS, jornalista
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