Casa dos Horrores
Bate-boca com palavrão reabre guerra no Senado
Um dos comandantes da tropa de choque de Sarney, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), pediu a cassação do líder tucano, Arthur Virgílio (AM), e Tasso Jereissati (CE) defendeu o correligionário. Renan xingou o tucano com um palavrão. Sarney, que presidia a sessão, ficou impassível, sem condições de conter o tumulto. Manifesto assinado por 39 pede afastamento de Sarney
PMDB quer arquivar todas as ações contra Sarney
Após a primeira vitória de José Sarney no Conselho de Ética, a tropa de choque do PMDB partiu para o ataque contra a oposição, o que provocou um bate-boca entre vários senadores. A bancada do PMDB tentará arquivar hoje os sete processos que restam contra Sarney no conselho.
Ao mesmo tempo, já encomendou parecer favorável à abertura de processo de quebra do decoro parlamentar contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), alegando que ele é “réu confesso”. O tucano admitiu em plenário que manteve por mais de um ano funcionário fantasma no seu gabinete.
Sarney volta a explicar e é desmentido de novo
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentou ontem novamente se desvincular de Rodrigo Cruz, relacionado no caso dos atos secretos, mas um documento o desmente. Segundo Sarney, o citado não é genro de Agaciel Maia – o senador foi padrinho do casamento de Cruz -, e sim um homônimo. Em nota, Sarney usa como comprovante a denúncia protocolada pelo PSOL que menciona “Rodrigo Cruz”. A representação do PSOL, porém, indica que o Cruz em questão é mesmo genro de Agaciel, pivô do escândalo.
Congresso: PT foge da crise e Senado cai na baixaria
Em meio aos desígnios do Planalto e à pressão pelo afastamento de Sarney, o PT optou por ficar na penumbra da crise no Senado. Os principais líderes petistas estavam ausentes do plenário, palco de bate-boca entre Renan Calheiros e Tasso Jereissati, e o partido não assinou manifesto pela licença do ex-presidente.
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