Crise americana – Míriam Leitão comenta
Que semana! Uma loucura por dia
Queridos internautas, que semana! Domingo, a corrida desesperada por uma solução para os bancos de investimento. Os sisudos jornais de economia foram se desesperando, e até o Financial Times abandonou a fleugma e, lá pelas tantas da tarde de domingo, tinha a seguinte manchete no online: “Bancos lutam pela vida”.
Dava vontade de dizer: menos, menos. No fim do dia, a Merrill Lynch foi comprada às pressas pelo banco que tentava comprar o Lehman.
Na segunda, quebrou o Lehman: 158 anos de história que passaram até pelo teste de 29. Virou fumaça. Na terça, foi estatizada a AIG. Na quarta, mercados despencando no mundo inteiro. Na quinta, seis bancos centrais juntos jogaram mais de duzentos bilhões para irrigar o mercado, nada acalmou a histeria; aqui, nosso dólar vai a R$ 1,96.
Na sexta, é anunciado o maior resgate da história desse planeta, com o dinheiro do contribuinte, e o pânico virou euforia. Trabalhamos duro aqui, acompanhando cada uma das maluquices, como o que aconteceu na Rússia. A bolsa ora fechava porque tinha caído demais, ora fechava porque subia demais, ora nem abria.
Alvaro, Leonardo e eu ficamos aqui comentando tudo, e falando com quem nos ajudasse a entender. Confesso que hoje estou derrubada, valendo menos que uma ação da Lehman. Peguei a gripe subprime. Começa localizada, dor aqui, dor ali, depois se generaliza e acaba virando uma gripe sistêmica.
Hoje eu espirrei ao vivo, em cadeia nacional, na rádio CBN. A diferença é que quando é o subprime no mercado, o Tesouro entra salvando com dinheiro do contribuinte. Eu tenho que me salvar com remedinhos caseiros. Mas (atchim, atchim) vou continuar de olho em tudo no fim de semana.
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