Crise americana – Míriam Leitão comenta
Negociações andam bem; questão é quando terminam
Em Washington todo mundo está falando que há uma boa chance de que até a reunião na Casa Branca o Congresso tenha conseguido chegar a um acordo sobre o pacote. Mas há questões que ainda dificultam o fechamento.
A principal delas é liberar os US$ 700 bilhões de uma vez ou não. O dinheiro ficaria todo liberado, mas só seria gasto em parcelas. A apropriação do ponto de vista do gasto seria paulatina. Parece que a idéia é alinhavar, para o grupo na Casa Branca costurar e dar o acabamento final do pacote.
Mas há problemas. O anúncio de McCain de que estava interrompendo a campanha para liderar o fechamento do acordo provocou mais tensão entre os partidos. Os republicanos aproveitaram para dizer que era demonstração inequívoca de liderança.
Os democratas de que não passava de um factóide. A atitude de McCain azedou um pouco as conversas. Mas a disposição ainda é de aprovar uma operação de resgate em “até uma semana”.
Essa frase coloca o ponto final do problema um pouco mais adiante do cronograma inicial. E isso mexe com as expectativas do mercado. Se o acordo básico for fechado na reunião da Casa Branca, ou até o final desta sexta-feira, ele entraria em detalhamento no começo da semana que vem e poderia ser votado na quarta e quinta-feira.
Outro ponto delicado é que se na reunião da Casa Branca, o presidente Bush trabalhar para alavancar o candidato republicano, a acordo pode melar. Ele tem que realmente ficar embuido de uma proposta sem partidarismo, o que em se tratando de Bush é dificil.
As bolsas estão positivas na Europa e no EUA, porque o mercado está apostando em um acordo rápido. Mas o resultado final pode frustrar os otimistas.
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